A regulação do cigarro eletrônico no Brasil a partir do paternalismo libertário
DOI:
https://doi.org/10.12662/2447-6641oj.v23i44.p82-112.2025Palavras-chave:
cigarro eletrônico, paternalismo libertário, nudge, regulação, saúde públicaResumo
Contextualização: Criados como alternativa ao cigarro convencional, os Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), denominados “cigarros eletrônicos”, popularizaram-se devido ao marketing agressivo. Sem evidências científicas conclusivas, são proibidos no Brasil desde 2009 por ato da ANVISA. Em 2024, a Resolução n. 855 revisou e manteve a proibição com ajustes.
Objetivo: Discutir os desafios dos DEFs no Brasil e propor, para a sua regulação, uma abordagem paternalista libertária, baseada na Behavioral Law and Economics, que já se mostrou eficaz no combate ao tabagismo com medidas, como o Programa Nacional de Controle do Tabagismo e a Lei nº 9.294/96.
Método: O artigo utiliza o método dedutivo e o levantamento de bibliografia especializada para (i) investigar problemas regulatórios dos DEFs deliberados pela ANVISA; e (ii) examinar políticas públicas paternalistas libertárias como alternativas regulatórias.
Resultados: Com 2,9 milhões de consumidores, a proibição parece ignorar um mercado ilícito crescente, sugerindo que políticas baseadas em nudges, adotadas no combate ao tabagismo para influenciar decisões sem infringir a liberdade individual, poderiam promover conscientização, reduzir assimetrias informacionais no consumo e proteger menores de idade. Paralelamente, a tributação do pecado também geraria receita para financiar políticas adaptadas aos DEFs.
Contribuições: O estudo contribui para o debate do cigarro eletrônico no Brasil, oferecendo um caminho para a sua regulação sob a ótica da Behavioral Law and Economics aplicada às políticas públicas de saúde.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Rodrigo Montefusco Mendes Pessoa, Oksandro Osdival Gonçalves

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
Direitos Autorais e Licença
Conforme a política atual de submissão, os autores mantêm os direitos de suas obras e garantem à Revista Opinião Jurídica o direito de primeira publicação, ressalvados ainda os direitos comerciais pela editora (publisher) conforme os termos da licença não comercial utilizada. A Revista utiliza licença Creative Commons. As obras publicadas estão sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License (CC-BY-NC-SA).
Esta licença permite aos reutilizadores distribuir, remixar, adaptar e desenvolver o material em qualquer meio ou formato apenas para fins não comerciais, e somente se a atribuição for dada ao criador. Se você remixar, adaptar ou desenvolver o material, deverá licenciar o material modificado sob termos idênticos. A CC BY-NC-SA inclui os seguintes elementos:
BY: o crédito deve ser dado ao criador.
NC: apenas usos não comerciais da obra são permitidos.
SA: as adaptações devem ser compartilhadas sob os mesmos termos.
DAS RESPONSABILIDADES
Ao submeter(em) artigo de sua lavra, o autor (e co-autores, se houver) assume(m), por este ato, a responsabilidade exclusiva pela integralidade do conteúdo da obra de sua autoria. Dessa forma, quaisquer medidas judiciais ou extrajudiciais concernentes ao seu conteúdo serão de sua inteira responsabilidade.
Parágrafo único. Em caso de pluralidade de autores, considera-se solidária a responsabilidade, ressalvadas as provas em contrário.























