Epidemiologia acerca da doença de Crohn e da retocolite ulcerativa no Brasil
trajetória descritiva em uma década (2015-2024)
DOI:
https://doi.org/10.12662/2317-3076jhbs.v14i1.6490.pe6490.2026Palavras-chave:
doença de Crohn, colite ulcerativa, estudos epidemiológicos, hospitalização, BrasilResumo
Objetivo: analisar o perfil epidemiológico e as tendências temporais das internações hospitalares por doença de Crohn e retocolite ulcerativa no Brasil, no período de 2015 a 2024. Metodologia: Estudo ecológico, descritivo, com abordagem quantitativa, baseado em dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), disponíveis no DATASUS. Foram analisadas internações segundo ano, região, sexo, raça/cor, faixa etária e custos hospitalares. As taxas foram calculadas por 100.000 habitantes, utilizando dados populacionais do IBGE, com análise estatística descritiva. Resultados: Foram registradas 52.044 internações e 1.206 óbitos no período analisado, com tendência de aumento das internações ao longo da série histórica e pico em 2024 (3.26 por 100,000 habitantes). Observou-se maior frequência na população idosa, especialmente com 80 anos ou mais (pico de 13.11, em 2024) e predominância do sexo feminino nas internações (uma taxa de 2.54). Houve maior ocorrência de hospitalizações, em números absolutos, em indivíduos autodeclarados brancos (41% do total). As maiores taxas foram identificadas na região Sul (pico de 3.79, em 2024). Os gastos hospitalares apresentaram tendência crescente, com maior valor em 2023 (R$5.909.466). Conclusão: As doenças inflamatórias intestinais apresentaram tendência de crescimento das internações no Brasil, com padrão relativamente estável de mortalidade e importantes desigualdades regionais e demográficas. Os achados evidenciam a necessidade de fortalecimento das estratégias de vigilância, organização da rede assistencial e ampliação do acesso ao diagnóstico e tratamento oportuno.
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