NARRATIVAS CARTOGRÁFICAS COMO METODOLOGIA DE LEITURA DO TERRITÓRIO: O CASO DO PIRAMBU, FORTALEZA (CE)
DOI:
https://doi.org/10.12662/1809-5771ri.130.6304.p118-121.2026Palabras clave:
Cartografia social, Narrativas territoriais, Planejamento Urbano, Favela, PirambuResumen
Os instrumentos tradicionais de leitura e planejamento urbano, como os mapas oficiais, historicamente estiveram associados à representação do poder, tendendo a invisibilizar dinâmicas sociais e territoriais de favelas e comunidades urbanas. Diante desse cenário, a cartografia social emerge como uma metodologia capaz de incorporar narrativas, percepções e saberes locais na produção de leituras urbanas mais sensíveis. Este artigo tem como objetivo analisar as narrativas cartográficas como metodologia de leitura do território, a partir de uma experiência de mapeamento social realizada no bairro do Pirambu, em Fortaleza. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, estruturada como estudo de caso, com a produção de quatro cartografias narrativas elaboradas de forma individual por moradores do bairro, mediadas remotamente pela pesquisadora. Os resultados evidenciam leituras diversas e subjetivas do território, revelando percepções distintas sobre risco, segurança, infraestrutura, mobilidade e pertencimento, atravessadas por marcadores de gênero, geração, raça e trajetória de vida. As narrativas produzidas demonstram o potencial da cartografia social para revelar dimensões do espaço urbano não captadas pelos instrumentos técnicos tradicionais, contribuindo para leituras mais complexas do território e para a construção de práticas de planejamento urbano mais participativas.
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