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<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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    <front>
        <journal-meta>
            <journal-id journal-id-type="publisher-id">oj</journal-id>
            <journal-title-group>
                <journal-title>Revista Opinião Jurídica</journal-title>
                <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">R. Opin. Jur.</abbrev-journal-title>
            </journal-title-group>
            <issn pub-type="ppub">1806-0420</issn>
            <issn pub-type="epub">2447-6641</issn>
            <publisher>
                <publisher-name>Centro Universitário Christus</publisher-name>
            </publisher>
        </journal-meta>
        <article-meta>
            <article-id pub-id-type="doi">10.12662/2447-6641oj.v22i41.p272-308.2024</article-id>
            <article-categories>
                <subj-group subj-group-type="heading">
                    <subject>Artigo</subject>
                </subj-group>
            </article-categories>
            <title-group>
                <article-title>Efeito Eliza: Implicações da Projeção Antropomórfica à Integridade
                    Psíquica diante da Utilização de <italic>Chatbots</italic> para Cuidados com a
                    Saúde Mental</article-title>
                <trans-title-group xml:lang="en">
                    <trans-title>Eliza Effect: Implications of Anthropomorphic Projection on Psychic
                        Integrity in the Face of the use of Chatbots for Mental Health
                        Care</trans-title>
                </trans-title-group>
                <trans-title-group xml:lang="es">
                    <trans-title>Efecto Eliza: Implicaciones de la Proyección Antropomorfica para la
                        Integridad Psíquica Respecto al uso de Chatbots para el Cuidado de la Salud
                        Mental</trans-title>
                </trans-title-group>
            </title-group>
            <contrib-group>
                <contrib contrib-type="author">
                    <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-3655-8407</contrib-id>
                    <name>
                        <surname>Tobbin</surname>
                        <given-names>Raissa Arantes</given-names>
                    </name>
                    <xref ref-type="aff" rid="aff1">*</xref>
                </contrib>
                <contrib contrib-type="author">
                    <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0001-9183-0672</contrib-id>
                    <name>
                        <surname>Cardin</surname>
                        <given-names>Valeria Silva Galdino</given-names>
                    </name>
                    <xref ref-type="aff" rid="aff2">**</xref>
                </contrib>
            </contrib-group>
            <aff id="aff1">
                <label>*</label>
                <institution content-type="orgname">Universidade Estadual de Ponta Grossa
                    (UEPG)</institution>
                <addr-line>
                    <city>Advogada no Paraná</city>
                    <state>PR</state>
                </addr-line>
                <country country="BR">BR</country>
                <email>tobbinraissa@hotmail.com</email>
                <institution content-type="original">Doutoranda em Direito pela Universidade Cesumar
                    (UNICESUMAR); Mestre em Ciências Jurídicas pela Universidade Cesumar
                    (UNICESUMAR); Graduada em Direito pela Universidade Paranaense (UNIPAR);
                    Graduada em Letras – Português/Espanhol pela Universidade Estadual de Ponta
                    Grossa (UEPG); Advogada no Paraná, PR, BR. E-mail:
                    &lt;tobbinraissa@hotmail.com&gt;.</institution>
            </aff>
            <aff id="aff2">
                <label>**</label>
                <institution content-type="orgname">Programa de Pós-Graduação em Ciências Jurídicas
                    pela Universidade Cesumar (UNICESUMAR)</institution>
                <addr-line>
                    <city>Maringá</city>
                    <state>PR</state>
                </addr-line>
                <country country="BR">BR</country>
                <email>valeria@galdino.adv.br</email>
                <institution content-type="original">Pós-Doutora em Direito pela Universidade de
                    Lisboa; Doutora e mestre em Direito das Relações Sociais pela Pontifícia
                    Universidade Católica de São Paulo (PUCSP); Docente da Universidade Estadual de
                    Maringá e no Programa de Pós-Graduação em Ciências Jurídicas pela Universidade
                    Cesumar (UNICESUMAR); Pesquisadora pelo ICETI; Advogada no Paraná. Maringá, PR,
                    BR. E-mail: &lt;valeria@galdino.adv.br&gt;.</institution>
            </aff>
            <author-notes>
                <fn fn-type="edited-by">
                    <p>Editora responsável: Profa. Dra. Fayga Bedê</p>
                    <p><ext-link ext-link-type="uri"
                            xlink:href="https://orcid.org/0000-0001-6444-2631"
                            >https://orcid.org/0000-0001-6444-2631</ext-link></p>
                </fn>
            </author-notes>
            <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
                <day>07</day>
                <month>04</month>
                <year>2025</year>
            </pub-date>
            <pub-date publication-format="electronic" date-type="collection">
                <season>Sep-Dec</season>
                <year>2024</year>
            </pub-date>
            <volume>22</volume>
            <issue>41</issue>
            <fpage>272</fpage>
            <lpage>308</lpage>
            <history>
                <date date-type="received">
                    <day>30</day>
                    <month>11</month>
                    <year>2023</year>
                </date>
                <date date-type="accepted">
                    <day>04</day>
                    <month>12</month>
                    <year>2024</year>
                </date>
            </history>
            <permissions>
                <license license-type="open-access"
                    xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/" xml:lang="pt">
                    <license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
                        licença Creative Commons Attribution Non-Commercial que permite uso,
                        distribuição e reprodução não-comercial irrestrito em qualquer meio, desde
                        que o trabalho original seja devidamente citado.</license-p>
                </license>
            </permissions>
            <abstract>
                <title>RESUMO</title>
                <sec>
                    <title>Contextualização:</title>
                    <p>Nos últimos anos, a utilização de <italic>chatbots</italic>, que podem ser
                        conceituados como programas de computador que possuem habilidades para
                        manter uma conversação com humanos, tem ganhado relevo na área da saúde,
                        sobretudo para fins de cuidados com a saúde mental. Tais sistemas
                        inteligentes, disponíveis para interação a qualquer tempo, podem conduzir
                        exercícios para o controle de sintomas de estresse, ansiedade, depressão e
                        ideação suicida. Diante do avanço tecnológico, é essencial verificar se as
                        implicações da projeção antropomórfica, que é a tendência humana de atribuir
                        características humanas a objetos, em tais conversas, não poderiam ofender a
                        integridade psíquica do indivíduo, um direito da personalidade.</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>Objetivo:</title>
                    <p>O presente trabalho tem por objetivo analisar as implicações do Efeito Eliza
                        e da projeção antropomórfica ao direito da personalidade à integridade
                        psíquica diante da eventual utilização de <italic>chatbots</italic> para
                        fins de cuidados com saúde mental.</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>Método:</title>
                    <p>A pesquisa utilizou o método hipotético-dedutivo, fundamentado em revisão
                        bibliográfica.</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>Resultados:</title>
                    <p>Como resultado, verificou-se que há uma tendência humana de antropomorfizar
                        dispositivos tecnológicos, lendo respostas como resultados de emoções
                        humanas, o que pode provocar apego, identificação e dependência, diante da
                        percepção de reciprocidade, cenário que pode gerar ofensa à integridade
                        psíquica.</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>Conclusões:</title>
                    <p>Há implicações éticas e jurídicas no que tange a sistemas de conversação para
                        fins terapêuticos, especialmente em relação ao direito à integridade
                        psíquica. É importante considerar também as questões ligadas à privacidade
                        das informações compartilhadas, à segurança e a vieses discriminatórios.</p>
                </sec>
            </abstract>
            <trans-abstract xml:lang="en">
                <title>ABSTRACT</title>
                <sec>
                    <title>Contextualization:</title>
                    <p>In recente years, the use of chatbots, which can be define as computer
                        programs that have the ability to hold conversations with humans, has gained
                        relevance in the health field, especially for mental health care purposes.
                        These intelligent systems, available for interaction at any time, can
                        conduct exercises to control symptoms of stress, anxiety, depression and
                        suicidal ideation. Despite such technological advances, it is essential to
                        verify whether the implications of anthropomorphic projection, which is the
                        human tendency of understand human characteristics of objects, in such
                        conversations could not offend the individual’s psychological integrity, a
                        personality right.</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>Objective:</title>
                    <p>the study aims to analyze the implication of the Eliza Effect and
                        anthropomorphic projection in the right to personality right to psychic
                        integrity in the face of the use of chatbots for mental health care
                        purposes.</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>Method:</title>
                    <p>the research used the hypothetical-deductive method, based on a bibliographic
                        review.</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>Results:</title>
                    <p>There is a human tendency to anthropomorphize technological devices, reading
                        respondes as results of human emotions, which can cause attachment,
                        identification and dependence, given the perception of reciprocity, a
                        scenario that can generate offense to psychic integrity.</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>Conclusions:</title>
                    <p>There are ethical and legal implication related to conversation systems for
                        therapeutic purposes, especially in relation to the right to psychic
                        integrity. Issues related to the privacy of shared informatin, security and
                        discriminatory biases are highlighted.</p>
                </sec>
            </trans-abstract>
            <trans-abstract xml:lang="es">
                <title>RESUMEN</title>
                <sec>
                    <title>Contextualizacíon:</title>
                    <p>En los últimos anis, el uso de <italic>chatbots</italic>, que pueden
                        conceptualizarse como programas informáticos que tienem la capacidad de
                        mantener una conversación con humanos, ha ganado importancia en el sector
                        salud, especialmente con fines de atención de la salud mental. Estos
                        sistemas inteligentes, disponibles para interactuar en cualquier momento,
                        pueden realizar ejercicios para controlar los síntomas de estrés, ansiedad,
                        depresíon e ideas suicidas. A pesar de tal avance tecnológico, es
                        fundamental verificar si las implicaciones de la proyeccíon antropomórfica,
                        que es la tendencia humana a atribuir características humanas a los objetos,
                        en tales conversaciones no podrían ofender la integridad psíquica del
                        individuo, un derecho de la personalidad.</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>Objetivo:</title>
                    <p>El presente Trabajo tiene como objetivo analizar las implicationes del Efecto
                        Eliza y la proyección antropomórfica sobre el derecho de la personalidad a
                        la integridad psíquica ante el uso de chatbots con fines de atención de la
                        salud mental.</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>Método:</title>
                    <p>La investigación utilizo el método hipotético-deductivo, basándose en una
                        revisión bibliográfica.</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>Resultados:</title>
                    <p>Existe una tendencia humana a antropomorfizar los dispositivos tecnológicos,
                        leyendo las respuestas como resultado de las emociones humanas, lo que puede
                        provocar apego, identificación y dependência, ante la percepción de
                        reciprocidad, escenario que puede generar ofensa a integridad psíquica.</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>Conclusiones:</title>
                    <p>Existen implicaciones éticas y legales a respecto de los sistemas de
                        conversación con fines terapêuticos, especialmente en relación con el
                        derecho a la integridad psicológica. Se destacan cuestiones relacionadas con
                        la privacidad de la información compartida, la seguridad y el sesgo
                        discriminatorio.</p>
                </sec>
            </trans-abstract>
            <kwd-group xml:lang="pt">
                <title>Palavras-chave:</title>
                <kwd>direitos da personalidade</kwd>
                <kwd>Efeito Eliza</kwd>
                <kwd>saúde mental</kwd>
                <kwd><italic>chatbots</italic></kwd>
                <kwd>inteligência artificial</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="en">
                <title>Keywords:</title>
                <kwd>personality rights</kwd>
                <kwd>Eliza Effect</kwd>
                <kwd>mental health</kwd>
                <kwd>chatbots</kwd>
                <kwd>artificial intelligence</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="es">
                <title>Palabras clave:</title>
                <kwd>derechos de la personalidad</kwd>
                <kwd>Efecto Eliza</kwd>
                <kwd>salud mental</kwd>
                <kwd><italic>chatbots</italic></kwd>
                <kwd>inteligencia artificial</kwd>
            </kwd-group>
        </article-meta>
    </front>
    <body>
        <sec sec-type="intro">
            <title>1 INTRODUÇÃO</title>
            <p>Nas últimas décadas, tem crescido mundialmente a conscientização acerca da
                necessidade de cuidados com a saúde mental e da manutenção de um estilo de vida
                equilibrado e compatível com condições que proporcionem bem-estar físico e
                mental.</p>
            <p>Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Pan-Americana da
                Saúde (OPAS) (<xref ref-type="bibr" rid="B88">WHO, 2022b</xref>), sobretudo
                divulgados no “Relatório Mundial sobre Saúde Mental: Transformar a Saúde Mental para
                Todos”, em 2019, quase um bilhão de pessoas, incluindo 14% dos adolescentes do
                mundo, viviam com algum tipo de transtorno mental, sendo o suicídio responsável por
                uma em cada cem mortes. Os transtornos mentais são a principal causa de
                incapacidade, e as pessoas com condições graves de saúde mental morrem em média dez
                a vinte anos mais cedo do que a população em geral (<xref ref-type="bibr" rid="B88"
                    >WHO, 2022b</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B85">2023</xref>).</p>
            <p>A situação de crise sanitária ocasionada pela COVID-19 intensificou quadros de
                ansiedade, depressão e demais transtornos mentais. Durante o primeiro ano da
                pandemia, a depressão e a ansiedade aumentaram mais de 25%. Contudo, oito em cada
                dez pessoas com uma doença mental grave não receberam tratamento<xref ref-type="fn"
                    rid="fn1">1</xref> (<xref ref-type="bibr" rid="B88">WHO, 2022b</xref>, <xref
                    ref-type="bibr" rid="B85">2023</xref>). Apesar de tais dados, verifica-se que os
                tratamentos e os cuidados com saúde mental ainda são considerados inacessíveis para
                boa parte da população mundial. Para contornar tal perspectiva, ganham relevo as
                soluções com base em <italic>e-Health</italic>, saúde móvel, telemedicina e sistemas
                de Inteligência Artificial (IA) baseados no tratamento de dados sobre saúde.</p>
            <p>Os <italic>chatbots</italic> podem ser conceituados como programas de computador que
                possuem habilidades para manter uma conversação com humanos, sendo, a cada dia mais,
                ágeis e eficientes. Tais modelos, disponíveis para conversação a qualquer tempo, têm
                sido utilizados para experimentos com fins terapêuticos, como é o caso do
                    <italic>chatbot Woebot</italic>, que conduz os usuários por meio de exercícios
                baseados na Terapia Cognitivo-Comportamental, sobretudo para fins de controle de
                sintomas de estresse, ansiedade, depressão e ideação suicida. Estima-se que a
                indústria de aplicação dos <italic>chatbots</italic> atinja US$200 bilhões até 2026
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Brown, 2022</xref>; <xref ref-type="bibr"
                    rid="B36">Han; Yin; Zhang, 2023</xref>).</p>
            <p>Diante do avanço tecnológico, é essencial verificar se as implicações da projeção
                antropomórfica, que é a tendência humana de atribuir características humanas a
                objetos, em tais conversas não poderiam ofender a integridade psíquica do indivíduo,
                um direito da personalidade. Dessa forma, o presente trabalho tem por objetivo
                analisar as implicações do Efeito Eliza e da projeção antropomórfica à integridade
                psíquica, um direito da personalidade, diante da eventual utilização de
                    <italic>chatbots</italic> para fins de cuidados com a saúde mental. O problema
                que orientou a condução da pesquisa pode ser sintetizado da seguinte forma: com base
                na análise do Efeito Eliza, a utilização da <italic>chatbots</italic> para fins
                terapêuticos poderia ofender o direito da personalidade à integridade psíquica?</p>
            <p>A hipótese inicial é a de que a tendência humana de antropomorfizar dispositivos
                tecnológicos, lendo respostas de sistemas como fruto de emoções humanas, pode
                prejudicar ainda mais o desafiador trabalho terapêutico, que envolve cuidados com a
                saúde mental, com repercussão à integridade psíquica, um direito da personalidade. O
                estudo teve por objetivo geral analisar as implicações do Efeito Eliza e da projeção
                antropomórfica ao direito da personalidade à integridade psíquica diante da eventual
                utilização de <italic>chatbots</italic> para fins de cuidados com saúde mental.</p>
            <p>Para alcançar o objetivo geral, foram traçados os seguintes objetivos específicos,
                que correspondem às seções de desenvolvimento do artigo:</p>
            <list list-type="simple">
                <list-item>
                    <p>descrever a utilização de <italic>chatbots</italic> para fins de cuidados com
                        a saúde mental, utilizando como exemplo o experimento com o modelo de
                        inteligência artificial <italic>Eliza</italic>, desenvolvido por Joseph
                        Weizenbaum, na década de 1960, que tinha por objetivo simular a figura de um
                        psicoterapeuta rogeriano<xref ref-type="fn" rid="fn2">2</xref> em uma
                        conversação entre pessoas com um <italic>chatbot</italic>, que acabou
                        ganhando repercussão além do esperado diante da identificação das pessoas
                        envolvidas com a máquina;</p>
                </list-item>
                <list-item>
                    <p>investigar a dissonância cognitiva e a tendência humana à projeção
                        antropomórfica no que tange a objetos inanimados;</p>
                </list-item>
                <list-item>
                    <p>examinar as implicações da utilização de <italic>chatbots</italic> para fins
                        de cuidados com a saúde mental ao direito à integridade psíquica, um direito
                        fundamental e da personalidade, crucial para a preservação da dignidade
                        humana.</p>
                </list-item>
            </list>
            <p>A pesquisa utilizou o método hipotético-dedutivo, que consiste na escolha de
                proposições hipotéticas, e com certa viabilidade, para a tentativa de responder a um
                problema ou lacuna no conhecimento científico, com a realização de falseamento
                dessas hipóteses, para o fim de comprová-las ou não (<xref ref-type="bibr" rid="B30"
                    >Gil, 2008</xref>). A técnica de pesquisa utilizada foi a de revisão
                bibliográfica, a partir de obras, artigos de periódicos e legislação aplicável ao
                tema.</p>
            <p>Como resultado, constatou-se que há uma tendência humana de antropomorfizar
                dispositivos tecnológicos, lendo respostas como resultados de emoções humanas, o que
                pode provocar apego, identificação e dependência, diante da percepção de
                reciprocidade, cenário que pode gerar ofensa à integridade psíquica. Há implicações
                éticas e jurídicas no que tange a sistemas de conversação para fins terapêuticos,
                sobretudo em relação ao direito à integridade psíquica. Destaca-se também, neste
                cenário, questões ligadas à privacidade das informações compartilhadas, à segurança
                e a vieses discriminatórios.</p>
        </sec>
        <sec>
            <title>2 CHATBOTS E A INTERAÇÃO HUMANO-MÁQUINA</title>
            <p>A utilização da Inteligência Artificial (IA) revolucionou diversas áreas do
                conhecimento e propiciou serviços e soluções baseadas no tratamento de dados
                pessoais e em informações abrangentes sobre o usuário, especialmente na área da
                saúde e dos cuidados com a saúde mental.</p>
            <p>Os <italic>chatbots</italic> (<italic>chatterbots, bots</italic> ou agentes
                conversativos) são <italic>softwares</italic><xref ref-type="fn" rid="fn3">3</xref>
                criados para a conversação com seres humanos, de modo que podem ser utilizados como
                assistentes pessoais, para vendas, consultas ou resolução de diversos problemas
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B50">Oliveira, 2021</xref>; <xref ref-type="bibr"
                    rid="B28">Ferrara <italic>et al.,</italic> 2016</xref>), por meio do
                Processamento de Linguagem Natural (PLN) (<xref ref-type="bibr" rid="B1"
                    >Abdul-Kader, 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B69">Silva <italic>et
                        al</italic>., 2022</xref>). O uso de PLN envolve a manipulação
                computacional, a partir de palavras e diferentes estilos de escrita, um processo que
                intenta “entender” expressões humanas completas, para que o sistema seja capaz de
                devolver respostas úteis.</p>
            <p>Portanto, refere-se ao processamento computacional automático de linguagem humana, o
                que inclui a utilização de algoritmos que usam o texto produzido pelo ser humano
                como entrada e outros que produzem texto com aparência natural como saída. Os
                    <italic>chatbots</italic> atuais costumam utilizar a linguagem de programação
                    <italic>Python</italic> e técnicas neuronais (<xref ref-type="bibr" rid="B31"
                    >Goldberg, 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B50">Oliveira, 2021, p.
                    28</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B8">Bird; Klein; Loper, 2009</xref>).</p>
            <p>É possível utilizar <italic>chatbots</italic> para fins de
                <italic>marketing</italic>, como assistentes virtuais; para a customização em massa
                e de <italic>Big Data</italic>, no âmbito dos <italic>influencers</italic>; na área
                da Educação, os <italic>chatbots</italic> podem ser utilizados na assistência ao
                desenvolvimento de pessoas com espectro autista; na área da Saúde, podem ser
                utilizados pela telemedicina e para cuidados com pacientes.</p>
            <p>O termo “<italic>chatbot</italic>” teria sido utilizado pela primeira vez em 1994,
                por <xref ref-type="bibr" rid="B43">Mauldin (1994)</xref>, a partir da junção das
                palavras “<italic>chat</italic>” (do inglês <italic>Conversational Hypertext Acess
                    Technology</italic><xref ref-type="fn" rid="fn4">4</xref>), em referência ao
                diálogo e à conversa entre duas ou mais pessoas, e “<italic>bot</italic>”, que é a
                abreviação de “<italic>robot</italic>” (“robô” em português) (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B50">Oliveira, 2021</xref>). Por meio de técnicas de processamento, como a
                NLTK para <italic>Python</italic>, podem ser aplicados para analisar a fala, bem
                como respostas inteligentes e apropriadas podem ser encontradas por meio da projeção
                de mecanismos (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Abdul-Kater, 2015</xref>).</p>
            <p>Um dos grandes desafios dos <italic>chatbots</italic> seria a “humanização” da
                conversa, em resposta às reações humanas sob os pontos de vista cognitivo e
                emocional. Diante disso, técnicas e ferramentas de IA foram desenvolvidas, como o
                    <italic>IBM Watson</italic>, que é uma plataforma de construção de
                    <italic>bots</italic>, a qual auxilia na aplicação de algoritmos cognitivos para
                a elaboração de conversas que seriam “mais humanas” e devolveriam respostas claras.
                Nesse contexto, destacam-se as plataformas <italic>Chatfuel, Dialogflow</italic> e
                    <italic>Bot Framework</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B32">Gratzer;
                    Goldbloom, 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B50">Oliveira, 2021</xref>;
                    <xref ref-type="bibr" rid="B84">Weizenbaum, 1966</xref>).</p>
            <p>As interfaces de inteligência artificial, como o <italic>Bing Chat</italic><xref
                    ref-type="fn" rid="fn5">5</xref>, da <italic>Microsoft</italic>; o
                    <italic>ChatGPT</italic><xref ref-type="fn" rid="fn6">6</xref>, da
                    <italic>OpenAI</italic>; e o <italic>Bard</italic><xref ref-type="fn" rid="fn7"
                    >7</xref>, da <italic>Google</italic>, são fáceis de utilizar e parecem
                pessoais, já que, ao conversar com a IA, o usuário pode ter a sensação de que está
                conversando com outro ser humano. Conforme Picalho:</p>
            <disp-quote>
                <p>[....] é interessante pensar que tanto o <italic>ChatGPT</italic>, o <italic>Bing
                        Chat</italic> e o <italic>Bard</italic> melhoram essa interação humano
                    computador (IHC) popularizada pelas assistentes pessoais virtuais como
                        <italic>Siri, Alexa</italic> e <italic>Google</italic> Assistente em formato
                    de voz e tornam o diálogo muito convincente em termos de naturalidade. Mesmo não
                    sendo necessariamente motores de busca, se assemelha muito a ideia popularizada
                    pelo buscador <italic>Ask Jeeves</italic> nos anos 90 que vendia no imaginário
                    do mecanismo de busca, a figura de um mordomo que responderia a todas as suas
                    solicitações de pesquisa. Tudo aqui é uma troca. Ao mesmo tempo em que as
                    pessoas testam essas ferramentas e/ou as incorporam no seu ambiente de trabalho,
                    as empresas coletam esses feedbacks e aprimoram o modelo (<xref ref-type="bibr"
                        rid="B58">Picalho, 2023, p. 50</xref>).</p>
            </disp-quote>
            <p>Alguns indivíduos relatam que desenvolveram sentimentos de apego em relação a
                determinados <italic>chatbots.</italic> “Outros ficaram tão convencidos da
                inteligência da IA que publicaram com confiança seus temores de senciência” (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B72">Sponheim, 2023a</xref>). Não é novo o fascínio por
                dispositivos mecânicos e de IA que imitam os seres humanos:</p>
            <disp-quote>
                <p>[...] os antigos egípcios construíam estátuas de divindades em madeira e pedra e
                    as consultavam para obter conselhos. Os primeiros estudiosos budistas
                    descreveram “pessoas de metal precioso” que recitavam textos sagrados. Os gregos
                    antigos contavam histórias de Hefesto, o deus da ferraria, e seu amor pela
                    criação de robôs. Ainda assim, foi somente nas décadas de 1940 e 50 que os
                    computadores modernos começaram a trazer essas fantasias para mais perto do
                    reino da realidade. À medida que os computadores se tornaram mais potentes e
                    difundidos, as pessoas começaram a ver o potencial das máquinas inteligentes
                        (<xref ref-type="bibr" rid="B72">Sponheim, 2023a</xref>).</p>
            </disp-quote>
            <p>Em 1950, Alan Turing, matemático britânico, escreveu o seminário <italic>Computing
                    Machinery and Intelligence</italic><xref ref-type="fn" rid="fn8">8</xref> e
                propôs o “teste de <italic>Turing</italic>”, por meio do qual uma pessoa conversava
                com um humano e com um robô localizados em salas diferentes, de modo que precisaria
                descobrir quem seria quem. Caso o robô fosse convincente, ele passaria no teste. Na
                visão de Turing, com o tempo, as pessoas falariam com máquinas inteligentes de forma
                consistente, sem esperar que fossem contrariadas (<xref ref-type="bibr" rid="B72"
                    >Sponheim, 2023a</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B35">Hall, 2019</xref>). À
                época, o teste levantou questões importantes sobre a mente, a consciência e a
                humanidade.</p>
            <p>A partir da década de 1960, os cientistas da computação conseguiram desenvolver
                sistemas para planejar, racionalizar e perceber dados e informações. Foram criados
                programas que jogavam damas, resolviam problemas e provavam teoremas. Herbet Simon,
                pesquisador sobre IA, na década de 1980, previu que, um dia, as máquinas seriam
                capazes de fazer qualquer trabalho que uma pessoa pudesse fazer (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B72">Sponheim, 2023a</xref>).</p>
            <p>Os primeiros <italic>chatbots</italic>, criados nas décadas de 1950 e 1960, eram
                muito limitados. Eles podiam “conversar sobre um tópico muito específico, como
                beisebol. Ao limitar o mundo de possíveis perguntas e respostas, os pesquisadores
                podiam criar máquinas que se passavam por ‘inteligentes’”, contudo, conversar com um
                sistema era como falar “com a <italic>Wikipédia</italic><xref ref-type="fn"
                    rid="fn9">9</xref>, não com uma pessoa real” (<xref ref-type="bibr" rid="B72"
                    >Sponheim, 2023a</xref>).</p>
            <p>O modelo de inteligência artificial <italic>Eliza</italic><xref ref-type="fn"
                    rid="fn10">10</xref> foi desenvolvido por Joseph Weizenbaum, na década de 1960,
                para assumir o papel de uma terapeuta, com base em texto<xref ref-type="fn"
                    rid="fn11">11</xref> (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Brostom, 2018</xref>;
                    <xref ref-type="bibr" rid="B21">Oliveira, 2021</xref>). O professor do
                    <italic>Massachusetts Institute of Technology</italic> (MIT) reconheceu que
                existiam padrões de fala na função de um terapeuta, logo, poderiam ser facilmente
                automatizados. A prática seguiria os princípios de Carl Rogers, criador do método
                terapêutico denominado “abordagem centrada na pessoa”, que se baseava na livre
                expressão e na autonomia do paciente: “é ele quem sabe o que lhe machuca e que
                direção tomar”<xref ref-type="fn" rid="fn12">12</xref> (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B49">Nunes, 2013, p. 76-77</xref>). O modelo de IA <italic>Eliza</italic>
                questionava o usuário: “<italic>Alguma coisa está incomodando você?</italic>”<xref
                    ref-type="fn" rid="fn13">13</xref>. Diante da resposta, a inteligência
                identificava uma palavra-chave (<italic>estou me sentindo triste</italic><xref
                    ref-type="fn" rid="fn14">14</xref>) e a repetia em uma pergunta: “<italic>É
                    importante que você esteja se sentindo triste?</italic>”<xref ref-type="fn"
                    rid="fn15">15</xref> ou “<italic>Por que você está se sentindo
                triste?</italic>”. Já quando o sistema não conseguia identificar uma simples
                palavra-chave, respondia com uma frase genérica, tal como: “<italic>Por favor,
                    continue</italic>”, “<italic>conte-me mais</italic><xref ref-type="fn"
                    rid="fn16">16</xref>” ou “<italic>qual é a conexão disso, na sua
                    opinião?</italic><xref ref-type="fn" rid="fn17">17</xref>” (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B72">Sponheim, 2023a</xref>; <xref ref-type="bibr"
                    rid="B35">Hall, 2019</xref>).</p>
            <p>A partir da comunicação na função de psicoterapeuta, <italic>Eliza</italic> definia o
                contexto da conversa, sobretudo as expectativas dos usuários. O cenário de
                conversação, aliado a uma lógica de programação, levou as pessoas a tratarem a IA
                como se humana fosse. Várias pessoas confidenciaram segredos profundos ao
                “psicoterapeuta virtual”. A própria secretária de Joseph Weizenbaum pediu para ter
                conversas particulares com <italic>ELIZA</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B49"
                    >Nunes, 2013</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B84">Weizenbaum, 1966</xref>),
                que parecia ouvir e entender problemas humanos: “[...] os resultados, no entanto, o
                perturbaram”. As pessoas “pareciam ter conversas significativas com algo que ele
                nunca pretendera que fosse uma ferramenta terapêutica de fato. Para outros, porém,
                isso parecia abrir um mundo inteiro de possibilidades” (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B72">Sponheim, 2023a</xref>).</p>
            <p>O fato de os <italic>chatbots</italic> parecerem humanos não significa que possam ser
                considerados bons produtos de IA (<xref ref-type="bibr" rid="B72">Sponheim,
                    2023a</xref>). O modelo de IA <italic>Eliza</italic> não entendia nada. Com base
                em uma conversa semelhante à humana, os indivíduos estavam predispostos a atribuir
                as próprias palavras e seus sentimentos ao programa. Como um espelhamento,
                    <italic>Eliza</italic> simplesmente refletia os pensamentos de volta para as
                pessoas, isto é, a fascinação advinha, em parte, da utilidade do programa de
                retornar sentimentos, reformulando e reenquadrando opiniões.</p>
            <p>Diante do potencial da IA <italic>Eliza</italic>, o pesquisador começou a promover a
                ideia de que o programa realmente poderia ser útil sob a perspectiva terapêutica,
                chamando a atenção da comunidade médica, já que o sistema poderia contribuir para
                expandir o acesso à saúde mental. As vantagens é que seria barato e que as pessoas
                poderiam de fato falar livremente com o <italic>chatbot</italic> (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B72">Sponheim, 2023a</xref>, <xref ref-type="bibr"
                    rid="B73">2023b</xref>).</p>
            <p>Embora a ideia não tenha sido concretizada, outros pesquisadores que trabalhavam com
                saúde mental realizaram experimentos para investigar como poderiam utilizar o
                computador em seu trabalho. Destaca-se a criação, em 1972, do <italic>chatbot
                    Parry</italic>, pelo psiquiatra Kenneth Colby, que simulava o estilo de
                conversação de uma pessoa com esquizofrenia paranoide e que, posteriormente,
                desenvolveu o programa integrativo “<italic>Overcoming Depression</italic><xref
                    ref-type="fn" rid="fn18">18</xref>” (<xref ref-type="bibr" rid="B72">Sponheim,
                    2023</xref>).</p>
            <p>Com o passar dos anos, Weizenbaum<xref ref-type="fn" rid="fn19">19</xref>,<xref
                    ref-type="fn" rid="fn20">20</xref> se afastou de projetos expansivos da área,
                considerando que os campos que exigissem compaixão e compreensão humanas não
                poderiam ser automatizados. O autor se preocupava com a redução de algo tão íntimo,
                sutil e humano, como é o processo terapêutico, a códigos e à linguagem de
                programação, bem como com a possibilidade de que no futuro os
                    <italic>chatbots</italic> enganassem de forma regular as pessoas, já que
                poderiam se apresentar como humanos em conversas. Ademais, previa a possibilidade de
                utilização da IA de forma distorcida por corporações e/ou governos. Nas décadas de
                1980 e 1990, houve avanços quanto ao processamento de linguagem natural. Os
                cientistas passaram a utilizar métodos estatísticos, coletando documentos e padrões
                linguísticos. Já nas décadas de 2000 e 2010, os computadores foram treinados com a
                utilização das chamadas “redes neurais profundas”<xref ref-type="fn" rid="fn21"
                    >21</xref>, a partir da utilização de enormes quantidades de dados, que só se
                tornaram acessíveis com o surgimento da Internet.</p>
            <p>Atualmente, os sistemas aprendem muito mais rápido e, mesmo que não consigam entender
                conceitos da forma como os humanos, podem ser considerados cada vez mais confiáveis,
                convincentes e pessoais (<xref ref-type="bibr" rid="B35">Hall, 2019</xref>). O
                    <italic>chatbot Woebot</italic><xref ref-type="fn" rid="fn22">22</xref> foi
                desenvolvido pela <italic>Woebot Labs</italic> para a atuação na área de cuidados
                com a saúde mental de jovens estudantes universitários, tendo sido implementado por
                um grupo de pesquisa da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. O objetivo do
                sistema seria monitorar o humor, de modo que o indivíduo pudesse aprender sobre si
                mesmo, conduzindo exercícios baseados na Terapia Cognitivo-Comportamental<xref
                    ref-type="fn" rid="fn23">23</xref>, que auxiliam indivíduos a interromperem e
                reformularem padrões de pensamentos negativos, contribuindo para a diminuição de
                sintomas de depressão. O <italic>chatbot</italic> é transparentemente não humano,
                sendo interpretado por um avatar robô, e parte da sua personalidade é a curiosidade
                sobre os sentimentos humanos.</p>
            <p>O <italic>chatbot</italic> pergunta às pessoas como elas estão se sentido e o que
                está acontecendo com a vida delas no momento, na forma de conversação diária. O
                sistema conversa sobre saúde mental e bem-estar, encaminhado vídeos e outras
                ferramentas úteis, conforme o humor e as necessidades atuais dos usuários (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B35">Hall, 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B50"
                    >Oliveira, 2021</xref>). Para <xref ref-type="bibr" rid="B50">Oliveira
                    (2021)</xref>, o sistema seria uma analogia a um livro de autoajuda, capaz de
                aprender sobre a pessoa e se tornar mais específico às suas necessidades a curto e
                longo prazo, tudo diante do processamento de linguagem natural, em conjunto com a
                técnica TCC, mediante interações que começam com um levantamento acerca do contexto
                do usuário (com, por exemplo, as seguintes perguntas: “O que está acontecendo no seu
                mundo agora?” ou “Como você está se sentindo?”).</p>
            <p>Após a coleta de dados quanto ao humor do indivíduo, o sistema apresenta os conceitos
                básicos relacionados à Terapia Cognitivo-Comportamental, por meio de um
                    <italic>link</italic> com vídeo ou breves “jogos de palavras”, projetados para
                facilitar o ensino sobre distorções cognitivas. Há uma introdução ao
                    <italic>bot</italic>, que adverte que este, apesar de útil, não é totalmente
                capaz de entender as necessidades do usuário e que, embora haja monitoramento do
                sistema por psicólogos, isso não ocorre em tempo real, de modo que o serviço não
                deve ser utilizado como um substituto de um terapeuta. Em casos mais graves, o
                    <italic>chatbot</italic> incentiva os participantes a acionarem os serviços
                emergência (ex.: 911 – número de emergência nos Estados Unidos). Após a realização
                de uma pesquisa com estudantes da Universidade de Stanford, verificou-se que os
                estudantes que utilizaram o <italic>chatbot</italic> apresentaram melhora maior dos
                sintomas de depressão do que o grupo de estudantes que simplesmente leu um livro de
                autoajuda (<xref ref-type="bibr" rid="B50">Oliveira; 2021</xref>; <xref
                    ref-type="bibr" rid="B29">Fitzpatrick; Darcy; Vierhile, 2017</xref>; <xref
                    ref-type="bibr" rid="B35">Hall, 2019</xref>).</p>
            <p>À medida que os usuários foram interagindo com o <italic>chatbot</italic>, novamente,
                seus desenvolvedores perceberam o <italic>Efeito Eliza</italic>: as pessoas estavam
                criando ligações emocionais com o programa, que envia <italic>GIFs</italic><xref
                    ref-type="fn" rid="fn24">24</xref>, oferece cumprimentos e age mais como um
                incentivador do que como um terapeuta formal. Nos primeiros cinco dias, o sistema já
                havia sido utilizado por 50 mil usuários e trocava milhões de mensagens com pessoas
                todas as semanas. Allison Darcy, fundadora da <italic>Woebot Labs</italic>,
                acrescenta um ponto sobre o <italic>Efeito Eliza</italic>: há a possibilidade de que
                os humanos se envolvam em uma espécie de brincadeira quando interagem com os
                    <italic>chatbots</italic>, isto é, não são necessariamente enganados, apenas
                ficam fascinados com o fato de que podem se ver refletidos em máquinas inteligentes
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B35">Hall, 2019</xref>).</p>
            <p>O <italic>ElizzBot</italic>, que foi inicialmente denominado “<italic>Tess</italic>”,
                também é um <italic>chatbot</italic> de saúde mental e foi proposto para ser
                utilizado em momentos em que o usuário está tendo um ataque de pânico, precisa
                desabafar ou conversar antes de dormir. O usuário pode se conectar por meio de um
                aplicativo de mensagens instantâneas, como o <italic>Facebook Messenger</italic> ou
                por <italic>SMS</italic> (mensagem de texto pelo celular), com o
                    <italic>chatbot</italic>, que responde imediatamente. As conversas guiadas pelo
                sistema abrangem questões ligadas ao bem-estar emocional, ao gerenciamento do
                estresse, à importância do autocuidado e da construção de resiliência diante de
                circunstâncias de luto e perda, de forma que podem servir também como suporte
                personalizado para profissionais e cuidadores familiares (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B38">Joerin; Rauws; Ackerman, 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B50"
                    >Oliveira, 2021</xref>).</p>
            <p>Já o <italic>chatbot Owlie</italic><xref ref-type="fn" rid="fn25">25</xref>,
                disponível no idioma francês, foi criado com o objetivo de disponibilizar ao público
                novas ferramentas de terapia. O <italic>bot</italic> utiliza experiências práticas
                de Psicologia, com terapias da área da Medicina baseadas em evidências (EBM), que
                sejam cientificamente avaliadas, utilizando um algoritmo de decisão e tecnologia
                fundamentada em regras (com correspondência de palavras). O <italic>Owlie</italic>
                realiza a escuta empática, propõe ferramentas/exercícios e promove a educação
                terapêutica. Pode ser utilizado para o gerenciamento de uma crise emocional,
                contribuindo para os seus usuários se responsabilizem por sua recuperação e tomem
                decisões que possibilitem melhora na qualidade de vida (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B50">Oliveira, 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Falala-Séchet
                        <italic>et al.,</italic> 2019</xref>).</p>
            <p>O <italic>Vicent</italic> é um <italic>chatbot</italic> que foi utilizado para
                pesquisas que envolvem o estudo da compaixão humana. Durante duas semanas, os
                participantes que conversavam com o sistema tinham que cuidar dele em um processo de
                autocompaixão. Esperava-se que, ao cuidar de <italic>bot</italic>, o usuário
                estimulasse a sua compaixão. De acordo com os idealizadores do experimento, a
                compaixão e a motivação são emoções-chave, que merecem ser melhor exploradas por
                meio de computação positiva e tecnologia voltada para o bem-estar (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B50">Oliveira, 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B39"
                    >Lee <italic>et al.,</italic> 2019</xref>), uma vez que a:</p>
            <disp-quote>
                <p>[...] autocompaixão pode ajudar o bem-estar geral das pessoas por meio da bondade
                    para com si mesmo, conexão com a humanidade e maior atenção plena. Apesar de um
                        <italic>chatbot</italic> não ser a solução para curar problemas psicológicos
                    e não se destinar à substituição da ajuda profissional, foi evidenciado que
                    cuidar de um <italic>chatbot</italic> pode ajudar as pessoas a obterem maior
                    autocompaixão do que quando são cuidadas por um <italic>chatbot.</italic> De
                    acordo com as análises quantitativas e qualitativas, os autores sugerem que a
                    interação humano-<italic>chatbot</italic> é uma área promissora para a
                    Informática (<xref ref-type="bibr" rid="B50">Oliveira, 2021, p.
                    30-31</xref>).</p>
            </disp-quote>
            <p>O <italic>chatbot Rumi</italic> foi desenvolvido em 2017, a partir de diálogos
                baseados na Terapia Cognitiva Comportamental Focada em Ruminação<xref ref-type="fn"
                    rid="fn26">26</xref> e em um modelo de alfabetização emocional, tendo por foco a
                conversação com adolescentes para fins de psicoeducação e melhoria dos sentimentos
                de depressão, ansiedade, ruminação e ideação suicida. A primeira versão do robô foi
                desenvolvida por meio da plataforma <italic>Chatfuel</italic> e funcionava por meio
                do <italic>Messenger</italic> do <italic>Facebook</italic> (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B51">Oliveira <italic>et al.,</italic> 2021</xref>; <xref ref-type="bibr"
                    rid="B50">Oliveira, 2021</xref>).</p>
            <p>O aplicativo de <italic>chatbot Wysa</italic> auxilia seus usuários a desenvolverem
                autoexpressão positiva, utilizando inteligência artificial empática para
                possibilitar um ambiente de autorreflexão externo e responsivo. O aplicativo é
                gratuito e disponível 24×7. O <italic>app</italic> responde às emoções expressadas
                pelo usuário por escrito e em suas conversas, utilizando práticas de autoajuda
                baseadas em evidências, como a TCC, a terapia comportamental dialética, a entrevista
                motivacional, o suporte de comportamento positivo, a atenção plena, o reforço
                comportamental e a resiliência emocional. O aplicativo possui um conselho consultivo
                que aprova o conteúdo e as ferramentas utilizadas. Os principais tópicos trabalhados
                são: ansiedade, foco, energia, relaxamento, sono, perdas, conflitos, preocupações
                etc. (<xref ref-type="bibr" rid="B57">Pandey; Shama; Wazir, 2022</xref>; <xref
                    ref-type="bibr" rid="B37">Inkster; Sarda; Subramanian, 2018</xref>).</p>
            <p>Apesar dos avanços da IA, pesquisadores e cientistas, como Melanie Mitchell, pontuam
                que um dos maiores desafios dos sistemas atuais é dominar a linguagem humana
                (“linguagem natural”), que, de certo modo, é quase equivalente ao sentimento. A
                linguagem reúne o conhecimento<xref ref-type="fn" rid="fn27">27</xref> sobre como o
                mundo funciona, o que engloba a compreensão de outros seres humanos e de conceitos
                fundamentais (<xref ref-type="bibr" rid="B73">Sponheim, 2023b</xref>).</p>
            <p>Parte do intuito da IA hoje é desenvolver soluções úteis, significativas e
                inovadoras. Logo, não basta criar produtos que interajam como se fossem humanos,
                sendo necessário que os desenvolvedores compreendam o comportamento dos usuários
                (ex.: o motivo pelo qual agem dessa forma, como se divertem e o que faria a
                experiência ser mais prazerosa) (<xref ref-type="bibr" rid="B72">Sponheim,
                    2023a</xref>), de forma que a interação possa ser mais natural e intuitiva
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B49">Nunes, 2013</xref>).</p>
            <p>Como pontua <xref ref-type="bibr" rid="B72">Sponheim (2023a)</xref>, é comum que as
                pessoas rapidamente atribuam características semelhantes às dos humanos aos sistemas
                de inteligência artificial, o que reflete sua própria personalidade. As empresas
                claramente não veem “problema em fazer com que os <italic>bots</italic> pareçam
                humanos”, um exemplo disso é que a <italic>Meta</italic> “anunciou um conjunto
                completo de personalidades de IA com as quais os usuários podem interagir e
                aprender”.</p>
            <p>Como pontua <xref ref-type="bibr" rid="B72">Sponheim (2023a)</xref> acerca da
                experiência do usuário (UX):</p>
            <disp-quote>
                <p>[...] melhorar as interfaces para que sejam agradáveis e fáceis de usar é
                    exatamente o que os profissionais de UX vêm fazendo há décadas. Muitos dos
                    conceitos fundamentais de UX e abordagens de pesquisa que foram estabelecidos
                    pelo campo de UX se aplicam diretamente ao desenvolvimento de IA. O conforto e a
                    leniência podem beneficiar substancialmente a experiência do usuário dos
                    produtos. No entanto, ao realizar pesquisas para produtos de IA, os
                    profissionais de UX devem estabelecer objetivos claros para o produto. O
                    objetivo é estimular um sentimento de conexão emocional ou compreensão, ou
                    otimizar a aprendizagem e a produtividade de um trabalhador? Os pesquisadores de
                    experiência do usuário têm as habilidades necessárias para avaliar objetivamente
                    os benefícios e as desvantagens de diferentes abordagens de interface de IA e
                    podem fazer isso mantendo o foco na experiência dos usuários (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B72">Sponheim, 2023a</xref>).</p>
            </disp-quote>
            <p>Verifica-se que a base (e o desafio) da interação humano-<italic>chatbot</italic> é
                fundamentada na linguagem, na reciprocidade e na percepção de empatia, de forma que,
                com frequência, o ser humano compreende a IA a partir de valores humanos, com clara
                projeção antropomórfica, que será abordada na próxima seção.</p>
        </sec>
        <sec>
            <title>3 DISSONÂNCIA COGNITIVA E PROJEÇÃO ANTROPOMÓRFICA</title>
            <p>O experimento com o modelo de IA <italic>Eliza</italic>, conduzido por Weizenbaum na
                década de 1960, demonstra claramente a tendência humana de antropomorfizar os
                objetos com os quais se relaciona, o que inclui animais<xref ref-type="fn"
                    rid="fn28">28</xref>, plantas e, no caso do presente artigo, os dispositivos
                tecnológicos, lendo comportamentos e respostas como resultados de uma “emoção
                humana”, ainda que estes sejam apenas resultados aleatórios, repetitivos ou mesmo
                vazios de sentido”. As condições para esse fenômeno são favorecidas “quando
                interlocutores desconhecem os princípios de programação ou a natureza automatizada
                das respostas” (<xref ref-type="bibr" rid="B22">Cleland, 2004</xref>; <xref
                    ref-type="bibr" rid="B49">Nunes, 2013</xref>).</p>
            <p>Weizenbaum denominou “<italic>Efeito Eliza</italic>” a projeção que as pessoas
                fizeram de que havia um ser humano por trás das respostas exibidas pela tela do
                sistema, desenvolvendo afeto e certa dependência emocional, um claro exemplo de
                resposta à dissonância cognitiva ocasionada pela relação homem-máquina, que é um
                viés que faz que as pessoas “procurem seguir suas crenças e ideologias, embora a
                realidade dos fatos a desminta”. Exemplo comum nos últimos anos é a propagação de
                pensamentos extremistas, negacionistas e de <italic>fake news</italic> no cenário
                midiático e virtual (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Bicharra; Salgado; Pinto,
                    2023</xref>).</p>
            <p><xref ref-type="bibr" rid="B49">Nunes (2013, p. 79)</xref> destaca que, em uma
                conversa com um <italic>chatbot</italic>, o ser humano tende a preencher de sentido
                qualquer resposta elaborada pelo sistema. “Desconhecendo o poder do programa, diante
                de uma resposta tão subjetiva quanto uma mudança de olhares”, o interator, que é uma
                espécie de espectador-participante e que interage de forma tanto ativa quanto
                fisicamente, dá-se por entendido.</p>
            <p>Como observa <xref ref-type="bibr" rid="B4">Balkin (2015)</xref>, a projeção de
                emoções humanas em objetos inanimados não é um fenômeno que pode ser considerado
                recente na história da humanidade, contudo, quando tal situação envolve a utilização
                de robôs, pode acarretar várias consequências, entre elas:</p>
            <list list-type="simple">
                <list-item>
                    <p>quanto maior a proteção antropomórfica, mais as pessoas atribuem culpa ao
                        robô, e não à pessoa que o utiliza;</p>
                </list-item>
                <list-item>
                    <p>a presença de robôs no contexto de sistemas de vigilância amplia a sensação
                        subjetiva de que o indivíduo está sendo observado;</p>
                </list-item>
                <list-item>
                    <p>os seres humanos tendem a assumir riscos para preservar a integridade de
                        robôs alvo da projeção do que ela relação a coisas que podem ser
                        consideradas meras ferramentas;</p>
                </list-item>
                <list-item>
                    <p>os humanos podem sofrer danos emocionais distintos diante da perda de seus
                        companheiros robóticos.</p>
                </list-item>
            </list>
            <p>Quanto ao robô humanoide <italic>Sophia</italic>, que recebeu cidadania na Arábia
                Saudita, <xref ref-type="bibr" rid="B47">Negri (2020)</xref> observa que, apesar dos
                traços antropomórficos, este segue sendo um sistema que pode ser considerado
                simples:</p>
            <disp-quote>
                <p>[...] a metáfora pode se transmutar em uma falácia: a aparência humana pode nos
                    levar a pensar em robôs como pessoas. Assim, como nem todos os robôs são
                    androides, a ilusão provocada pelo antropomorfismo da forma pode ser perigosa
                    quando pensamos em iniciativas regulatórias pautadas em falsas suposições sobre
                    a capacidade dos próprios artefatos robóticos. A projeção de características
                    humanas em robôs não depende da sua forma. Mesmo quando um artefato robótico não
                    tem formato antropomórfico, as pessoas projetam nessas tecnologias qualidades
                    humanas, como consciência e inteligência. À medida que a autonomia do sistema
                    aumenta, dificultando conexões entre as entradas (seus comandos) e o
                    comportamento do robô, as analogias com os seres humanos são reforçadas, o que,
                    por sua vez, pode prejudicar qualquer tentativa normativa, seja no que se refere
                    ao debate da ética, seja em questões jurídicas, como a determinação de quem
                    seria o responsável por possíveis danos causados pelos artefatos robóticos
                        (<xref ref-type="bibr" rid="B47">Negri, 2020, p. 4</xref>).</p>
            </disp-quote>
            <p>Quanto à IA, os usuários sabem que estão interagindo com uma máquina, equipada com um
                    <italic>software.</italic> Contudo, cada vez mais, os sistemas respondem com a
                “credibilidade que só um humano poderia ter”, palco propício para uma dissonância
                cognitiva, diante da eventualidade de atribuição de humanidade ao
                    <italic>chatbot</italic>, o que, no âmbito da Psicologia, é conhecido como
                projeção antropomórfica, já que cria uma ilusão na mente humana de que há presença
                de empatia (<xref ref-type="bibr" rid="B35">Hall, 2019</xref>). O indivíduo que
                interage com a IA passa a utilizar o sistema como se estivesse lidando com um amigo
                próximo, com reciprocidade emocional, o que pode criar um senso de familiaridade e
                gerar apego e identificação. “O <italic>chatbot</italic> estaria associado ao que é
                projetado nele, modificando-se a percepção que se tem dele a ponto de esquecer que é
                um programa de <italic>software</italic>” (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Bicharra;
                    Salgado; Pinto, 2023</xref>):</p>
            <disp-quote>
                <p>[...] a despeito das limitações que estão invariavelmente envolvidas na difícil
                    tarefa de fazer compreender os acordos táticos de uma conversa, nós –
                    interlocutores – atribuímos uma suposta inteligência humana a estes sistemas,
                    pois é naturalmente do nosso desejo que sejamos compreendidos de maneira
                    recíproca (<xref ref-type="bibr" rid="B49">Nunes, 2013, p. 81</xref>).</p>
            </disp-quote>
            <p>Ao se deparar com essas máquinas, o ser humano parece querer acreditar que são
                pensantes e se preocupa em imbuir estas com qualidades humanas (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B19">Carr, 2011</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B49"
                    >Nunes, 2013</xref>). É estabelecido um jogo que, tal como ocorreu com o modelo
                    <italic>Eliza</italic>, abre “espaço para a ambiguidade da real natureza dos
                interlocutores” (<xref ref-type="bibr" rid="B49">Nunes, 2013, p. 81</xref>). <xref
                    ref-type="bibr" rid="B11">Bostrom (2018, p. 255)</xref>, quanto à possibilidade
                de existência de uma superinteligência<xref ref-type="fn" rid="fn29">29</xref>,<xref
                    ref-type="fn" rid="fn30">30</xref> no futuro, adverte quanto ao perigo
                exatamente da projeção antropomórfica:</p>
            <disp-quote>
                <p>[...] é importante que não se antropomorfize a superinteligência quando pensamos
                    em seus potenciais impactos. Tal perspectiva antropomórfica encorajaria o
                    surgimento de expectativas infundadas a respeito da trajetória de crescimento de
                    uma IA embrionária, além de questões acerca da psicologia, motivações e
                    capacidades de uma superinteligência madura. Por exemplo, uma suposição muito
                    comum é que uma máquina superinteligente seria semelhante a um ser humano muito
                    inteligente, mas nerd. Nós temos a tendência de especular que uma IA teria uma
                    inteligência técnica, mas lhe faltaria traquejo social, ou que ela seria
                    extremamente lógica, embora pouco intuitiva e criativa. Essas ideias advêm,
                    muito provavelmente, da observação: nós olhamos para os computadores atuais e
                    constatamos que eles são muito bons de cálculo, possuem ótima memória e seguem
                    regras ao pé da letra, porém são alheios ao contexto e sutilezas sociais,
                    normas, emoções e política. Tal associação é reforçada quando observamos que
                    pessoas que trabalham bem com computadores tendem a ser, elas mesmas, “nerds”.
                    É, então, natural assumir que uma inteligência computacional mais avançada venha
                    a ter atributos semelhantes, mas em maior escala.</p>
            </disp-quote>
            <p><xref ref-type="bibr" rid="B7">Bicharra, Salgado e Pinto (2023)</xref> mencionam que
                o <italic>ChatGPT</italic> (<italic>Generative Pre-trained
                    Transformer</italic>)<xref ref-type="fn" rid="fn31">31</xref> é atualmente o
                mais moderno dos <italic>chatbots</italic>, já que é um robô de conversação
                “desenvolvido pela empresa <italic>OpenAI</italic> que usa um modelo de geração de
                linguagem natural baseado em modelos pré-treinados que vão se ajustando usando a
                técnica de aprendizado não supervisionado”, ou seja, encontra “padrões de relações e
                conceitos nos textos disponíveis na grande base de textos não previamente
                classificados da <italic>Web</italic> para gerar respostas às perguntas feitas”. O
                autor pontua que, apesar de não gerar perguntas (fator essencial em um diálogo), a
                qualidade das respostas do <italic>ChatGPT</italic> é impressionante. Em estudo,
                Abreu descreve o que o <bold><italic>Chat</italic> respondeu</bold> sobre os
                impactos psicológicos da interação humano-máquina, sobretudo para indivíduos com
                depressão (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Bicharra; Salgado; Pinto,
                2023</xref>):</p>
            <disp-quote>
                <p>[...] a interação humano-<italic>chatbot</italic> pode ter impactos psicológicos
                    significativos, especialmente para pessoas com depressão. A depressão é uma
                    doença mental que afeta a forma como as pessoas se sentem, pensam e se
                    comportam, e pode levar a sentimentos de tristeza, perda de interesse, falta de
                    energia e dificuldade em se relacionar com os outros. Os
                        <italic>chatbots</italic> podem ser úteis para as pessoas com depressão,
                    pois eles podem fornecer suporte emocional e orientação de forma anônima e
                    acessível. Eles podem ser programados para fornecer respostas compreensivas,
                    encorajadoras e orientadoras, e podem ser acessados 24 horas por dia, 7 dias por
                    semana. Além disso, os <italic>chatbots</italic> podem ser usados como uma forma
                    de ajudar as pessoas a se expressarem e a processar seus sentimentos. No
                    entanto, é importante lembrar que os chatbots não são substitutos para o
                    tratamento médico ou psicológico. Eles não podem diagnosticar ou tratar doenças
                    mentais, e as pessoas com depressão devem ser encaminhadas para profissionais de
                    saúde qualificados para o tratamento. Além disso, os <italic>chatbots</italic>
                    podem ser limitados na sua capacidade de entender e lidar com questões complexas
                    ou nuances emocionais. Em geral, a interação humano-<italic>chatbot</italic>
                    pode ser uma ferramenta útil para ajudar as pessoas com depressão a se sentirem
                    menos sozinhas e mais compreendidas. No entanto, é importante lembrar que eles
                    não podem substituir o cuidado médico e psicológico e deve ser usado como
                    complemento ao tratamento (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Bicharra; Salgado;
                        Pinto, 2023</xref>).</p>
            </disp-quote>
            <p>Quanto às questões sociais, éticas e jurídicas que precisam ser consideradas para que
                os <italic>chatbots</italic> sejam utilizados de maneira responsável, o
                        <bold><italic>ChatGPT</italic> destacou</bold> os seguintes pontos:</p>
            <disp-quote>
                <p>Privacidade: os usuários podem compartilhar informações pessoais com os
                        <italic>chatbots</italic>, e há preocupações com a segurança dessas
                    informações e como elas são coletadas, armazenadas e utilizadas.</p>
                <p>Transparência: os usuários podem não ser conscientes de que estão falando com um
                        <italic>chatbot</italic> e não com uma pessoa real, e isso pode levar a
                    mal-entendidos ou a confiança desnecessária.</p>
                <p>Responsabilidade: se um <italic>chatbot</italic> comete um erro ou causa danos,
                    pode ser difícil determinar a quem atribuir a responsabilidade.</p>
                <p>Impacto no emprego: os <italic>chatbots</italic> podem ser usados para
                    automatizar tarefas que antes eram feitas por seres humanos, o que pode levar ao
                    desemprego.</p>
                <p>Bias: os <italic>chatbots</italic> podem replicar os preconceitos e desigualdades
                    presentes no conjunto de dados usado para treiná-los, o que pode levar a
                    respostas imprecisas ou discriminatórias (<xref ref-type="bibr" rid="B7"
                        >Bicharra; Salgado; Pinto, 2023</xref>).</p>
            </disp-quote>
            <p><xref ref-type="bibr" rid="B68">Shijie, Yuxiang e Qinhgua (2023)</xref> destacam que,
                do estágio inicial do <italic>chatbot Eliza</italic> até o recente
                    <italic>ChatGPT</italic>, vários aplicativos demonstraram avanço significativo
                quanto à compreensão, à geração e ao raciocínio no que tange à linguagem humana. A
                experiência natural de interação humano-IA fornece aos usuários serviços de
                informação convenientes, bem como levanta questões quanto à credibilidade,
                especialmente a partir de uma análise sociotécnica, com dimensões de
                explicabilidade, geração de conteúdo, interfaces de terceiros, visão antropomorfista
                de considerar a IA como um ator social<xref ref-type="fn" rid="fn32">32</xref>, e da
                consideração quanto a cuidados com a alfabetização dos usuários.</p>
            <p><xref ref-type="bibr" rid="B67">Shah <italic>et al.</italic> (2016)</xref> realizaram
                experimento comparando cinco sistemas de diálogo artificial, quais sejam,
                    <italic>Cleverbot, Elbot, Eugene, Goostman, JFred</italic> e <italic>Ultra
                    Hal</italic>, com a versão <italic>on-line</italic> de <italic>Eliza.</italic>
                Os resultados apontaram que os sistemas de conversação modernos utilizam técnicas
                para iniciar e manter o aprendizado do diálogo com base em interações com humanos
                pela Internet. Os sistemas analisados representam uma melhoria do modelo
                    <italic>Eliza</italic>, já que, incorporados à rede, proporcionam interação
                vinte e quatro horas por dia. Hodiernamente, os sistemas aprendem com a maneira como
                os humanos conversam, sendo capazes de compartilhar opiniões pessoais, transmitir
                experiências, conversar sobre dramas familiares, serem relevantes, ao mesmo tempo
                que vagos e, eventualmente, enganarem, assim como os seres humanos.</p>
            <p>Estima-se que a indústria de aplicação dos <italic>chatbots</italic> atinja US$200
                bilhões até 2026 (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Brown, 2022</xref>; <xref
                    ref-type="bibr" rid="B36">Han; Yin; Zhang, 2023</xref>). Além dos avanços em IA,
                como o processamento e a compreensão de linguagem e natural, esse crescimento é
                explicado pelo aumento da adesão das pessoas às plataformas conversacionais, que foi
                impulsionado pela difusão de aplicativos disponíveis, como a
                    <italic>Siri</italic><xref ref-type="fn" rid="fn33">33</xref>, da
                    <italic>Apple</italic>, e o <italic>Bixby</italic><xref ref-type="fn" rid="fn34"
                    >34</xref>, da <italic>Samsung</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B7"
                    >Bicharra; Salgado; Pinto, 2023</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B48">Nobles
                        <italic>et al</italic>., 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B65"
                    >Santos; Polianov, 2021</xref>).</p>
            <p>Uma das problemáticas quanto ao uso dos <italic>chatbots</italic> é a sua aplicação
                para o fim de representação de pessoas mortas, por meio de avatares digitais, de
                modo que os familiares e os amigos poderiam interagir com o ente querido já
                falecido. Como destacam <xref ref-type="bibr" rid="B7">Bicharra, Salgado e Pinto
                    (2023)</xref>:</p>
            <disp-quote>
                <p>[...] se pensarmos na dificuldade das pessoas de lidarem com as perdas de
                    familiares e amigos, utilizar técnicas de IA pode ser uma boa ideia para
                    encaminhar a aceitação do que Sigmund Freud chamou de transitoriedade das coisas
                    e pessoas. Para Freud, numa visão otimista, ter consciência da efemeridade da
                    vida, das coisas e pessoas nos ajuda a elaborar as perdas e ver que a “exigência
                    de imortalidade, por ser tão obviamente um produto dos nossos desejos, não pode
                    reivindicar seu direito à realidade; o que é penoso pode, não obstante, ser
                    verdadeiro.” Já numa visão pessimista, recorrendo a uma alegoria com um poeta,
                    para Freud a finitude das coisas e pessoas acabaria por tirar delas seu valor e
                    beleza [...]. Aqueles que defendem o uso de <italic>chatbots</italic> de pessoas
                    mortas defendem que esse diálogo post-mortem ajudaria a realizar a finitude e o
                    processo de luto se consubstanciaria nessa interação. Logo, procuram caminhar na
                    direção otimista da noção de transitoriedade freudiana. Entretanto, quanto mais
                    o tipo de <italic>chatbot</italic> sugere a possibilidade de um relacionamento
                    profundo e pessoal, mais o padrão instintivo de apego emocional parece ser
                    solicitado e, quanto mais a reciprocidade, mais o antropomorfismo intencional do
                        <italic>chatbot</italic> tem a chance de ser eficaz [...].</p>
            </disp-quote>
            <p>Além de todos os dilemas éticos envolvidos na utilização de dados de pessoas mortas
                para simular conversas, “o risco de dependência emocional ou alienação deve,
                portanto, ser considerado, sob pena de se ter consequências psíquicas e distúrbios
                relacionados à maneira de se lidar com as perdas e o luto” (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B7">Bicharra; Salgado; Pinto, 2023</xref>).</p>
            <p>O conhecimento acerca do impacto dos <italic>chatbots</italic> nos contextos
                individual, grupal e social é limitado. A pesquisa de <xref ref-type="bibr"
                    rid="B23">Croes <italic>et al.</italic> (2022)</xref> indicou que, diante do
                fluxo de conversas com os <italic>chatbots</italic>, os humanos, impulsionados pelas
                perguntas feitas pelos sistemas, tendem a iniciar um processo de autorrevelação
                    (<italic>self-disclosure</italic>), já que passam informações pessoais e íntimas
                aos robôs. Entretanto, “os <italic>chatbots</italic> não correspondem e não se
                autorrevelam, o que pode dificultar a formação de um relacionamento
                    humano-<italic>chatbot</italic>”<xref ref-type="fn" rid="fn35">35</xref> (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B7">Bicharra; Salgado; Pinto, 2023</xref>).</p>
            <p>O debate no que tange à possibilidade de utilização da IA para fins terapêuticos
                ganhou força na última década. É necessário pontuar o desafio ético, de
                responsabilidade e cultural quanto ao uso de <italic>chatbots</italic>, já que, se
                tais tecnologias “imitam o comportamento humano e são criadas por pessoas com
                diferentes visões do mundo: os agentes conversacionais podem ser tendenciosos e
                prejudiciais, assim como as pessoas podem” (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Bicharra;
                    Salgado; Pinto, 2023</xref>). Constata-se, portanto, que o futuro desta
                tecnologia e seu potencial impacto exigem pesquisas interdisciplinares, conectadas à
                realidade sociopolítica, cultural e de saúde das partes envolvidas.</p>
        </sec>
        <sec>
            <title>4 A UTILIZAÇÃO DE CHATBOTS NO ÂMBITO DOS CUIDADOS COM A SAÚDE MENTAL: IMPLICAÇÕES
                AO DIREITO DA PERSONALIDADE À INTEGRIDADE PSÍQUICA</title>
            <p>Importa a este trabalho a análise das implicações do <italic>Efeito Eliza</italic> e
                da projeção antropomórfica ao direito à integridade psíquica, sobretudo diante de
                eventual cenário de utilização de <italic>chatbots</italic> para fins terapêuticos e
                de saúde mental.</p>
            <p>Inicialmente, pontua-se que, no Brasil, a saúde consta nos arts. 6º e 196 e seguintes
                da Constituição Federal de 1988 como um direito social<xref ref-type="fn" rid="fn36"
                    >36</xref> e passou a ser considerada direito de todos e dever do Estado, já que
                este assumiu a obrigação de assegurá-la por meio de políticas públicas sociais e
                econômicas que visem à redução do risco de doenças e outros agravos. O acesso à
                saúde no país é de caráter universal e igualitário quanto às ações e aos serviços
                para a sua promoção, proteção e recuperação (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Brasil,
                    1988</xref>).</p>
            <p>Sob ponto de vista do Direito Internacional, instrumentos internacionais, como a
                Declaração Universal de Direitos Humanos<xref ref-type="fn" rid="fn37">37</xref>,
                proclamam o direito humano a um padrão de vida suficiente para uma vida digna, o que
                inclui os direitos à saúde, ao bem-estar e a cuidados médicos (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B53">ONU, 1948</xref>). No mesmo sentido, o Pacto Internacional sobre os
                Direitos Econômicos, Sociais e Culturais<xref ref-type="fn" rid="fn38">38</xref>
                dispõe que toda pessoa tem o direito de “desfrutar o mais elevado nível possível de
                saúde física e mental” (<xref ref-type="bibr" rid="B54">OEA, 1966</xref>). A saúde,
                por ser um direito de âmbito coletivo, faz parte dos direitos considerados de
                segunda geração/dimensão, que englobam os direitos sociais, culturais e econômicos,
                além dos direitos coletivos, inseridos no contexto do Estado Social, logo, são
                direitos que necessitam da intervenção do Estado para impor limites ao abuso
                econômico, à exploração das pessoas e do trabalho, incluindo a prestação de
                benefícios (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Bonavides, 2014</xref>; <xref
                    ref-type="bibr" rid="B55">Otero; Massarutti, 2016</xref>).</p>
            <p><xref ref-type="bibr" rid="B55">Otero e Massarutti (2016)</xref> e <xref
                    ref-type="bibr" rid="B76">Szaniawski (2002)</xref> destacam que a saúde é um
                direito fundamental que possui relação com o pleno desenvolvimento da personalidade
                humana e é crucial para uma perspectiva mínima da vida digna, nos termos do
                princípio da dignidade da pessoa humana (art. 1º, inc. III, da CF/88) (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B13">Brasil, 1988</xref>).</p>
            <p>Segundo a definição da Organização Mundial da Saúde (OMS), a saúde mental é um estado
                de bem-estar mental que permite que as pessoas “lidem com o estresse da vida,
                percebam suas habilidades, aprendam e trabalhem bem e contribuam para sua
                comunidade”, assim, seria um direito humano básico, crucial para o desenvolvimento
                pessoal, comunitário e socioeconômico. A saúde mental é mais do que a ausência de
                transtornos mentais, sendo uma experiência complexa e vivenciada de forma diferente
                por cada pessoa, com graus de dificuldade, sofrimento, resultados sociais e clínicos
                potencialmente diversos (<xref ref-type="bibr" rid="B87">WHO, 2022a</xref>, tradução
                nossa).</p>
            <p>O bem-estar de uma pessoa não depende somente do aspecto psicológico e emocional,
                sendo influenciado também por fatores, como a saúde física, o apoio social e as
                condições de vida. Portanto, a saúde mental é também determinada por aspectos
                ambientais, econômicos e sociais. A garantia do direito constitucional à saúde
                inclui o cuidado com a saúde mental, sendo um dever do Estado oferecer condições
                dignas de cuidado em saúde<xref ref-type="fn" rid="fn39">39</xref> aos cidadãos
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Brasil, 2024</xref>). A integridade física e a
                integridade psíquica, bem como a dignidade fazem parte da personalidade do ser, de
                forma que o desrespeito ao direito à saúde atinge esses bens fundamentais, uma vez
                que a vida deve ser gozada com um mínimo de qualidade. Diante disso, um cenário de
                ausência de recursos e de condições precárias de saúde implica sério risco de
                extinção da própria vida.</p>
            <p>Nesse sentido, é a higidez psíquica que propicia ao ser humano a capacidade de se
                desenvolver e exercer seus direitos de modo livre e consciente, bem como a
                possibilidade de comandar suas escolhas, seus desejos e seu próprio projeto de vida.
                Pontua-se que é um dos pressupostos da dignidade humana a “afirmação da integridade
                física e espiritual da pessoa humana como dimensão irrenunciável de sua
                individualidade autonomamente responsável” (<xref ref-type="bibr" rid="B18"
                    >Canotilho, 2003, p. 363</xref>). “Os atributos psíquicos do ser humano estão
                relacionados aos sentimentos de cada indivíduo. A própria noção de saúde passa pela
                higidez mental”. Assim, uma vez violada a integridade psíquica, “sepulta-se a
                perspectiva da vida do ser humano (e não apenas sua existência), juntamente com a
                sua dignidade”<xref ref-type="fn" rid="fn40">40</xref>. Dessa forma, o dever de não
                violação à integridade psíquica opõe-se tanto individualmente quanto em relação à
                comunidade, restando a obrigação de não interferência no “aspecto interno da
                personalidade de outrem” (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Castro; Ramiro; Tamaoki,
                    2023, p. 16540-16541</xref>):</p>
            <disp-quote>
                <p>[...] a psique humana e o seu uso tratam-se de um direito e uma faculdade que são
                    atribuídos ao ser humano pela própria natureza, mas que são reconhecidos pelo
                    ordenamento jurídico positivo que, por sua vez, dá o permissivo para o uso da
                    referida faculdade e ainda determina a sua proteção, classificado no ordenamento
                    positivo brasileiro, entre os Direitos da Personalidade, como direito à
                    integridade psíquica (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Castro; Ramiro; Tamaoki,
                        2023, p. 16553</xref>).</p>
            </disp-quote>
            <p>No ordenamento jurídico brasileiro, a integridade psíquica é compreendida como um
                elemento crucial e íntimo da personalidade, voltada para o se interior. A
                integridade psíquica é que possibilita ao indivíduo o equilíbrio emocional para o
                desenvolvimento da personalidade ao longo da vida (<xref ref-type="bibr" rid="B20"
                    >Castro; Ramiro; Tamaoki, 2023</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B63">Rodotà,
                    2014</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B42">Macedo; Rocha, 2020</xref>).</p>
            <p>Para <xref ref-type="bibr" rid="B9">Bittar (1999)</xref>, a integridade psíquica é um
                direito da personalidade assegurado com o escopo de preservar a incolumidade da
                psiquê, o conjunto psicoafetivo e pensante da estrutura humana. Quanto aos direitos
                da personalidade, <xref ref-type="bibr" rid="B78">Tepedino (2004)</xref> pontua que
                estes são essenciais à tutela da pessoa humana, considerando a proteção da sua
                dignidade e da integridade. Os direitos da personalidade, portanto, tutelam o que o
                ser humano possui de mais ímpar, isto é, suas características individuais, que não
                subsistem diante de imposições arbitrárias ou desrespeito aos limites de
                interferência na esfera individual, bem como diante de ofensa à sua integridade,
                seja física, seja mental.</p>
            <p>Conforme <xref ref-type="bibr" rid="B9">Bittar (1999, p. 64)</xref>, os direitos da
                personalidade se qualificam a partir de “caracteres bem definidos, tratando-se de
                direitos inatos, absolutos, extrapatrimoniais, intransmissíveis, imprescritíveis,
                impenhoráveis, vitalícios, necessários e oponíveis <italic>erga omnes</italic>”. São
                os direitos da pessoa considerada em si mesma e anteriores ao Estado. Como bem
                observa de <xref ref-type="bibr" rid="B25">Cupis (1961, p. 17)</xref>, existem
                certos direitos sem os quais a personalidade “restaria uma susceptibilidade
                completamente irrealizada, privada de todo o valor concreto: direitos sem os quais
                todos os outros direitos subjetivos perderiam todo o interesse para o indivíduo”.
                Assim, caso não existissem, o indivíduo não existiria como tal.</p>
            <p>No Brasil, os direitos da personalidade são tratados em capítulo próprio pelo Código
                Civil de 2002 (Capítulo II), entre os arts. 11 e 21. Segundo tal diploma legal, os
                direitos da personalidade são intransferíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu
                exercício sofrer limitação voluntária (art. 11, CC/02) (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B14">Brasil, 2002</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B79">Tobbin; Cardin,
                    2021</xref>). <xref ref-type="bibr" rid="B76">Szaniawski (2002)</xref>, <xref
                    ref-type="bibr" rid="B46">Moraes (2008)</xref> e <xref ref-type="bibr" rid="B78"
                    >Tepedino (2004)</xref> compreendem que o rol de direitos da personalidade
                disposto no Código Civil não é taxativo, de forma que outros direitos, não
                contemplados pelo <italic>codex</italic>, também são fundamentais para o
                desenvolvimento da personalidade humana, sobretudo diante da evolução social e da
                dificuldade de o Direito acompanhar e regular todas as esferas e as temáticas da
                ordem social ao tempo que estas são identificadas e reconhecidas.</p>
            <p>No Brasil, alguns autores asseveram que a dignidade da pessoa humana, prevista no
                art. 1º, inciso III, da Constituição Federal, anunciada como um dos fundamentos da
                República Federativa do Brasil, seria a cláusula geral de proteção da personalidade,
                protegendo o ser em sua totalidade em face de situações que implicassem ofensa a sua
                individualidade, cuja tutela é essencial para o desenvolvimento da personalidade
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B76">Szaniawski, 2002</xref>; <xref ref-type="bibr"
                    rid="B79">Tobbin; Cardin, 2021</xref>).</p>
            <p><xref ref-type="bibr" rid="B34">Groeninga (2006)</xref> pontua que o direito à
                integridade psíquica poderia ser considerado o mais importante dos direitos da
                personalidade, tendo em vista que é o psiquismo que permite a qualidade humana:</p>
            <disp-quote>
                <p>[...] a própria noção de saúde passa pela higidez mental. A ideia de dignidade
                    humana carrega em si um desejado equilíbrio psicológico. São ilícitas, portanto,
                    as condutas que violam e afetam a integridade psíquica, que causam sentimentos
                    negativos e desagradáveis, como tristeza, vergonha, constrangimento etc. (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B6">Bessa; Reis, 2020, p. 13</xref>).</p>
            </disp-quote>
            <p>Como analisam <xref ref-type="bibr" rid="B61">Ramiro, Fachin e Tamaoki (2022, p.
                    51-52)</xref>, trata-se do direito que tem cada pessoa de manter incólume seus
                atributos psíquicos, sua higidez mental e, consequentemente, a sua dignidade”, logo,
                “qualquer conduta atentatória à tal integridade considera-se ilícita”. <xref
                    ref-type="bibr" rid="B75">Stoco (2007)</xref> afirma que o dano psíquico ocorre
                diante de distúrbio ou perturbação causada à pessoa, por meio de sensações
                desagradáveis, mesmo que passageiras.</p>
            <p>Quanto à evolução tecnológica e sua faceta neoliberal, os autores destacam que,
                “levando o homem a se autoexplorar em razão da relação de docilidade imposta também
                sobre as mentes, torna-se evidente como as novas técnicas de poder apresentadas pela
                psicopolítica neoliberal violam frontalmente à integridade psíquica”. <xref
                    ref-type="bibr" rid="B61">Ramiro, Fachin e Tamaoki (2022, p. 51-52)</xref>
                apontam que:</p>
            <disp-quote>
                <p>[...] o desafio apresentado pela evolução das técnicas de poder reside na
                    compreensão de que a complexa relação existente entre a nova anatomia política e
                    a integridade psíquica do homem se dá a partir de meandros profundos e muito
                    sutis que necessitam ser explorados e pesquisados a fim de trilhar caminhos para
                    se alcançar a proteção integral da pessoa humana na contemporaneidade<xref
                        ref-type="fn" rid="fn41">41</xref> [...] a anatomia política encontra sua
                    base não só na aplicação de disciplinas sobre os corpos, mas também sobre as
                    mentes. O adestramento almejado, hoje, atinge a dimensão psíquica do ser humano.
                    A realidade atual supera a antiga: a liberdade e a positividade é que mantêm o
                    sujeito disciplinado, perseguindo a máxima produtividade como um empreendedor de
                    si mesmo. Formam-se, portanto, não apenas corpos dóceis, mas mentes dóceis
                        (<xref ref-type="bibr" rid="B61">Ramiro; Fachin; Tamaoki, 2022, p.
                        52-53</xref>).</p>
            </disp-quote>
            <p><xref ref-type="bibr" rid="B20">Castro, Ramiro e Tamaoki (2023, p. 16535)</xref>
                analisam os desafios da proteção legal do direito à integridade psíquica no Brasil,
                diante de eventual deficiência na conceituação deste pela doutrina brasileira, pelo
                Poder Judiciário<xref ref-type="fn" rid="fn42">42</xref> e quanto ao tratamento
                legislativo adequado às mudanças sociais contemporâneas. Em relação aos direitos da
                personalidade, os autores pontuam a necessidade de especial estudo quanto à
                integridade psíquica, sobretudo diante dos “reflexos da pós-modernidade, apesar de
                recaírem nos mais diversos campos sociais, ocasionam severos reflexos na psique
                humana”.</p>
            <p>Quanto à utilização de <italic>chatbots</italic> para fins de saúde mental,
                verifica-se que, tendo em vista que grande parcela da população mundial ainda não
                possui condições de acesso a tratamentos e a cuidados nesse contexto, estes poderiam
                significar certa democratização de informações e exercícios baseados em técnicas
                psicoterapêuticas, sobretudo para fins de controle de sintomas como estresse,
                ansiedade, depressão e ideação suicida.</p>
            <p>Os <italic>chatbots</italic>, muitas vezes, servem de porta de entrada para a terapia
                convencional, evidenciando a necessidade de cuidados e indicando que os usuários
                busquem um terapeuta humano. Muito embora a maioria dos <italic>apps</italic> de
                saúde mental sejam abandonados poucos dias após a instalação pelo usuário, há
                evidências que sugerem que os <italic>bots</italic> podem aumentar o engajamento e o
                prazer com os cuidados com a saúde mental no âmbito digital (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B20">Coghan <italic>et al</italic>., 2023</xref>; <xref ref-type="bibr"
                    rid="B60">Prochaska <italic>et al</italic>., 2023</xref>; <xref ref-type="bibr"
                    rid="B70">Silveira; Paravidini, 2024</xref>).</p>
            <p>Como pontuam <xref ref-type="bibr" rid="B41">Lucas <italic>et al.</italic>
                    (2014)</xref>, as pessoas tendem a divulgar mais informações sensíveis durante
                entrevistas clínicas realizadas por computador do que quando estas são realizadas
                por seres humanos<xref ref-type="fn" rid="fn43">43</xref>. Os modelos recentes de IA
                podem, de forma inovadora, ampliar as interações terapêuticas e estabelecerem
                relações de empatia e confiança, simulando uma espécie de “aliança terapêutica” com
                os seus usuários (<xref ref-type="bibr" rid="B70">Silveira; Paravidini,
                2024</xref>). Assim, seria importante que tais sistemas não se apresentassem com um
                terapeuta, um avatar ou qualquer figura que tivesse representação humana e pudesse
                ampliar a projeção antropomórfica, já que o contrário disso seria o mesmo que
                simular algo, que é uma forma de provocar engano (<xref ref-type="bibr" rid="B33"
                    >Grodniewicz; Hohol, 2023</xref>). Destaca-se que, na Bélgica, em março de 2023,
                um homem cometeu suicídio após semanas de conversação intensa com o <italic>chatbot
                    Eliza</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B83">Walker, 2023</xref>).</p>
            <p>O desenvolvimento e a manutenção de modelos como os <italic>chatbots</italic> devem
                seguir princípios como o da não maleficência, da beneficência, da autonomia, da
                justiça e da explicablidade (que envolveria transparência e responsabilidade). Para
                isso, é crucial avaliar os riscos e os benefícios da utilização dos
                    <italic>chatbots</italic>, estudar e divulgar evidências de sustentem sua
                eficácia e segurança, respeitando a privacidade e o consentimento dos usuários, para
                garantir a qualidade e a acessibilidade dos serviços, o que também exige
                monitoramento e avaliação de resultados. É necessário considerar a revelação de
                crimes às autoridades, o acionamento de serviços de emergência diante de risco
                iminente aos usuários ou terceiros e a fatores, como a diversidade e a
                particularidade das experiências dos indivíduos (<xref ref-type="bibr" rid="B24"
                    >Coghlan <italic>et al</italic>., 2023</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B70"
                    >Silveira; Paravidini, 2024</xref>).</p>
            <p><xref ref-type="bibr" rid="B62">Rana e Singh (2023)</xref> abordam que uma das
                principais limitações de tais sistemas é a falta de dados suficientes sobre certos
                transtornos mentais, uma vez que as ferramentas de IA são dependentes de grandes
                quantidades de dados para que possam fornecer diagnósticos confiáveis, de modo que a
                falta de dados pode limitar sua eficácia. Há também falta de transparência e
                responsabilização sobre o uso de inteligência artificial para cuidados com a saúde
                mental. É crucial que os pacientes estejam cientes de como seus dados são coletados,
                armazenados e tratados, tendo a capacidade de controlar como estes podem ser
                utilizados (<xref ref-type="bibr" rid="B62">Rana; Singh, 2023</xref>). As
                informações coletadas pelos <italic>bots</italic> envolvem a privacidade dos
                usuários e seriam dados sensíveis<xref ref-type="fn" rid="fn44">44</xref>. Tal
                cenário evidencia o problema já pontuado por autores como <xref ref-type="bibr"
                    rid="B90">Zuboff (2021)</xref> acerca da opacidade de decisões tomadas por
                sistemas inteligentes e do tratamento de dados no contexto do Capitalismo de
                Vigilância, especialmente em termos de monetização e diante de eventual vazamento de
                dados. Há um risco de que as informações compartilhadas com tais sistemas sejam
                utilizadas ou compartilhadas sem o consentimento do usuário.</p>
            <p><xref ref-type="bibr" rid="B66">Sedlakova e Trachsel (2023)</xref> ressaltam a falta
                de consenso quanto a precauções éticas e a critérios para o desenvolvimento dos
                    <italic>chatbots.</italic> De igual modo, não há uma normativa ou um órgão
                específico para analisar se tais sistemas estão sendo desenvolvidos de forma ética.
                Pontua-se que um modelo de IA não possui o mesmo nível de dever e responsabilidade
                de um terapeuta humano, já que a IA não é um “sujeito moral” e não há regulamentação
                legal clara quanto aos maus resultados ou eventuais dados deste tipo de relação
                estabelecida.</p>
            <p><xref ref-type="bibr" rid="B59">Possati (2023)</xref> evidencia que o desenvolvimento
                deve ser pautado na responsabilidade de agentes (usuários, desenvolvedores,
                    <italic>designers</italic>, programadores, proprietários e
                    <italic>software</italic>) e pacientes (que interagiriam com os sistemas). O
                autor pontua que não seria possível haver responsabilidade real sem uma relação
                entre o agente e o paciente, porque o primeiro poderia não agir de forma ética em
                relação à demanda do usuário.</p>
            <p>Como observam <xref ref-type="bibr" rid="B70">Silveira e Paravidini (2024, p.
                    13-14)</xref>:</p>
            <disp-quote>
                <p>[...] uma das questões que emerge é como se teoriza a responsabilidade do criador
                    (desenvolvedor, proprietário, designer e software) das possíveis falhas e danos
                    causados pela sua criação (<italic>chatbots</italic> e IAs relacionais). As
                    discussões sobre a responsabilidade dos pais para com as manifestações
                    subjetivas dos seus filhos estão presentes nas discussões psicanalíticas e
                    servem de base para ver como esse problema é mais sério do que é apresentado
                    pelos pesquisadores citados neste trabalho. O que seria de responsabilidade, que
                    tipo de organização se faz necessária para o desenvolvimento de inteligências
                    artificiais cada vez mais capazes de simular uma consciência e sendo assim um
                    artefato de desejo parece atravessar o sujeito de modo a lançá-lo numa instância
                    de potência narcísica, tendo em vista a capacidade de ampliar os limites do
                    próprio sujeito em sua relação com a realidade, bem como balançar a estrutura
                    narcísica causando medo e desconforto, como se de alguma forma o avanço dessas
                    tecnologias fosse evidenciando cada vez mais as incapacidades humanas. Nesse
                    ponto, a construção com base ética de IAs deve se pautar em articulação com a
                    ética psicanalítica, a fim de que novas formas de pensar tais artefatos possam
                    existir, possibilitando um avanço no desenvolvimento de tecnologias articuladas
                    nas relações sujeito e máquinas.</p>
            </disp-quote>
            <p>Os mencionados autores, retomando os estudos de Sigmund Freud, pontuam que não é
                papel do analista satisfazer a vontade do analisando. Já quanto a modelos de IA,
                questionam: “seria a IA capaz de encarnar a demanda ao Outro, satisfazendo assim
                para sustentar a obediência aos ideais sociais?”. “Qual seria o prejuízo do “acesso
                a uma ferramenta que está em total disponibilidade ao usuário atendendo a todas as
                suas demandas”? Os <italic>chatbots</italic> podem não só atender às demandas do
                usuário, oferecendo soluções para seus conteúdos psíquicos, bem como angústias e
                dores, mas também frustrar ou desafiar o indivíduo, levando-o a questionar ou
                modificar seus padrões de comportamento e pensamento (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B70">Silveira; Paravidini, 2024, p. 13</xref>).</p>
            <p>Diante dessas considerações, verifica-se que a utilização de
                    <italic>chatbots</italic> para fins de cuidados com a saúde mental deve ser
                encarada com seriedade e responsabilidade. A conversação com modelos de IA pode
                contribuir para a transmissão de informações relacionadas ao bem-estar físico e
                emocional, sobretudo porque as ferramentas estão disponíveis a qualquer tempo.
                Contudo, destaca-se que tais serviços não possuem o condão de substituir a figura de
                um terapeuta humano, sobretudo sob o ponto de vista da responsabilidade e atuação
                ética. Ressalta-se que tal utilização pode criar no usuário a ilusão de que há a
                presença de empatia na conversa, em razão de eventual projeção antropomórfica. O
                indivíduo pode interagir com o modelo de IA como se estivesse lidando com um amigo
                próximo, acreditando que há reciprocidade emocional, o que pode criar um senso de
                familiaridade e gerar apego e identificação, circunstância que ofenderia o seu
                direito da personalidade à integridade psíquica.</p>
        </sec>
        <sec sec-type="conclusions">
            <title>5 CONCLUSÃO</title>
            <p>O trabalho teve por objetivo analisar as implicações do Efeito Eliza e da projeção
                antropomórfica ao direito da personalidade à integridade psíquica diante da eventual
                utilização de <italic>chatbots</italic> para fins de cuidados com saúde mental.</p>
            <p>A partir da pesquisa conduzida por Weizenbaum, na década de 1960, verifica-se que o
                escopo do modelo de inteligência artificial utilizado pelos <italic>chatbot</italic>
                tem por objetivo propiciar interação e conversação com os humanos de forma natural e
                intuitiva para a solução de uma gama de problemas que podem ser resolvidos com a
                observação de dados e padrões de comportamento humano.</p>
            <p>Nos últimos anos, as interações humanas com sistemas de inteligência artificial (IA)
                cresceram de forma exponencial, sobretudo diante da democratização do acesso à
                Internet e da criação de modelos de <italic>chatbots</italic> cada vez mais ágeis e
                eficientes, como é o caso do <italic>ChatGPT.</italic> A utilização da IA
                revolucionou diversas áreas do conhecimento e propiciou serviços de informações
                abrangentes, sobretudo na área da saúde e dos cuidados com a saúde mental.</p>
            <p>O fenômeno “Efeito Eliza” descreve a tendência humana a atribuir a sistemas
                inteligentes capacidades e sentimentos humanos, em especial diante da interação com
                    <italic>chatbots</italic>, provocada por uma dissonância cognitiva, isto é, é
                comum que pessoas passem a tratar sistemas de IA como se pessoas fossem, diante de
                uma falsa percepção de reciprocidade e empatia, contexto que poderia gerar apego e
                dependência, o que traz implicações ao direito à integridade psíquica, um direito da
                personalidade essencial à proteção da dignidade humana.</p>
            <p>Apesar de inovadores, eventuais sistemas de IA que sejam utilizados para fins de
                saúde mental podem ser imprecisos, vagos e limitados, tendo em vista a tendência
                humana de também atribuir sentido a todo que lhe é dito ou não dito. Destaca-se a
                falta de transparência quanto à privacidade e à segurança dos dados coletados,
                especialmente porque são de conteúdo pessoal e íntimo, e a possibilidade de vieses
                discriminatórios, uma vez que os sistemas de IA e os aplicativos atuais estão, em
                regra, estabelecidos sob a ótica e a conveniência do mercado tecnológico, com viés
                neoliberal. Logo, há possibilidade de manipulação e intermediação de interesses de
                terceiros, estranhos a uma conversação para fins terapêuticos.</p>
            <p>O trabalho pontuou que há uma limitação em tais sistemas quanto a dados sobre certos
                transtornos mentais, fator que é essencial para que possam contribuir com
                diagnósticos confiáveis. É essencial que os usuários estejam cientes e possuam
                controle acerca de como os seus dados são coletados, armazenados e tratados, já que
                as informações coletadas pelos <italic>bots</italic> envolvem a privacidade dos
                usuários e seriam dados sensíveis. Contudo, destaca-se que há risco de que tais
                dados sejam utilizados ou compartilhados sem o consentimento do usuário, sobretudo
                em um contexto de monetização de dados pessoais.</p>
            <p>O desenvolvimento e a manutenção desses modelos devem ser pautados em princípios
                éticos (entre eles: não maleficência, beneficência, autonomia, justiça e
                explicabilidade - que envolveria transparência e responsabilidade por parte de seus
                agentes). A forma de identificação do <italic>chatbot</italic> também pode gerar
                repercussão: imitar um terapeuta é tão questionável quanto se apresentar como um
                avatar deslocado das figuras representativas de cuidados com saúde, cenário que pode
                gerar apego, identificação e dependência, tendo em vista, novamente, a tendência de
                projeção e espelhamento, o que comprometeria o livre desenvolvimento da
                personalidade do indivíduo, o seu direito à integridade psíquica e,
                consequentemente, a sua dignidade.</p>
        </sec>
    </body>
    <back>
        <fn-group>
            <title>NOTA DE COAUTORIA</title>
            <fn fn-type="other">
                <p>O trabalho foi desenvolvido em nível de Doutorado em Direito, no âmbito do
                    Programa de Pós-Graduação em Ciências Jurídicas da Universidade Cesumar
                    (UNICESUMAR), cuja área de concentração é referente aos “Direitos da
                    Personalidade”, como resultado de pesquisas voltadas à inteligência artificial,
                    à proteção de dados e aos direitos da personalidade. Ambas as coautoras, RAÍSSA
                    ARANTES TOBBIN (Doutoranda em Direito) e VALÉRIA SILVA GALDINO CARDIN (Docente e
                    Orientadora) contribuíram para a definição e o afunilamento do tema, bem como a
                    escolha do aporte teórico e a escrita do artigo.</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn1">
                <label>1</label>
                <p>Conforme o Relatório “Uma Nova Agenda para a Saúde Mental nas Américas”, de 2023,
                    da OMS, quase um terço de todos os anos vividos com deficiência (YLD) e um
                    quinto dos anos de vida ajustados por deficiência (DALYs) são causados por
                    doenças mentais, doenças neurológicas, uso de substâncias e suicídio; os
                    transtornos depressivos e de ansiedade são a terceira e a quarta principais
                    causas de deficiência; o álcool é responsável por 5,5% de todas as mortes nas
                    Américas; as Américas são a segunda região com maior consumo de álcool no mundo;
                    o suicídio tira a vida de quase 100 mil pessoas por ano na região; a taxa
                    regional de suicídio ajustada por idade aumentou em 17% entre 2000 e 2019; oito
                    em cada dez pessoas com uma doença mental grave não recebem tratamento; em 2020,
                    durante a pandemia da COVID-19, os transtornos depressivos graves aumentaram em
                    35% e os transtornos de ansiedade em 32%; 65% dos países relataram interrupções
                    nos serviços essenciais de saúde mental e uso de substâncias em 2020. Esse
                    índice caiu para 14% no início de 2023 (<xref ref-type="bibr" rid="B85">WHO,
                        2023</xref>). Ressalta-se, ainda, a existência do Plano de Ação Integral de
                    Saúde Mental 2013-2030, por meio do qual os 194 países membros da OMS se
                    comprometeram com metas globais para transformar a saúde mental (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B86">WHO, 2021</xref>)</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn2">
                <label>2</label>
                <p>Carl Rogers foi o criador do método terapêutico denominado “abordagem centrada na
                    pessoa”, que se baseava na livre expressão e na autonomia do paciente: “é ele
                    quem sabe o que lhe machuca e que direção tomar” (<xref ref-type="bibr"
                        rid="B49">Nunes, 2013, p. 76-77</xref>)</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn3">
                <label>3</label>
                <p>Como pontuam <xref ref-type="bibr" rid="B74">Stair e Reynolds (2011)</xref>, os
                        s<italic>oftwares</italic> podem ser conceituados como programas que
                    comandam a operação do computador e permitem comandar o funcionamento de um
                    sistema, com base em tarefas específicas</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn4">
                <label>4</label>
                <p>Tradução livre: “Tecnologia de acesso a hipertexto conversacional”</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn5">
                <label>5</label>
                <p>O <italic>Bing Chat</italic> possui dados atuais e está atrelado aos resultados
                    de pesquisa do buscador da Microsoft, tornando-o preciso e eficaz quanto a
                    respostas referentes a acontecimentos recentes. “O <italic>Bing Chat</italic>
                    permite que o usuário escolha um estilo de conversa dentre três disponíveis:
                    mais criativo (com respostas mais originais e criativas); mais balanceado (com
                    respostas mais informativas e amigáveis) e mais preciso (com respostas concisas
                    e diretas) (<xref ref-type="bibr" rid="B58">Picalho, 2023, p. 44</xref>)</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn6">
                <label>6</label>
                <p>“No atual panorama, o <italic>ChatGPT</italic> configura-se como uma das mais
                    recentes e sofisticadas ferramentas de Inteligência Artificial (IA)
                    desenvolvidas pela empresa <italic>OpenAI</italic>, demonstrando capacidade para
                    executar variadas tarefas com eficiência. O termo “<italic>ChatGPT</italic>”
                    designa um modelo de linguagem fundamentado em IA que é empregado para gerar
                    textos e realizar tarefas de processamento de linguagem natural”. A sigla
                        “<italic>GPT</italic>” se referente aos “<italic>Generative Pre-trained
                        Transformer</italic>” (em tradução literal: “Transformadores generativos
                    pré-treinados), os quais descrevem a “arquitetura e a técnica de treinamento
                    empregadas para a criação desses modelos de linguagem”, sendo modelos de redes
                    neurais que geram textos semelhantes aos de humanos (<xref ref-type="bibr"
                        rid="B5">Barreira; Moura-Silva; Gonçalves, 2024, p. 4</xref>)</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn7">
                <label>7</label>
                <p>O <italic>Bard</italic> é um <italic>chatbot</italic>, lançado pela empresa
                        <italic>Google</italic>, que foi treinado por um conjunto gigante de dados
                    textuais e códigos, mediante comunicação semelhante a uma conversa entre seres
                    humanos, podendo ser descrita como uma Inteligência Artificial (IA)
                    conversacional. Assim como o <italic>Bing Chat</italic>, o <italic>Bard</italic>
                    está atrelado ao buscador da empresa e processa informações em tempo real por
                    meio de pesquisa no <italic>Google.</italic> “O <italic>Bard</italic> é um
                    grande modelo de linguagem do <italic>Google</italic> AI [...]. Ele pode gerar
                    texto, traduzir idiomas, escrever diferentes tipos de conteúdo criativo e
                    responder às suas perguntas de forma informativa. Ele ainda está em
                    desenvolvimento, mas aprendeu a realizar muitos tipos de tarefas” (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B58">Picalho, 2023, p. 47</xref>)</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn8">
                <label>8</label>
                <p>Tradução livre: “Máquinas de Computação e Inteligência”</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn9">
                <label>9</label>
                <p>A <italic>Wikipédia</italic> é uma “enciclopédia digital, colaborativa, de livre
                    acesso e de atualização constante, que se caracteriza por compilar e administrar
                    informações e saberes dispersos” (<xref ref-type="bibr" rid="B81">Varella;
                        Bonaldo, 2020, p. 149</xref>)</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn10">
                <label>10</label>
                <p>Conforme <xref ref-type="bibr" rid="B49">Nunes (2013, p. 76)</xref>, “o nome do
                    programa foi inspirado na personagem Eliza Doolittle, da peça Pigmaleão, de
                    George Bernard Shaw. A peça, que é inspirada no mito de Pigmaleão, por sua vez,
                    inspirou também o filme <italic>My Fair Lady</italic> (EUA, 1964), um dos mais
                    populares musicais norte-americanos do século XX”</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn11">
                <label>11</label>
                <p>O programa <italic>Eliza</italic> demonstrou que um computador poderia imitar um
                    psicoterapeuta rogeriano (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Bostrom,
                    2018</xref>)</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn12">
                <label>12</label>
                <p>Para Rogers, “havia três condições básicas facilitadoras para que a abordagem
                    tivesse resultados: a aceitação do outro de maneira positiva e incondicional, a
                    empatia e a coerência do terapeuta” (<xref ref-type="bibr" rid="B49">Nunes,
                        2013, p. 77</xref>)</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn13">
                <label>13</label>
                <p>No original: “<italic>Is something troubling you?</italic>”</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn14">
                <label>14</label>
                <p>No original: “<italic>I’m feeling sad</italic>”</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn15">
                <label>15</label>
                <p>No original: “<italic>Is it important that you’re feeling sad?</italic>” ou
                        “<italic>Why are you feeling sad?</italic>”</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn16">
                <label>16</label>
                <p>No original: “<italic>Tell me more</italic>”</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn17">
                <label>17</label>
                <p>No original: “<italic>Please go on</italic>” ou “<italic>What is the connection,
                        you suppose?</italic>”</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn18">
                <label>18</label>
                <p>Tradução livre: “Superando a depressão”</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn19">
                <label>19</label>
                <p>“Weizenbaum, ciente da condição rudimentar do robô <italic>Eliza</italic>,
                    chocou-se com a repercussão de sua criação a ponto de repensar seus princípios.
                    O programa não possuía o poder de compreensão a ele creditado por grande parte
                    dos seus interlocutores. Aliás, ele não fora pensado como um potencial
                    substituto de um psicoterapeuta humano – seu propósito era imitar somente”
                        (<xref ref-type="bibr" rid="B49">Nunes, 2013, p. 77</xref>)</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn20">
                <label>20</label>
                <p>Ele temia que os usuários não entendessem completamente que estavam conversando
                    com vários circuitos e ponderou sobre as implicações mais amplas de máquinas que
                    poderiam efetivamente imitar o senso de compreensão humana (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B35">Hall, 2019</xref>)</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn21">
                <label>21</label>
                <p>Do inglês “<italic>deep neural networks</italic>”, as redes neurais profundas são
                    estruturas que são capazes de realizar uma simulação do funcionamento do sistema
                    nervoso e do cérebro de seres vivos, sendo geralmente construídas de pequenos
                    processadores, denominados “neurônios”. As redes neurais podem ser utilizadas na
                    área da educação, para estimativas do mercado, a previsão de fluxo de indivíduos
                    em redes de computadores, previsões climáticas etc. (<xref ref-type="bibr"
                        rid="B52">Oliveira; Verson; Marcelino, 2018</xref>; <xref ref-type="bibr"
                        rid="B26">Eremia; Liu; Edris, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B45"
                        >Matzavela; Chrysafiadi; Alepis, 2017</xref>; <xref ref-type="bibr"
                        rid="B40">Luca; Gallo, 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B44">Marzouq
                            <italic>et al</italic>., 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B82"
                        >Vui <italic>et al</italic>., 2013</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B2"
                        >Agrawal; Haidri, 2016</xref>). No cenário de criação de
                        <italic>chatbots</italic>, as redes neurais são utilizadas para o
                    desenvolvimento e o processamento de informações de entrada, já que se destacam
                    por contribuírem para a apresentação de respostas mais precisas aos usuários
                    durante a conversação. “Uma rede neural implementa um sistema de processamento
                    composto de um grande número de pequenos elementos, denominados neurônios, que
                    são interconectados de forma a resolverem problemas computacionais por meio de
                    um processamento paralelo” (<xref ref-type="bibr" rid="B52">Oliveira; Veson,
                        Marcelino, 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B26">Eremia; Liu; Edris,
                        2016</xref>)</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn22">
                <label>22</label>
                <p>O <italic>chatbot Woebot</italic> está disponível para os sistemas Android e IOS
                    por meio do link: <xref ref-type="bibr" rid="B89">WOEBOT: The Mental Health
                        Ally. <bold>Google Play</bold>, 2024</xref>. Disponível em:
                    https://play.google.com/store/apps/details?id=com.woebot&amp;hl=en&amp;pli=1.
                    Acesso em: 5 jul. 2024</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn23">
                <label>23</label>
                <p>“A Terapia Cognitiva-Comportamental (TCC) é uma abordagem que leva em
                    consideração diversos aspectos do paciente. De modo geral, essa psicoterapia
                    busca compreender a forma como os indivíduos interpretam o seu arredor e como
                    reagem a isso [...]. A Terapia Cognitiva-Comportamental (TCC) foi criada na
                    década de 1960, pelo psiquiatra Aaron Beck, a partir das insatisfações que ele
                    possuía com as teorias da época sobre a depressão. Beck começou a reparar que
                    seus pacientes com depressão apresentavam pensamentos negativos e distorcidos
                    sobre si mesmos, sobre o mundo e sobre os outros [...]. A ideia central da TCC é
                    que ao mudar as crenças básicas do paciente sobre si mesmo, seu mundo e as
                    outras pessoas; é possível alterar o modo como ele se sente, seus humores e seus
                    comportamentos [...]. Isso significa que a Terapia Cognitiva-Comportamental tem
                    como base o modelo cognitivo. Ou seja, acredita que a emoção e o comportamento
                    são influenciados pela forma como o indivíduo interpreta os acontecimentos
                    [...]. A TCC se fundamenta na crença de que o afeto e o comportamento de um
                    indivíduo são em grande parte determinados pelo modo como ele estrutura o mundo
                    em sua mente. As cognições do sujeito se baseiam em atitudes ou pressuposições
                    desenvolvidas a partir de vulnerabilidades biológicas e experiências que ele
                    teve ao longo de sua vida [...] as técnicas terapêuticas dessa abordagem visam
                    identificar e testar reações distorcidas dos pacientes, guiando-os para a
                    construção de comportamentos mais funcionais a sua realidade (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B71">Souza; Borges; Oliva, 2023</xref>)</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn24">
                <label>24</label>
                <p>Os <italic>GIFs</italic> se tornaram culturalmente relevantes no contexto
                    digital, sobretudo nas mídias sociais, sendo ferramentas que utilizam apelo
                    sensorial por meio do uso de movimento, cor e repetição, uma vez que são
                    considerados recursos adequados para gerar emocionalidade, pois podem
                    representar uma série de sentimentos (<xref ref-type="bibr" rid="B3">Ash,
                        2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B12">Bourlai; Herring, 2014</xref>;
                        <xref ref-type="bibr" rid="B64">Rúa-Hidalgo <italic>et al</italic>.,
                        2021</xref>)</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn25">
                <label>25</label>
                <p>A página do chatbot <italic>Owlie</italic> está disponível na rede social
                        <italic>Facebook</italic>, por meio do <italic>link</italic>: <xref
                        ref-type="bibr" rid="B56">OWLIE. <bold>Facebook</bold>, 2024</xref>.
                    Disponível em: https://www.facebook.com/owlielechatbot. Acesso em: 6 jul.
                    2024</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn26">
                <label>26</label>
                <p>Sob a perspectiva da Terapia Cognitiva Comportamental (TCC), Watkins (2016)
                    constatou que “o principal alvo primário para a diminuir e/ou prevenir os
                    pensamentos e ações depressivas é focar na ruminação. O autor define ruminação
                    como um pensamento recorrente e repetitivo sobre sintomas (fadiga, baixo humor),
                    sentimentos, problemas, eventos perturbadores e aspectos negativos pessoais,
                    tipicamente com foco nas causas, significados e implicações que rodeiam esses
                    sentimentos” (<xref ref-type="bibr" rid="B50">Oliveira, 2021, p. 15</xref>)</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn27">
                <label>27</label>
                <p>“todo <italic>chatbot</italic> possui um interpretador e uma base de conhecimento
                    – esta última seria como o cérebro do robô. O primeiro é responsável por
                    intermediar o diálogo entre interator e o cérebro do robô – onde está a rede de
                    associações do programa” (<xref ref-type="bibr" rid="B49">Nunes, 2013, p.
                        83</xref>)</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn28">
                <label>28</label>
                <p>Quanto aos animais, <xref ref-type="bibr" rid="B21">Cavalcanti Neto e Pimentel
                        (2024, p. 140-141)</xref> consideram que as pessoas são propensas ao
                    antropomorfismo, ou seja, o ser humano projeta características “a outras
                    entidades para fazê-las parecer mais humanas. Esse efeito aumenta quando os
                    animais exibem um comportamento que associamos mais prontamente com cognição e
                    emoções”</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn29">
                <label>29</label>
                <p>Destaca-se que, no âmbito da União Europeia, a Resolução do Parlamento Europeu de
                    16 de fevereiro de 2017 apresentou orientações sobre Robótica, com uma proposta
                    de criação de uma “personalidade eletrônica” para artefatos robóticos
                    “inteligentes”. Para a mencionada Resolução, um robô poderia ser considerado
                    inteligente se possuísse as seguintes caraterísticas: a) sensores capazes de
                    permitir a troca de dados com o ambiente; b) capacidade de aprendizado a partir
                    da experiência e da interação com o meio; c) suporte material; d) capacidade de
                    adaptação; e) ausência de vida na acepção biológica. Recomendou-se a
                    constituição de um registro próprio, com a formação de regimes de seguros e
                    fundos de compensação, bem como a criação de um estatuto jurídico de robôs para
                    artefatos complexos (<xref ref-type="bibr" rid="B47">Negri, 2020</xref>; <xref
                        ref-type="bibr" rid="B80">União Européia, 2017</xref>)</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn30">
                <label>30</label>
                <p>Pontua-se que há autores, como <xref ref-type="bibr" rid="B77">Tena
                    (2023)</xref>, que visualizam a perspectiva futura de existência de mecanismos
                    de IA que possam evoluir para a condição de Ser, o que exigiria o reconhecimento
                    como Pessoa IA (Pessoa Inteligência Artificial). O surgimento de uma Pessoa IA
                    movimentaria o sistema antropocêntrico ao ensejar direitos e deferes que
                    poderiam ser atribuídos a este Ser tecnológico diante da apresentação de algum
                    nível de senciência rudimentar</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn31">
                <label>31</label>
                <p>Tradução livre: “Transformador Generativo Pré-Treinado”</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn32">
                <label>32</label>
                <p>“Os chamados robôs sociais são pensados exatamente para interagirem com seres
                    humanos em ambientes não controlados. Para tanto, intensificaram-se os estudos e
                    projetos que buscam o desenvolvimento de artefatos capazes de interagir com as
                    pessoas de forma mais natural possível. Os robôs sociais se caracterizam pela
                    possibilidade, ainda que aparente, de transmitir emoções, incentivar e formar
                    relacionamentos sociais, demonstrar personalidade, usar pistas naturais de
                    comunicação e interagir socialmente com as pessoas. Já existe um campo próprio
                    de estudo denominado interação humano-robô (IHR), que procura, a partir da
                    valência social, replicar nos artefatos robóticos uma variedade de sinais e
                    marcadores presentes na comunicação humana, como expressões faciais e até mesmo
                    a linguagem (<xref ref-type="bibr" rid="B47">Negri, 2020, p. 6-7</xref>)</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn33">
                <label>33</label>
                <p>A <italic>Siri</italic> é uma assistente pessoal digital da empresa
                        <italic>Apple</italic>, sendo uma espécie de artefato comunicacional que
                    auxilia usuários a executarem tarefas do dia a dia de maneira automatizada,
                    mediante linguagem natural falada e escrita. Trata-se de robô humanizado, como
                    personagem feminina (<xref ref-type="bibr" rid="B65">Santos; Polianov,
                        2021</xref>)</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn34">
                <label>34</label>
                <p>O <italic>Bixby</italic> é um assistente pessoal virtual presente em dispositivos
                    da marca <italic>Samsung</italic> e possui diversas funções, entre elas, a
                    emissão de comandos de voz, o reconhecimento de objetos, os lembretes e o
                    controle de outros devices inteligentes (<xref ref-type="bibr" rid="B48">Nobles
                            <italic>et al</italic>., 2020</xref>)</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn35">
                <label>35</label>
                <p>“Os bate-papos da rede Internet – os <italic>chats</italic> – são formas sociais
                    bastante definidas e consolidadas em rede: contatos rápidos, curtos e truncados.
                    Fala-se de tudo, mas especialmente da própria convivência, visto que o
                    encobrimento típico destas conversas nos dá a privacidade que precisamos para
                    compartilhar sentimentos e impressões pessoais” (<xref ref-type="bibr" rid="B49"
                        >Nunes, 2013, p. 87</xref>)</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn36">
                <label>36</label>
                <p>“Os direitos sociais conferem a noção de ser fundamental para proteger o
                    indivíduo, já segundo acontecia no pensamento clássico dos direitos de
                    liberdade, mas agora com a salvaguarda da instituição, um fato social muito mais
                    rico e receptivo à participação criativa e à valorização da personalidade que o
                    pano de fundo clássico da solidão individual, no qual nascera a exaltação do
                    homem não concreto e isolado, sem a intensidade dos valores existenciais, os
                    únicos efetivados de maneira plena pelo social” (<xref ref-type="bibr" rid="B55"
                        >Otero; Massarutti, 2016, p. 852</xref>)</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn37">
                <label>37</label>
                <p>Declaração Universal dos Direitos Humanos. Artigo 25. 1. “Todo ser humano tem
                    direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e à sua família <bold>saúde,
                        bem-estar</bold>, inclusive alimentação, vestuário, habitação,
                        <bold>cuidados médicos</bold> e os serviços sociais indispensáveis e direito
                    à segurança em caso de desemprego, doença invalidez, viuvez, velhice ou outros
                    casos de perda dos meios de subsistência em circunstâncias fora de seu controle”
                        (<xref ref-type="bibr" rid="B53">ONU, 1948, grifo nosso</xref>)</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn38">
                <label>38</label>
                <p>Pacto Internacional sobre os Direitos Econômicos, Sociais e Culturais. Artigo 12
                    §1. “Os Estados-partes no presente Pacto reconhecem o direito de toda pessoa de
                    desfrutar o mais elevado nível de saúde física e <bold>mental</bold>” (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B54">OEA, 1966, grifo nosso</xref>)</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn39">
                <label>39</label>
                <p>No Brasil, a política de saúde mental é pautada em princípios como o cuidado, a
                    desinstitucionalização e os direitos humanos. As pessoas em situação de crise
                    podem ser atendidas por meio da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), formada por
                    vários serviços, com características e finalidades distintas, no âmbito do
                    Sistema Único de Saúde (SUS), regido pelos princípios de universalidade,
                    integralidade e equidade, já que o tendo em vista o dever de prestar atendimento
                    acessível, amplo e justo a todos (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Brasil,
                        1988</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B16">2024</xref>)</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn40">
                <label>40</label>
                <p>“Trata-se, portanto, do direito que tem cada pessoa de manter incólume seus
                    atributos psíquicos, sua higidez mental e consequentemente, a sua dignidade,
                    onde qualquer conduta atentatória à tal integridade considera-se ilícita [...].
                    São ilícitas, portanto, as condutas que violam e afetam a integridade psíquica,
                    que causam sentimentos negativos e desagradáveis, como tristeza, vergonha,
                    constrangimento etc.” (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Castro; Ramiro; Tamaoki,
                        2023, p. 16540</xref>)</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn41">
                <label>41</label>
                <p>Para Zigmunt Bauman, “não existiria uma “identidade verdadeira”, já que somos
                    incessantemente forçados a torcer e moldar nossas identidades ou adotarmos novas
                    identidades, sem ser permitido que nos fixemos a uma delas, mesmo querendo. É
                    importante contextualizar que a noção de identidade na contemporaneidade trazida
                    por Bauman está bastante próxima da ideia de persona – assumir um personagem de
                    um dado contexto. Para Bauman, tanto as relações humanas quanto nossas
                    identidades, por extensão, estão sob uma lógica de consumo – assim como produtos
                    que são adquiridos e descartados” (<xref ref-type="bibr" rid="B49">Nunes,
                        2013</xref>)</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn42">
                <label>42</label>
                <p>Os autores analisaram o tratamento dado ao direito à integridade psíquica no
                    Brasil pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Superior Tribunal de Justiça
                    (STJ). Após a análise de 29 acórdãos, observaram que os referidos tribunais
                    reconhecem a importância da proteção do direito à integridade psíquica, contudo,
                    não tecem maiores esclarecimentos sobre a sua conceituação e seus contornos,
                    logo, não foi encontrada abordagem aprofundada sobre o assunto (decisões
                    analisadas pelo STF: “RHC 55240; HC 67836; RHC 140754 AgR; RHC 128726; ADI 5995;
                    HC 95142; HC 89238; Ext 1434; HC 91386; Inq 3932; ADI 2404; HC 123734; HC
                    123533; e ADPF 54; decisões analisadas no âmbito do STJ: REsp n. 1.884.887/DF;
                    HC n. 661.801/SP; REsp n. 1.820.891/PR; RHC n. 108.350/RN; REsp n. 1.543.465/RS;
                    HC n. 442.456/SP; REsp n. 1.637.884/SC; REsp n. 1.636.815/DF; REsp n.
                    1.593.857/MG; AgRg no AREsp n. 395.426/DF; EDcl no AREsp n. 656.318/MG; REsp n.
                    1.349.385/PR; CC n. 126.175/PE; AgRg no REsp n. 1.159.867/MG; REsp n.
                    392.712/PR” (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Castro; Ramiro; Tamaoki, 2023, p.
                        16541</xref>)</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn43">
                <label>43</label>
                <p>Um teste realizado com 97 participantes comparou as respostas dos indivíduos
                    diante da interação com outro ser humano e com agentes virtuais. Os usuários
                    reportaram que eram capazes de relevarem mais informações sobre o que estavam
                    sentido e sobre seus sentimentos, inclusive a tristeza, a agentes virtuais
                        (<xref ref-type="bibr" rid="B41">Lucas <italic>et al</italic>., 2014</xref>;
                        <xref ref-type="bibr" rid="B70">Silveira; Paravidini, 2024</xref>)</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn44">
                <label>44</label>
                <p>Nos termos do art. 5º, inc. II, da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais
                    (LGPD): “Para os fins desta Lei, considera-se: [...] II - dado pessoal sensível:
                    dado pessoal sobre origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião
                    política, filiação a sindicato ou a organização de caráter religioso, filosófico
                    ou político, dado referente à saúde ou à vida sexual, dado genético ou
                    biométrico, quando vinculado a uma pessoa natural (<xref ref-type="bibr"
                        rid="B15">Brasil, 2018</xref>)</p>
            </fn>
        </fn-group>
        <ref-list>
            <title>REFERÊNCIAS</title>
            <ref id="B1">
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                    speech conversation systems. <bold>International Journal of Advanced Computer
                        Science and Applications</bold>, v. 6, n, 7, p. 72-80,
                    2015.</mixed-citation>
                <element-citation publication-type="journal">
                    <person-group person-group-type="author">
                        <name>
                            <surname>ABDUL-KADER</surname>
                            <given-names>Sameera A.</given-names>
                        </name>
                    </person-group>
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                        systems</article-title>
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                        Applications</source>
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                    <lpage>80</lpage>
                    <year>2015</year>
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                    516-519, 2016.</mixed-citation>
                <element-citation publication-type="journal">
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