BIOFILIA E ARQUITETURA: REVISITANDO A RELAÇÃO ENTRE O SER HUMANO E A NATUREZA NA FORMAÇÃO DO ARQUITETO E URBANISTA CONTEMPORÂNEO
DOI:
https://doi.org/10.12662/1809-5771ri.130.6306.p42-45.2026Palavras-chave:
Design Biofílico, Formação Acadêmica, Crise Climática, Resiliência Urbana, AdaptaçãoResumo
A relação do homem com a natureza remonta ao início de sua existência e é considerada inata. Porém, foi desvanecendo ao longo dos séculos até a ruptura pós-Revolução Industrial. O crescimento urbano acelerado, a deterioração do ambiente urbano e a queda da qualidade de vida nas cidades despertaram a necessidade de reconexão com a natureza e seus benefícios. No contexto da crise climática e da urgência de soluções para ela, os serviços prestados pela natureza são considerados imprescindíveis para a adaptação e a resiliência aos seus efeitos e o Design Biofilico se apresenta como ferramenta de projeto arquitetônico e urbanístico para atender a essas demandas. Este estudo consiste em uma revisão crítica do estado da arte, analisando a evolução do conceito de Biofilia até sua sistematização como prática projetual para o enfrentamento das mudanças climáticas. Os resultados apontam que, embora a literatura científica demonstre a eficácia das soluções biofílicas, sua inserção na formação de arquitetos e urbanistas permanece pontual e fragmentada. Conclui-se que há urgência na inclusão desse tema no conteúdo didático, com a transição de um paradigma eventual para uma abordagem técnica estruturante nos currículos acadêmicos, visando qualificar os profissionais para os desafios socioecológicos do século XXI.
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