O RESTAURO DE BENS DE VALOR CULTURAL E A ERGONOMIA
DOI:
https://doi.org/10.12662/1809-5771ri.130.6264.p131-133.2026Palavras-chave:
Restauração, Conservação, Preservação, Saúde, Segurança do trabalhoResumo
A restauração de pinturas e esculturas exige atenção contínua, precisão e permanência prolongada em posturas que podem comprometer a saúde física do restaurador. Considerando que esses profissionais frequentemente adotam posições inadequadas e trabalham em condições pouco ergonômicas, este estudo buscou investigar as posturas laborais no contexto da conservação e restauro. A pesquisa combinou observação prática e revisão bibliográfica, analisando atividades realizadas por profissionais e estudantes, além do tratamento de duas obras: uma escultura sacra policromada e uma pintura a óleo com danos no suporte. Os resultados confirmam riscos como dores musculares, fadiga, problemas circulatórios e ausência de procedimentos operacionais padronizados. Também se identificou a falta de mobiliário e equipamentos específicos que favoreçam a ergonomia na prática do restauro. Conclui-se que há necessidade de desenvolvimento de padrões operacionais, diretrizes ergonômicas e equipamentos adequados que garantam segurança, saúde e eficiência ao trabalho do restaurador.
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