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			<journal-id journal-id-type="publisher-id">regea</journal-id>
			<journal-title-group>
				<journal-title>Revista gestão em análise</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">R. Gest. Anál.</abbrev-journal-title>
			</journal-title-group>
			<issn pub-type="ppub">1984-7297</issn>
			<issn pub-type="epub">2359-618X</issn>
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				<publisher-name>Unichristus</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.12662/2359-618xregea.v14i3.p151-165.2025</article-id>
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					<subject>ARTIGOS</subject>
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			<title-group>
				<article-title>MARKETING, INFLUENCIADORES DIGITAIS E CONSUMO: UMA REVISÃO
					SISTEMÁTICA DA LITERATURA</article-title>
				<trans-title-group xml:lang="en">
					<trans-title>MARKETING, DIGITAL INFLUENCERS AND CONSUMPTION: A SYSTEMATIC
						LITERATURE REVIEW</trans-title>
				</trans-title-group>
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						<given-names>Nathielly Alves Cipriano</given-names>
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						<given-names>Adriana Tenório</given-names>
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				<email>nathielly.alves@upe.br</email>
				<institution content-type="original">Graduanda em Administração pela Universidade de
					Pernambuco (UPE). Recife - PE - BR.</institution>
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				<institution content-type="original">Doutora em Administração pelo PROPAD/UFPE.
					Professora Adjunta da Universidade de Pernambuco (UPE). Recife - PE -
					BR</institution>
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				<email>bianca.ferreirasilva@upe.br</email>
				<institution content-type="original">Doutora em Administração (PROPAD/UFPE).
					Professora Adjunta na (UPE). Recife - PE - BR</institution>
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				<email>bartira.amorim@upe.br</email>
				<institution content-type="original">Doutora em Administração (UFRN). Professora
					Adjunta da Universidade de Pernambuco. Recife - PE - BR</institution>
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			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>05</day>
				<month>12</month>
				<year>2025</year>
			</pub-date>
			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<year>2025</year>
			</pub-date>
			<volume>14</volume>
			<issue>3</issue>
			<fpage>151</fpage>
			<lpage>165</lpage>
			<history>
				<date date-type="received">
					<day>08</day>
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					<year>2025</year>
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				<date date-type="accepted">
					<day>29</day>
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					<year>2025</year>
				</date>
			</history>
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				<license license-type="open-access"
					xlink:href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" xml:lang="pt">
					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
						licença Creative Commons Attribution, que permite uso, distribuição e
						reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original
						seja corretamente citado.</license-p>
				</license>
			</permissions>
			<abstract>
				<title>RESUMO</title>
				<p>No ecossistema digital contemporâneo, influenciadores atuam por meio de bases
					substanciais de seguidores, criando conteúdos e impactando o comportamento de
					consumidores. A partir de uma Revisão Sistemática da Literatura (RSL), este
					artigo objetiva analisar como as estratégias do marketing de influência têm sido
					abordadas nos principais periódicos científicos brasileiros. Baseado na
					abordagem PRISMA para a RSL, analisam-se 27 estudos publicados de 2020 a 2025,
					na base de dados SPELL da ANPAD. A RSL identificou a importância crescente do
					marketing de influência como ferramenta estratégica na comunicação
					marca-consumidor. Entre as estratégias enfatizadas na literatura, destacam-se:
					parcerias com influenciadores digitais, <italic>unboxing</italic> e
						<italic>reviews</italic> de produtos, e sorteios com cupons promocionais.
					Observou-se: necessidade de se buscar alinhamento estratégico ligado à
					autenticidade em ações de marketing de influência, ênfase sobre os benefícios
					amplos ligados às estratégias, carência em torno da eficácia destas e de seus
					potenciais riscos, pertinência de se promover maior diversidade demográfica em
					futuros estudos bem como a necessidade de se ampliar discussões sobre aspectos
					éticos e de responsabilidade social no cenário digital de atuação de
					influenciadores.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>ABSTRACT</title>
				<p>In the contemporary digital ecosystem, influencers leverage substantial follower
					bases, creating content and impacting consumer behavior. Based on a Systematic
					Literature Review (SLR), this article aims to analyze how influencer marketing
					strategies have been addressed in leading Brazilian scientific journals. Based
					on the PRISMA approach to SLR, 27 studies published from 2020 to 2025 in ANPAD's
					SPELL database are analyzed. SLR identified the growing importance of influencer
					marketing as a strategic tool in brand-consumer communication. Among the
					strategies emphasized in the literature are partnerships with digital
					influencers, product unboxing and reviews, and sweepstakes with promotional
					coupons. It was observed: a need to seek strategic alignment linked to
					authenticity in influencer marketing actions, an emphasis on the broad benefits
					associated to the strategies, a lack of understanding of their effectiveness and
					their potential risks, the relevance of promoting greater demographic diversity
					in future studies, as well as the need to expand discussions on ethical aspects
					and social responsibility in the digital scenario of influencers'
					activities.</p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras-chave:</title>
				<kwd>influenciadores digitais</kwd>
				<kwd>marketing de influência</kwd>
				<kwd>consumo</kwd>
				<kwd>PRISMA</kwd>
				<kwd>revisão sistemática.</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<title>Keywords:</title>
				<kwd>digital influencers</kwd>
				<kwd>influencer marketing</kwd>
				<kwd>consumption</kwd>
				<kwd>PRISMA</kwd>
				<kwd>systematic review.</kwd>
			</kwd-group>
		</article-meta>
	</front>
	<body>
		<sec sec-type="intro">
			<title>1 INTRODUÇÃO</title>
			<p>O mundo tem vivenciado mudanças aceleradas, impulsionadas, principalmente, por
				avanços tecnológicos e globalização digital. Tais transformações afetam diretamente
				os aspectos socioculturais e o campo do consumo. Nesse cenário, o marketing também
				se reinventa, adequando-se às novas realidades e exigências do mercado. Como
				destacam <xref ref-type="bibr" rid="B18">Kotler, Kartajaya e Setiawan (2017)</xref>,
				o marketing evoluiu para além da simples venda de produtos, tornando-se uma
				ferramenta de conexão e engajamento com os consumidores.</p>
			<p>A evolução do marketing pode ser contemplada por fases que marcam sua trajetória: do
				marketing 1.0, centrado no produto, ao marketing 2.0, orientado ao consumidor;
				passando pelo marketing 3.0, que incorpora valores humanos, ao marketing 4.0, que
				integra o universo digital e o tradicional (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Kotler;
					Kartajaya; Setiawan, 2017</xref>). Na sequência, o marketing 5.0 enfatiza o uso
				de tecnologias avançadas, como IA, <italic>analytics</italic>, automação e robótica,
				para criar valor com ‘tecnologia para a humanidade’, mantendo o humano no centro
					(<xref ref-type="bibr" rid="B19">Kotler; Kartajaya; Setiawan, 2021</xref>); e o
				marketing 6.0 aprofunda essa agenda ao propor experiências imersivas e interativas
				que conectam, de forma fluida, os ambientes físico e digital, favorecendo cocriação
				e vínculos multissensoriais com as audiências em conjunto. Essas etapas reforçam que
				as transformações sociotecnológicas demandam abordagens cada vez mais humanizadas e
				orientadas por dados, especialmente no marketing de influência e na economia dos
				criadores (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Kotler; Kartajaya; Setiawan, 2025</xref>,
				o que se alinha diretamente ao objetivo deste estudo.</p>
			<p>Entre os marcos mais significativos dessa transformação, pode-se apontar a ascensão
				da internet como meio de comunicação e interação global. As redes sociais, em
				especial, tornaram-se espaços centrais de expressão, influência e relacionamento
				entre indivíduos e marcas. Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B32">Rez
				(2018)</xref>, plataformas como <italic>Facebook</italic> e
					<italic>Instagram</italic> mudaram drasticamente a forma como os consumidores
				interagem com produtos e serviços, inserindo-se ativamente no processo de decisão de
				compra. Essas plataformas extrapolam um papel inicial de entretenimento e
				socialização para se firmarem como canais estratégicos de marketing. A comunicação
				passou a ser bidirecional, permitindo que as marcas dialoguem com seus públicos de
				maneira mais direta e personalizada. Como afirmam <xref ref-type="bibr" rid="B13"
					>Felix, Rauschnabel e Hinsch (2017)</xref>, as redes sociais se tornaram
				ferramentas essenciais para o engajamento digital e a construção de valor junto ao
				consumidor.</p>
			<p>Nesse ecossistema digital, surge o influenciador, ou <italic>influencer</italic>,
				como um novo ator social e comercial. Influenciadores digitais são indivíduos com
				grande base de seguidores, capazes de criar conteúdo relevante e impactar
				comportamentos de consumo (<xref ref-type="bibr" rid="B23">Leung <italic>et
						al.</italic>, 2022</xref>), e ganham destaque por sua habilidade em gerar
				identificação e confiança junto ao público, atuando como mediadores entre marcas e
				consumidores.</p>
			<p>A crescente valorização dos influenciadores reflete uma mudança no modelo de
				comunicação de marketing. As empresas passaram a enxergar esses profissionais como
				canais eficazes de divulgação, especialmente por sua capacidade de segmentar o
				público e promover mensagens com maior autenticidade, e a segmentação, conforme
					<xref ref-type="bibr" rid="B37">Solomon (2011)</xref>, representaria uma
				alternativa mais acessível e eficaz em comparação ao marketing tradicional.</p>
			<p>Contudo, o sucesso dessas estratégias depende de fatores como credibilidade,
				engajamento e coerência entre a marca e o influenciador. <xref ref-type="bibr"
					rid="B11">Dias e Feitosa Filho (2022)</xref> apontam que consumidores estão cada
				vez mais atentos à autenticidade das mensagens, valorizando recomendações que
				parecem espontâneas e verdadeiras. A confiança, nesse contexto, torna-se o principal
				ativo a ser cultivado por marcas e influenciadores.</p>
			<p>Essa realidade tem levado organizações a reposicionarem suas práticas de marketing,
				buscando construir relacionamentos mais próximos e duradouros com seus consumidores.
					<xref ref-type="bibr" rid="B12">Evans e Berman (1997)</xref> já enfatizavam que,
				para além de atender às demandas, é preciso antecipar desejos e criar conexões
				emocionais com os clientes. Os influenciadores digitais têm desempenhado esse papel
				com grande eficácia no ambiente digital.</p>
			<p>No Brasil, o uso das redes sociais é um dos mais intensos do mundo, pois se tinha
				187,9 milhões de usuários de internet e 144,0 milhões de usuários de mídias sociais
				em janeiro de 2024, o equivalente a 66,3% da população total (<xref ref-type="bibr"
					rid="B9">Kemp, 2024</xref>). Nesse cenário, o impacto de influenciadores
				digitais sobre o comportamento de compra tende a ser cada vez mais evidente, com
				engajamento crescente do consumidor brasileiro, havendo necessidade de um olhar mais
				aprofundado sobre essa relação. Compreender como influenciadores digitais moldam
				preferências e comportamentos é essencial para o marketing atual.</p>
			<p>Diante desse contexto, este estudo investiga como o tema tem sido abordado na
				literatura, buscando lançar luz sobre o papel de influenciadores digitais sobre o
				comportamento de compra de consumidores brasileiros. A partir de uma revisão
				sistemática da literatura, busca-se responder à pergunta de pesquisa: ‘Como as
				estratégias do marketing de influência têm sido abordadas nos principais periódicos
				científicos brasileiros? Assim, o objetivo deste estudo é o de identificar as
				principais estratégias de marketing de influência apontadas em periódicos
				científicos brasileiros, visando oferecer contribuições à literatura de marketing
				digital e alinhar teoria e prática às novas dinâmicas de consumo e interação.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="materials|methods">
			<title>2 MATERIAIS E MÉTODOS</title>
			<sec>
				<title>2.1 ABORDAGEM PRISMA PARA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA</title>
				<p>Esta pesquisa consiste em revisão sistemática da literatura por meio de artigos
					científicos publicados nos últimos cinco anos, e visa identificar as principais
					estratégias de marketing de influência apontadas pela literatura. Para garantir
					rigor metodológico e assegurar a relevância científica dos estudos selecionados
					para esta pesquisa, foi utilizada a abordagem PRISMA (<italic>Preferred
						Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses</italic>), ampla e
					internacionalmente reconhecida por estruturar, de maneira clara e objetiva, os
					processos de identificação, triagem, elegibilidade e inclusão de trabalhos em
					revisões sistemáticas. O PRISMA é um protocolo que orienta a elaboração de
					revisões sistemáticas e meta-análises. Seu principal objetivo é garantir a
					transparência, a padronização e o rigor metodológico na condução e na
					apresentação dos estudos revisados. Sua adoção permite maior confiabilidade e
					reprodutibilidade dos resultados, o que fortalece a base científica da pesquisa
						(<xref ref-type="bibr" rid="B28">Page <italic>et al.,</italic>
					2021</xref>).</p>
				<p>O processo é estruturado nas etapas de identificação, elegibilidade, escaneamento
					e análise. Na etapa de identificação, são realizadas buscas em bases de dados
					científicas utilizando descritores controlados e/ou palavras-chave previamente
					definidas. Em seguida, na fase de seleção, os títulos e os resumos dos artigos
					encontrados são avaliados conforme os critérios de inclusão e exclusão
					estabelecidos. Os textos considerados relevantes passam por leitura completa
					para confirmar sua elegibilidade. Recomenda-se um uso de diagrama de fluxo, o
					qual permite representar, visualmente, todas as fases do processo de seleção dos
					estudos. Esse recurso contribui para a transparência do trabalho, facilitando a
					visualização do número de registros identificados, selecionados, incluídos e
					excluídos, bem como os motivos para as exclusões. No presente estudo, esse
					processo é detalhado no <xref ref-type="fig" rid="f1">fluxograma 1</xref>, a
					qual ilustra cada etapa da triagem conforme diagrama de fluxo PRISMA 2020 para
					revisões sistemáticas que incluíram pesquisas apenas em bases de dados e
					registros.</p>
				<p>
					<fig id="f1">
						<label>Fluxograma 1</label>
						<caption>
							<title>Fluxo da revisão sistemática conforme modelo PRISMA de <xref
									ref-type="bibr" rid="B28">Page <italic>et al.</italic>
									(2021)</xref>
							</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="1984-7297-regea-14-03-0151-gf01.tif"
							xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink"/>
						<attrib>Fonte: adaptado de <xref ref-type="bibr" rid="B28">Page <italic>et
									al</italic>. (2021)</xref>.</attrib>
					</fig>
				</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>2.2 IDENTIFICAÇÃO</title>
				<p>A busca de artigos foi realizada na base <italic>SPELL</italic>
						(<italic>Scientific Periodicals Electronic Library</italic>), mantida pela
					ANPAD (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração) e
					voltada à divulgação científica nas áreas de Administração, Contabilidade e
					Turismo. A <italic>SPELL</italic> é uma base de dados científica brasileira
					voltada à disseminação do conhecimento nas áreas de Ciências Sociais Aplicadas e
					Humanas. Desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e
					Tecnologia (IBICT), em parceria com instituições acadêmicas, a plataforma agrega
					artigos de periódicos científicos nacionais qualificados, com foco em garantir
					acesso gratuito, organizado e de qualidade à produção científica nacional. Seu
					objetivo é promover a visibilidade, a acessibilidade e o impacto das
					publicações, além de contribuir com a pesquisa científica ao permitir buscas por
					autor, título, palavras-chave, área temática e periódico.</p>
				<p>A busca, realizada em março de 2025, adotou como estratégia o uso de 03 (três)
					palavras-chave em português: influenciador(es) digitais, marketing de influência
					e comportamento do consumidor. Os artigos identificados abordaram temas
					relacionados a influenciadores digitais, comportamento do consumidor, marketing
					digital e estratégias de comunicação. Na busca, os estudos foram considerados,
					inicialmente, para um período de 10 (dez) anos, para se garantir a princípio um
					levantamento abrangente.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>2.3 TRIAGEM</title>
				<p>Foram considerados para triagem artigos com texto completo disponível. Nesta
					etapa, verificou-se não haver duplicidade de registros. Em seguida, foram
					analisados títulos e resumos para identificar se o foco era, de fato, acerca de
					influenciadores digitais. Nove (9) estudos que mencionavam ‘influência’ ou
					‘fatores influenciadores’, mas que se referiam a contextos distintos: como
					comportamento de consumo de forma ampla, contabilidade, gestão pública, entre
					outros, foram excluídos. Em seguida, foram aplicados critérios de elegibilidade
					mais específicos para refinar os estudos selecionados. Os critérios
					estabelecidos foram:</p>
				<list list-type="simple">
					<list-item>
						<p>a) ano de publicação: entre 2020 e 2025 - a fim de assegurar atualidade e
							pertinência aos contextos contemporâneos de atuação dos
							influenciadores;</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p>b) idioma: português, inglês ou espanhol - idiomas acessíveis para a
							análise e discussão dentro do escopo desta pesquisa.</p>
					</list-item>
				</list>
				<p>Após a aplicação desses critérios, verificou-se que 27 artigos atendiam
					plenamente às exigências estabelecidas. Esses trabalhos abordam aspectos como a
					relação entre influenciadores e consumidores, estratégias de comunicação em
					mídias sociais, marketing de influência, <italic>branding</italic> digital, uso
					de influenciadores virtuais e impactos da atuação de influenciadores em
					contextos específicos, como moda, turismo e varejo.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>2.4 INCLUSÃO</title>
				<p>Finalizada a fase de elegibilidade, foram incluídos 27 artigos na base definitiva
					da pesquisa. Estes foram considerados aptos por cumprirem os critérios formais e
					temáticos. Por outro lado, 23 artigos foram excluídos por apresentarem ao menos
					uma das seguintes inadequações: publicação anterior ao ano de 2020; ausência de
					foco direto em influenciadores digitais; uso genérico da expressão ‘fatores
					influenciadores’ ou ‘influência’ sem relação com o objeto central da pesquisa;
					redundância de conteúdo.</p>
				<p>A seleção final contempla uma diversidade de abordagens metodológicas
					(qualitativa, quantitativa e mista), bem como diferentes perspectivas sobre o
					impacto dos influenciadores digitais na sociedade contemporânea. São estudos que
					discutem desde a representação dos influenciadores até sua eficácia como
					mediadores entre marcas e públicos, passando pela crítica à glamourização ou à
					desglamourização da imagem pública em redes sociais. A seguir, discutimos
					aspectos ligados à análise desses estudos.</p>
			</sec>
		</sec>
		<sec sec-type="results|discussion">
			<title>3 RESULTADOS E DISCUSSÃO</title>
			<sec>
				<title>3.1 ANÁLISE DESCRITIVA</title>
				<p>Os artigos incluídos apresentam uma diversidade de abordagens metodológicas, com
					predominância de estudos empíricos (f=25) e pesquisas quantitativas f=(16) e
					menor ênfase em trabalhos teóricos (f=2) e pesquisas qualitativas (f=7),
					conforme <xref ref-type="table" rid="t1">quadro 1</xref>.</p>
				<table-wrap id="t1">
					<label>Quadro 1</label>
					<caption>
						<title>Quadro descritivo dos artigos analisados</title>
					</caption>
					<table>
						<thead>
							<tr>
								<th align="left"/>
								<th align="center">Autoria</th>
								<th align="center">Ano</th>
								<th align="center">Objetivo do artigo</th>
								<th align="center">Abordagem </th>
							</tr>
						</thead>
						<tbody>
							<tr>
								<td align="left">1</td>
								<td align="center">Batista e Leão</td>
								<td align="center">2024</td>
								<td align="center">Analisar como influenciadores digitais
									desconstroem e ressignificam imagens de celebridades na cultura
									pop.</td>
								<td align="center">Empírico <break/>Qualitativo</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">2</td>
								<td align="center">Tosta e Viana</td>
								<td align="center">2024</td>
								<td align="center">Identificar de que forma influenciadores digitais
									impactam as estratégias de marketing de influência de pequenas
									empresas</td>
								<td align="center">Empírico <break/>Qualitativo</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">3</td>
								<td align="center">Camargo</td>
								<td align="center">2024</td>
								<td align="center">Analisar a influência dos rostos humanos na
									percepção de confiabilidade e atenção dos consumidores em posts
									digitais.</td>
								<td align="center">Empírico <break/>Quantitativo</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">4</td>
								<td align="center">Farias <italic>et al.</italic></td>
								<td align="center">2024</td>
								<td align="center">Identificar características que tornam
									determinados perfis mais influentes e engajadores no
									Instagram.</td>
								<td align="center">Empírico <break/>Quantitativo</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">5</td>
								<td align="center">Pinto <italic>et al.</italic></td>
								<td align="center">2024</td>
								<td align="center">Compreender as relações entre consumidores e
									influenciadores virtuais, avaliando níveis de identificação e
									interação.</td>
								<td align="center">Empírico <break/>Quantitativo</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">6</td>
								<td align="center">Silva <italic>et al.</italic></td>
								<td align="center">
									<xref ref-type="bibr" rid="B35">2024</xref>
								</td>
								<td align="center">Analisar o papel das mídias sociais e dos
									influenciadores no comportamento de compra de mulheres
									empreendedoras.</td>
								<td align="center">Empírico <break/>Quantitativo</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">7</td>
								<td align="center">Batista e Leão</td>
								<td align="center">2023</td>
								<td align="center">Investigar a influência dos discursos de
									influenciadores na normalização corporal e no fenômeno da
									haterização nas redes sociais.</td>
								<td align="center">Empírico <break/>Qualitativo</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">8</td>
								<td align="center">Silva, Silva e Pinheiro</td>
								<td align="center">2023</td>
								<td align="center">Investigar o gerenciamento de imagem e a
									autenticidade entre nanoinfluenciadores digitais.</td>
								<td align="center">Empírico <break/>Qualitativo</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">9</td>
								<td align="center">Silva, Siffert e Pinheiro</td>
								<td align="center">2023</td>
								<td align="center">Discutir o conceito de autenticidade nas práticas
									de marketing de influência.</td>
								<td align="center">Teórico</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">10</td>
								<td align="center">Baran e Porto</td>
								<td align="center">
									<xref ref-type="bibr" rid="B2">2023</xref>
								</td>
								<td align="center">Examinar como os perfis e o conteúdo de vídeo dos
									influenciadores de estilo de vida impactam a probabilidade de
									seguidores potenciais e atuais seguirem o influenciador nas
									mídias sociais</td>
								<td align="center">Empírico <break/>Quantitativo</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">11</td>
								<td align="center">Matos e Andreoli</td>
								<td align="center">2022</td>
								<td align="center">Avaliar a influência de campanhas com
									influenciadores na experiência e percepção emocional dos
									consumidores.</td>
								<td align="center">Empírico Quantitativo</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">12</td>
								<td align="center">Pereira e Moura</td>
								<td align="center">2022</td>
								<td align="center">Avaliar o papel dos influenciadores digitais na
									decisão de viagem de consumidores.</td>
								<td align="center">Empírico <break/>Misto</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">13</td>
								<td align="center">Fernandes e Barbosa</td>
								<td align="center">2022</td>
								<td align="center">Mapear a produção científica sobre branding e
									influenciadores digitais.</td>
								<td align="center">Empírico Quantitativo</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">14</td>
								<td align="center">Souza, Mendes Filho e Marques Júnior</td>
								<td align="center">2022</td>
								<td align="center">Compreender a percepção do consumidor turístico
									ao utilizar marketing de conteúdo digital no planejamento de
									viagens</td>
								<td align="center">Empírico <break/>Quantitativo</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">15</td>
								<td align="center">Souza, Silva e Sandes</td>
								<td align="center">2022</td>
								<td align="center">Discutir como a estratégia combinada de marketing
									experiencial e de marketing de influência pode conduzir a um
									aumento do brand awareness digital de uma marca.</td>
								<td align="center">Empírico<break/>Qualitativo</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">16</td>
								<td align="center">Leão, Moura e Nunes</td>
								<td align="center">2022</td>
								<td align="center">Compreender a influência simbólica e identitária
									dos influenciadores no mercado cultural.</td>
								<td align="center">Empírico <break/>Qualitativo</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">17</td>
								<td align="center">Thiago, Trigueiro e Souza</td>
								<td align="center">
									<xref ref-type="bibr" rid="B40">2022</xref>
								</td>
								<td align="center">Avaliar como as estratégias digitais de
									comunicação impactam as decisões de consumo.</td>
								<td align="center">Empírico <break/>Quantitativo</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">18</td>
								<td align="center">Barbosa, Ferreira e Christino</td>
								<td align="center">2022</td>
								<td align="center">Investigar tendências e lacunas na relação entre
									influenciadores e construção de marca.</td>
								<td align="center" valign="top">Empírico Quantitativo</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">19</td>
								<td align="center">Fernandes e Lima</td>
								<td align="center">2022</td>
								<td align="center">Investigar a relação entre influenciadores e a
									construção de identidade de marca.</td>
								<td align="center" valign="top">Empírico Quantitativo</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">20</td>
								<td align="center">Souza <italic>et al.</italic></td>
								<td align="center">2022</td>
								<td align="center">Relacionar marketing de conteúdo e influência
									digital ao comportamento de compra.</td>
								<td align="center">Empírico Quantitativo</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">21</td>
								<td align="center">Müller <italic>et al.</italic></td>
								<td align="center">2021</td>
								<td align="center">Analisar como influenciadores digitais de dietas
									low-carb buscam autenticidade em seus discursos de imagens
									produzidos no Instagram.</td>
								<td align="center">Empírico Qualitativo</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">22</td>
								<td align="center">Andreoli e Vieira</td>
								<td align="center">2021</td>
								<td align="center">Verificar a atuação de influenciadores digitais
									no<break/>protagonismo de campanhas publicitárias</td>
								<td align="center">Empírico <break/>Mista</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">23</td>
								<td align="center">Gammarano <italic>et al.</italic></td>
								<td align="center">2020</td>
								<td align="center">Identificar os fatores que determinam a confiança
									e a intenção de compra mediada por influenciadores.</td>
								<td align="center">Empírico Quantitativo</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">24</td>
								<td align="center">Floriano <italic>et al.</italic></td>
								<td align="center">2020</td>
								<td align="center">Avaliar em que grau a orientação para a
									comparação social mediante o uso do Facebook influencia o
									materialismo.</td>
								<td align="center">Empírico Quantitativo</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">25</td>
								<td align="center">Santos</td>
								<td align="center">
									<xref ref-type="bibr" rid="B33">2020</xref>
								</td>
								<td align="center">Discutir o papel do prossumidor e do
									influenciador na criação de conteúdo digital.</td>
								<td align="center">Teórico</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">26</td>
								<td align="center">Polli <italic>et al.</italic></td>
								<td align="center">
									<xref ref-type="bibr" rid="B30">2020</xref>
								</td>
								<td align="center">Explorar como a humanização do marketing digital
									afeta a empatia e o engajamento do público.</td>
								<td align="center">Empírico Quantitativo</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">27</td>
								<td align="center">Dias <italic>et al.</italic></td>
								<td align="center">2020</td>
								<td align="center">Identificar como confiança e segurança
									influenciam o comportamento de compra online.</td>
								<td align="center">Empírico Quantitativo</td>
							</tr>
						</tbody>
					</table>
					<table-wrap-foot>
						<attrib>Fonte: autores (2025).</attrib>
					</table-wrap-foot>
				</table-wrap>
				<p>O ano de 2020 foi marcado pelo início da pandemia de COVID-19, quando o cenário
					global impulsionou o uso intensivo de estratégias digitais nos negócios, tendo
					sido publicados 05 artigos ligados a essa temática. Em 2021, 02 publicações
					foram identificadas; embora, no tocante à evolução da produção científica ligada
					ao marketing de influência (<xref ref-type="fig" rid="f2">gráfico 1</xref>),
					observou-se que o ano de 2022 foi o de maior quantidade de publicações (f=10),
					com ênfase em estudos quantitativos (f=7).</p>
				<p>
					<fig id="f2">
						<label>Gráfico 1</label>
						<caption>
							<title>Artigos publicados por ano, tipo e abordagem</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="1984-7297-regea-14-03-0151-gf02.tif"
							xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink"/>
						<attrib>Fonte: autores (2025).</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>Em 2023, foram publicados 04 artigos, sendo 02 empíricos-qualitativos, 01
					quantitativo e 01 teórico. Em 2024, houve predominância de estudos empíricos
					quantitativos, totalizando 06 artigos neste ano. No ano de 2025, não foram
					identificados artigos, provável reflexo da data da coleta (março).</p>
				<p>O <italic>corpus</italic> final, composto por 27 artigos, representa um conjunto
					atual e pertinente para embasar discussões sobre o impacto dos influenciadores
					digitais; em especial, considerando a realidade brasileira, posto que, dos
					estudos empíricos, apenas um se debruça sobre o cenário português. O <xref
						ref-type="table" rid="t1">quadro 1</xref> apresenta os propósitos centrais
					de cada trabalho, mas foi possível observar uma ênfase ligada à construção e à
					gestão da autenticidade digital, com trabalhos investigando como os
					influenciadores atuam e mantêm a percepção de genuinidade em suas comunicações.
					Outra ênfase é a de estudos que abordam o impacto comportamental e decisório dos
					influenciadores, investigando como eles afetam decisões de consumo, hábitos e
					outros processos sociais. Uma terceira ênfase é a de estratégias e práticas de
					marketing de influência, com artigos que exploram os fatores de engajamento, o
					uso por pequenas empresas, a integração com o marketing experiencial e o papel
					de crescente impacto dos influenciadores. Por fim, observou-se atenção quanto a
					dimensões simbólicas e identitárias da influência, destacando como os
					influenciadores participam da construção de identidades pessoais e de marca, bem
					como das interações simbólicas no mercado cultural.</p>
				<p>Quanto aos métodos adotados pelos pesquisadores, observou-se, conforme destacado,
					um predomínio de estudos empíricos descritivos, sobretudo recorrendo ao uso de
						<italic>survey</italic>, e abordagens analíticas que incluíram Modelagem de
					Equações Estruturais (e.g., <xref ref-type="bibr" rid="B39">Souza; Mendes Filho;
						Marques Júnior, 2022</xref>), algoritmos de segmentação avançados para
					identificar diferentes perfis de consumidores em relação a influenciadores
					virtuais (e.g., <xref ref-type="bibr" rid="B29">Pinto <italic>et al</italic>.,
						2024</xref>), e análise de cluster e discriminante (<xref ref-type="bibr"
						rid="B10">Dias <italic>et al</italic>., 2020</xref>). Há ainda uma
					diversidade de estudos qualitativos. Nestes, foi possível observar sofisticação
					teórico-metodológica com variadas técnicas de análise. A Análise de Discurso
					Foucaultiana foi identificada nos trabalhos de <xref ref-type="bibr" rid="B4"
						>Batista e Leão (2024)</xref>, na análise de blogs de fofocas para
					compreender a desglamourização de divas pop, de <xref ref-type="bibr" rid="B5"
						>Batista e Leão (2023)</xref>, quando investigam a haterização por meio de
					paratextualização, e de <xref ref-type="bibr" rid="B22">Leão, Moura e Nunes
						(2022)</xref>, na análise de 4006 miniaturas de vídeos do YouTube,
					identificando as posições ideológicas de influenciadores. Outros artigos
					recorreram à Análise Temática (e.g., <xref ref-type="bibr" rid="B34">Silva;
						Silva; Pinheiro, 2023</xref>), Análise de Conteúdo com auxílio de software
					(e.g., <xref ref-type="bibr" rid="B27">Müller <italic>et al</italic>.,
						2021</xref>). O trabalho de <xref ref-type="bibr" rid="B38">Souza, Silva e
						Sandes (2022)</xref>, por sua vez, combinou análise qualitativa com métricas
					digitais. No caso de estudos mistos, o trabalho de <xref ref-type="bibr"
						rid="B1">Andreoli e Vieira (2021)</xref> recorreu, inicialmente, à pesquisa
					exploratória, com dados secundários, e depois ao uso de
						<italic>eye-tracking</italic> para capturar dados fisiológicos de
					consumidores, em face da atuação de influenciadores, e questionários.</p>
				<p>Apesar do destaque quanto ao potencial do neuromarketing no âmbito da pesquisa
						(<xref ref-type="bibr" rid="B8">Camargo, 2024</xref>), entre os trabalhos,
					não foram observados estudos longitudinais, bem como se observaram lacunas
					quanto à análise de big data, análise de sentimentos e comparações
					internacionais. Ainda que tenham sido identificados trabalhos qualitativos que
					contribuem à geração de teoria no campo do marketing de influência (<xref
						ref-type="bibr" rid="B22">Leão; Moura; Nunes, 2022</xref>; <xref
						ref-type="bibr" rid="B27">Müller <italic>et al</italic>., 2021</xref>; <xref
						ref-type="bibr" rid="B34">Silva; Silva; Pinheiro, 2023</xref>; <xref
						ref-type="bibr" rid="B36">Silva; Siffert; Pinto, 2023</xref>), a
					distribuição aponta para a necessidade de incursões teóricas e análises
					qualitativas, visando ao maior aprofundamento sobre o tema.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>3.2 ANÁLISE TEMÁTICA</title>
				<sec>
					<title>3.2.1 Principais temas identificados</title>
					<p>A Análise Temática (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Braun; Clarke,
						2006</xref>) permitiu a leitura dos artigos por meio da perspectiva de
						identificação de categorias e dimensões, visando à geração um olhar
						panorâmico sobre o conjunto de trabalhos analisados. A Análise Temática
						consiste em análise qualitativa adequada para contextos investigativos
						exploratórios porque busca identificar, analisar e reportar padrões (temas)
						contidos em dados e associados ao tópico de pesquisa. No presente estudo,
						buscamos identificar como as estratégias do marketing de influência foram
						abordadas nos artigos. A partir da revisão, foi possível identificar que o
						marketing de influência tem ganhado crescente atenção na produção científica
						nacional e se direcionado como percurso estratégico para as marcas que
						desejam se destacar em ambientes digitais.</p>
					<p>Entretanto, na produção analisada, a maior parte dos artigos se debruça sobre
						a percepção dos consumidores, e não propriamente nas estratégias
						operacionais. Assim, os artigos analisados revelam que, embora o marketing
						de influência possa abarcar diversas abordagens, algumas estratégias são
						destacadas para serem discutidas nos tópicos seguintes:</p>
					<list list-type="simple">
						<list-item>
							<p>a) parcerias com influenciadores digitais;</p>
						</list-item>
						<list-item>
							<p>b) <italic>unboxing</italic> e <italic>review</italic> de produtos
								e;</p>
						</list-item>
						<list-item>
							<p>c) sorteios acompanhados de cupons promocionais ou códigos de
								desconto. </p>
						</list-item>
					</list>
					<p>Outras estratégias identificadas consideraram o uso de conteúdo educacional e
						tutoriais, como tutoriais de maquiagem (e.g., <xref ref-type="bibr"
							rid="B26">Matos; Andreoli, 2022</xref>), nanoinfluenciadores
						nutricionistas compartilhando dicas, receitas saudáveis e orientações
						profissionais (e.g., <xref ref-type="bibr" rid="B34">Silva; Silva; Pinheiro,
							2023</xref>) ou conteúdo educativo sobre finanças e investimentos (e.g.,
							<xref ref-type="bibr" rid="B1">Andreoli; Vieira, 2021</xref>). O
							<italic>storytelling</italic> e compartilhamento de rotina, tanto
						pessoal quanto profissional, como meio para criar conexões emocionais,
						também foram identificados como estratégia (e.g., <xref ref-type="bibr"
							rid="B38">Souza; Silva; Sandes, 2022</xref>; <xref ref-type="bibr"
							rid="B34">Silva; Silva; Pinheiro, 2023</xref>; <xref ref-type="bibr"
							rid="B3">Barbosa; Ferreira; Christino, 2022</xref>). Outras estratégias
						identificadas incluíram o envio de mimos e produtos para os influenciadores
						testarem e divulgarem (e.g., <xref ref-type="bibr" rid="B3">Barbosa;
							Ferreira; Christino, 2022</xref>), o uso de conteúdo interativo no
						Instagram como principal, mais o uso complementar de outras plataformas
						(e.g., <xref ref-type="bibr" rid="B41">Tosta; Viana, 2024</xref>) e
						lançamento de produtos próprios (<xref ref-type="bibr" rid="B26">Matos;
							Andreoli, 2022</xref>).</p>
					<p>Estas estratégias foram recorrentemente apontadas como ferramentas eficazes
						para ampliar a visibilidade da marca, estimular o engajamento com o público
						e gerar conversões comerciais. Além disso, os estudos indicam que o uso
						dessas práticas não se limita às grandes empresas: micro e pequenas empresas
						também têm investido no marketing de influência via micro e
						nanoinfluenciadores como uma alternativa acessível e eficaz para alcançar
						novos mercados e fortalecer a presença digital (<xref ref-type="bibr"
							rid="B41">Tosta; Viana, 2024</xref>), especialmente após o impacto da
						pandemia de COVID-19, que acelerou a digitalização dos negócios. A seguir,
						cada uma dessas estratégias será discutida, considerando sua ênfase nos
						estudos revisados, os contextos em que são aplicadas, os desafios
						observados, os impactos identificados e as principais recomendações
						extraídas da literatura científica.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>3.2.2 Parceria com influenciadores</title>
					<p>A estratégia de parceria com influenciadores digitais constitui o alicerce
						das práticas atuais de marketing de influência no Brasil. Essa prática,
						amplamente discutida na literatura, baseia-se na associação direta entre
						marcas e personalidades das redes sociais que possuem forte capacidade de
						engajamento e relacionamento com nichos específicos de audiência. Os artigos
						analisados demonstram que essa estratégia evoluiu de um formato publicitário
						tradicional para uma abordagem mais relacional, centrada na autenticidade e
						na construção de comunidades.</p>
					<p>No estudo conduzido por <xref ref-type="bibr" rid="B41">Tosta e Viana
							(2024)</xref>, percebe-se que gestores de pequenas empresas valorizam a
						naturalidade da comunicação dos influenciadores como um diferencial. A
						empresa busca não apenas a visibilidade que o influenciador pode oferecer,
						mas também a autoridade simbólica que ele exerce junto a seu público. Essa
						percepção confirma a ideia de que o influenciador atua como um mediador de
						confiança, responsável por transmitir legitimidade à marca (<xref
							ref-type="bibr" rid="B7">Brown; Hayes, 2008</xref>).</p>
					<p>
						<xref ref-type="bibr" rid="B38">Souza, Silva e Sandes (2022)</xref>
						apresentam parcerias estratégicas entre marcas e influenciadoras, incluindo
						eventos experienciais personalizados, e <xref ref-type="bibr" rid="B1"
							>Andreoli e Vieira (2021)</xref> analisam o protagonismo de
						influenciadoras em campanhas publicitárias. Outra dimensão destacada pelos
						estudos é o uso estratégico de micro e nanoinfluenciadores, a exemplo de
						parcerias com nanoinfluenciadores nutricionistas (e.g., <xref
							ref-type="bibr" rid="B34">Silva; Silva; Pinheiro, 2023</xref>) que,
						embora possuam menor alcance numérico, demonstram índices de engajamento
						mais elevados. Esses perfis se caracterizam por uma maior proximidade com os
						seguidores, o que torna a comunicação mais íntima e eficaz. Essa é uma
						preferência evidente nas empresas entrevistadas por <xref ref-type="bibr"
							rid="B41">Tosta e Viana (2024)</xref>, que priorizam influenciadores
						regionais com atuação em nichos de mercado, como beleza, alimentação e
						saúde.</p>
					<p>Além disso, o formato de parceria tem se tornado mais sofisticado.
						Atualmente, não se trata apenas de uma postagem pontual, mas de relações
						contínuas, nas quais o influenciador passa a representar a marca em diversas
						ações, como eventos, lives e campanhas temáticas, como no exemplo de
						parceria firmadas com influenciadoras como a Bianca Andrade, caso analisado
						por <xref ref-type="bibr" rid="B26">Matos e Andreoli (2022)</xref>. Essa
						prática é coerente com os conceitos de Marketing 5.0, de <xref
							ref-type="bibr" rid="B19">Kotler, Kartajaya e Setiawan (2021)</xref>,
						que destacam a importância da cocriação de valor entre marcas e seus
						públicos, por meio de vozes confiáveis.</p>
					<p>No entanto, o sucesso da parceria depende de alguns fatores críticos:
						alinhamento de valores, autenticidade da comunicação, histórico de
						engajamento e clareza nas métricas de desempenho. Quando esses elementos não
						estão presentes, a estratégia pode gerar ruídos, perda de credibilidade ou
						baixo retorno sobre o investimento. Portanto, como destacam <xref
							ref-type="bibr" rid="B25">Lou e Yuan (2019)</xref>, é necessário que a
						escolha do influenciador seja orientada não apenas por métricas
						quantitativas, mas, principalmente, por critérios qualitativos e
						simbólicos.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>3.2.3 <italic>Unboxing e reviews</italic></title>
					<p>A estratégia de <italic>unboxing e review</italic> é uma das mais
						emblemáticas na prática do marketing de influência. Trata-se de uma prática
						em que o influenciador mostra, em tempo real ou por vídeo gravado, a
						abertura de um produto (<italic>unboxing</italic>), seguido de um relato
						pessoal sobre sua experiência de uso (<italic>review</italic>). Essa prática
						tem como principal objetivo reduzir a assimetria de informação entre marca e
						consumidor, permitindo que o público veja o produto em ação e obtenha uma
						opinião considerada “honesta” de alguém em quem confia.</p>
					<p>Conforme discutido por <xref ref-type="bibr" rid="B34">Silva, Silva e
							Pinheiro (2023)</xref>, os <italic>unboxing e reviews</italic> ocupam um
						espaço de destaque na formação da confiança do consumidor, pois se inserem
						na lógica da prova social (<italic>social proof</italic>) e da recomendação
						por pares, dois pilares fundamentais do comportamento de compra na internet.
						No estudo de <xref ref-type="bibr" rid="B41">Tosta e Viana (2024)</xref>,
						gestores afirmam que campanhas baseadas em <italic>reviews</italic>
						espontâneos resultaram em picos de engajamento e, em muitos casos, aumento
						nas vendas. Isso ocorre porque os consumidores valorizam experiências
						práticas, especialmente quando o conteúdo é apresentado de maneira autêntica
						e integrada à rotina do influenciador.</p>
					<p>Do ponto de vista estratégico, essa tática é particularmente eficaz em
						segmentos em que o produto é sensorial ou experiencial, como cosméticos,
						alimentos, moda e eletrônicos. O <italic>review</italic> permite que o
						influenciador explore atributos como textura, aroma, funcionalidade,
						embalagem e desempenho - elementos que são difíceis de comunicar apenas com
						textos ou imagens estáticas. <xref ref-type="bibr" rid="B26">Matos e
							Andreoli (2022)</xref> abordam o uso de tutoriais de maquiagem
						associados às demonstrações de produtos, e, de acordo com <xref
							ref-type="bibr" rid="B24">Lincoln (2016)</xref>, a riqueza sensorial no
						conteúdo ajuda a compensar a ausência de contato físico no e-commerce,
						tornando o review uma extensão da vitrine digital.</p>
					<p>Além disso, os <italic>unboxings</italic> contribuem para o posicionamento da
						marca como transparente e confiável. Quando o influenciador elogia o produto
						de forma espontânea e ressalta seus diferenciais, ele se torna um promotor
						informal da marca, criando um vínculo emocional com os seguidores. Porém,
						estudiosos também alertam para o risco da perda de credibilidade caso o
						conteúdo seja percebido como excessivamente patrocinado ou artificial (<xref
							ref-type="bibr" rid="B16">Gerlich, 2023</xref>). Outro aspecto é o
						potencial que essa estratégia tem de viralizar sobretudo quando o
						influenciador já possui uma comunidade engajada. Os vídeos de
							<italic>unboxing</italic> no <italic>YouTube</italic> e no
							<italic>TikTok</italic>, por exemplo, geralmente têm alto índice de
						compartilhamento, comentários e curtidas; assim, trata-se de ação que tende
						a fortalecer o vínculo com a marca de forma mais espontânea e duradoura.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>3.2.4 Sorteios e códigos de desconto</title>
					<p>A estratégia de sorteios e uso de cupons promocionais com influenciadores é
						amplamente adotada por empresas brasileiras, sobretudo as de pequeno e médio
						porte, como forma de atrair novos seguidores, estimular o engajamento e
						impulsionar as vendas de curto prazo. Essa prática baseia-se na lógica da
						recompensa imediata: o consumidor é incentivado a seguir a marca, marcar
						amigos ou visitar o site em troca da possibilidade de ganhar um prêmio ou
						obter um desconto exclusivo.</p>
					<p>
						<xref ref-type="bibr" rid="B41">Tosta e Viana (2024)</xref> destacam que
						essa estratégia tem sido particularmente eficaz em momentos de lançamento de
						produtos, abertura de novas lojas ou períodos promocionais, como Black
						Friday. Os gestores relatam que as campanhas com sorteios aumentaram
						significativamente o alcance das postagens e o número de seguidores nas
						redes sociais, especialmente no Instagram. Essa expansão rápida da
						visibilidade é vista como uma porta de entrada para futuras estratégias de
						relacionamento com os consumidores.</p>
					<p>Contudo, há limitações importantes. <xref ref-type="bibr" rid="B21">Le e
							Aydin (2023)</xref> alertam que muitos dos seguidores conquistados
						durante os sorteios são motivados apenas pelo prêmio, não se engajando com
						os conteúdos da marca no médio e longo prazo. Isso pode gerar um aumento
						artificial dos indicadores quantitativos (como número de seguidores), mas
						com baixa conversão em vendas reais ou fidelização. Além disso, há riscos
						associados à banalização dessa estratégia. Quando os sorteios são
						excessivos, mal planejados ou pouco criativos, eles podem prejudicar a
						imagem da marca e gerar desconfiança no público. Para evitar esse efeito, os
						especialistas recomendam que os sorteios sejam esporádicos, bem estruturados
						e ofereçam prêmios relevantes e alinhados ao público-alvo. O uso de códigos
						personalizados para cada influenciador também é apontado como uma boa
						prática, pois permite mensurar o desempenho individual de cada campanha,
						conforme discutido por <xref ref-type="bibr" rid="B17">Kannan <italic>et
								al.</italic> (2017)</xref>.</p>
					<p>Por fim, é importante destacar que, embora os cupons e os sorteios tenham um
						apelo mais comercial, eles podem ser integrados a estratégias mais amplas de
						construção de marca. Quando combinados com ações de conteúdo,
							<italic>storytelling</italic> ou campanhas de propósito (e.g., <xref
							ref-type="bibr" rid="B38">Souza; Silva; Sandes, 2022</xref>; <xref
							ref-type="bibr" rid="B34">Silva; Silva; Pinheiro, 2023</xref>; <xref
							ref-type="bibr" rid="B3">Barbosa; Ferreira; Christino, 2022</xref>), os
						códigos promocionais funcionam como um gatilho de ativação, reforçando a
						percepção de valor e acessibilidade dos produtos ofertados.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>3.2.5 Principais eixos indicados para futuras pesquisas</title>
					<p>Entre as lacunas identificadas por autores dos artigos analisados,
						identifica-se a ênfase sobre a necessidade de se estudar melhor como
						influenciadores constroem e mantêm autenticidade, realçando-se, por exemplo,
						a análise de como consumidores percebem a transparência nas parcerias
						construídas, bem como estudando a autenticidade em diferentes contextos
						culturais ou sob a perspectiva institucional (<xref ref-type="bibr"
							rid="B27">Müller <italic>et al</italic>., 2021</xref>; <xref
							ref-type="bibr" rid="B26">Matos; Andreoli, 2022</xref>; <xref
							ref-type="bibr" rid="B34">Silva; Silva; Pinheiro, 2023</xref>; <xref
							ref-type="bibr" rid="B36">Silva, Siffert; Pinto, 2023</xref>).</p>
					<p>Outros autores apontam a relevância de se expandir os estudos para se
						considerar outras plataformas além do Instagram e do Facebook, considerando
						que TikTok, LinkedIn, Twitch e outros são menos estudados, analisando-se
						especificidades das plataformas ou a maneira como influenciadores migram de
						uma para outra (<xref ref-type="bibr" rid="B26">Matos; Andreoli,
						2022</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B39">Souza; Mendes Filho; Marques
							Júnior, 2022</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B14">Floriano <italic>et
								al</italic>., 2020</xref>).</p>
					<p>Observou-se a sugestão de estudos internacionais comparativos ou replicação
						de estudos em outros países (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Batista e Leão,
							2024</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B3">Barbosa, Ferreira e
							Christino, 2022</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B14">Floriano et al.,
							2020</xref>), a análise comparativa entre diferentes setores, como
						exemplo na área da medicina em que não se pode usar determinadas estratégias
						de maneira indiscriminada (<xref ref-type="bibr" rid="B41">Tosta; Viana,
							2024</xref>), a realização de estudos longitudinais, para que se
						acompanhe a evolução da relação entre influenciador(es) e consumidor(es),
						bem como a investigação de diferentes níveis de influenciadores, como nano,
						micro, macro e mega influenciadores e como as estratégias de atuação variam
						entre eles (<xref ref-type="bibr" rid="B34">Silva; Silva; Pinheiro,
							2023</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B3">Barbosa; Ferreira;
							Christino, 2022</xref>).</p>
					<p>Outros autores apontam recomendações metodológicas em futuros estudos,
						incluindo o aperfeiçoamento de métodos quantitativos a partir da ampliação
						de amostras (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Gammarano <italic>et
								al.</italic>, 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B39">Souza;
							Mendes Filho; Marques Júnior, 2022</xref>) ou realização de experimentos
						presenciais com maior controle (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Andreoli;
							Vieira, 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B8">Camargo,
						2024</xref>), bem como avanço no uso de métodos qualitativos que incluam
						netnografias em múltiplas plataformas (<xref ref-type="bibr" rid="B27"
							>Müller <italic>et al</italic>., 2021</xref>).</p>
				</sec>
			</sec>
		</sec>
		<sec>
			<title>4 CONSIDERAÇÕES FINAIS E SUGESTÕES PARA FUTURAS PESQUISAS</title>
			<p>Diante da crescente importância dos influenciadores no cenário do marketing digital,
				este estudo buscou contribuir para a literatura da área, oferecendo uma visão
				abrangente sobre o modo como as estratégias do marketing de influência têm sido
				abordadas nos principais periódicos científicos brasileiros, apontando ainda
				direções potenciais para futuros estudos, na perspectiva de ampliação de agenda de
				pesquisa nesse campo. A análise dos artigos publicados em periódicos nacionais
				destacou uma importância crescente do marketing de influência como ferramenta
				estratégica na comunicação entre marcas e consumidores.</p>
			<p>Ao examinar as estratégias de marketing de influência na literatura, tais como
				parcerias com influenciadores digitais, <italic>unboxing</italic> e
					<italic>reviews</italic> de produtos, sorteios com cupons promocionais,
					<italic>storytelling</italic>, uso de conteúdos tutoriais, entre outras, é
				possível vislumbrar que o campo de estudos tem-se desenvolvido, mas ainda carece de
				um olhar investigativo mais focado na eficácia dessas estratégias. Foi possível
				observar que as parcerias com influenciadores emergem como a estratégia mais
				enfatizada na literatura, baseando-se na construção de vínculos simbólicos e
				relacionais entre influenciadores e marcas, para gerar credibilidade, engajamento e
				autoridade no ambiente digital. A literatura ressalta que não apenas influenciadores
				de grande alcance são eficazes, mas também micro e nanoinfluenciadores, cuja conexão
				com nichos específicos tende a produzir resultados mais qualificados. Os
					<italic>unboxing</italic> e <italic>reviews</italic> foram apontados como
				mecanismo de ajuda e redução de incertezas e fortalecimento da percepção de
				transparência e confiança, especialmente em segmentos que demandam experimentação
				sensorial ou técnica. Sorteios e códigos de desconto funcionam como táticas de apelo
				imediato e, embora úteis em curto prazo, há a necessidade de complementar essas
				ações com estratégias de fidelização e engajamento.</p>
			<p>Observou-se que, apesar das diferentes abordagens, entende-se a necessidade de se
				buscar alinhamento estratégico ligado à autenticidade em ações de marketing de
				influência. A eficácia das estratégias não estaria apenas nas táticas utilizadas,
				mas na capacidade de construir relacionamentos duradouros, dialogar com os valores
				do público e gerar conteúdo percebido como genuíno e relevante.</p>
			<p>No tocante a preocupações metodológicas, é possível reconhecermos o(s)
				influenciador(es) digital(is) como objeto de estudo multifacetado que demanda
				abordagens interdisciplinares e variadas do ponto de vista metodológico. A
				literatura aponta recomendações metodológicas para incluir o aperfeiçoamento de
				métodos quantitativos bem como avanço no uso de métodos qualitativos que deem conta
				de um objeto de estudo complexo.</p>
			<p>O conjunto de trabalhos traz ricas contribuições à ampliação da agenda de pesquisa
				ligada ao marketing de influência. Contudo, considerando a perspectiva de
				contribuição ao avanço dessa agenda, em especial considerando o uso de estratégias
				de marketing de influência, observam-se lacunas na literatura quanto à eficácia das
				estratégias exploradas. Pesquisas futuras podem explorar essas dimensões,
				contribuindo para consolidar o marketing de influência como um campo robusto.
				Observa-se, ainda, que a literatura realça o viés positivo, isto é, com foco nos
				benefícios ligados às estratégias, mas com risco de se negligenciar potenciais
				aspectos e efeitos negativos. Além de a ênfase de estudos girar em torno do público
				jovem, sugerindo a pertinência de se promover maior diversidade demográfica em
				futuros estudos, observa-se a necessidade de se ampliar discussões sobre aspectos
				éticos e de responsabilidade social que cercam estratégias e a atuação de
				influenciadores no contexto digital em face de contextos socioculturais distintos.
				Como limitação deste estudo, destaca-se a análise de uma única base de dados, o que
				limita o alcance dos resultados. Recomenda-se que revisões sistemáticas futuras
				ampliem o escopo para outras bases relevantes da área, a fim de enriquecer a
				compreensão sobre o tema.</p>
		</sec>
	</body>
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						[<italic>s. l</italic>.], v. 14, n. 2, p. 241-257, jul./dez.
					2024.</mixed-citation>
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					<article-title>Influenciadores Digitais e Seu Impacto Para Pequenas
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