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			<journal-id journal-id-type="publisher-id">regea</journal-id>
			<journal-title-group>
				<journal-title>Revista gestão em análise</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">R. Gest. Anál.</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="ppub">1984-7297</issn>
			<issn pub-type="epub">2359-618X</issn>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.12662/2359-618xregea.v14i1.p155-167.2025</article-id>
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					<subject>ARTIGOS</subject>
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				<article-title>PRÁTICAS DE GESTÃO DE CUSTOS NO CENÁRIO BRASILEIRO: UMA PESQUISA
					BIBLIOMÉTRICA</article-title>
				<trans-title-group xml:lang="en">
					<trans-title>COST MANAGEMENT PRACTICES IN THE BRAZILIAN SCENARIO: A BIBLIOMETRIC
						RESEARCH</trans-title>
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				<institution content-type="orgname">Universidade do Vale do Rio dos Sinos,
					Universidade Federal de Mato Grosso do Sul</institution>
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				<email>spribeiro@hotmail.com</email>
				<institution content-type="original">Doutor em Ciências Contábeis pela Universidade
					do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS). Professor do Curso de Ciências Contábeis na
					Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Três Lagoas - MS - BR</institution>
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				<institution content-type="orgname">Universidade Federal de Mato Grosso do
					Sul</institution>
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				<email>toyomacla@hotmail.com</email>
				<institution content-type="original">Especialização em Contabilidade Estratégicas
					pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS Graduada em Ciências
					Contábeis pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Três Lagoas - MS -
					BR</institution>
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				<institution content-type="orgname">Universidade Federal do Rio Grande do Sul,
					Universidade Federal de Mato Grosso do Sul</institution>
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				<country country="BR">BR</country>
				<email>sirlei.tonello@yahoo.com.br</email>
				<institution content-type="original">Doutora em Agronegócio pela Universidade
					Federal do Rio Grande do Sul. Professora associada da Universidade Federal de
					Mato Grosso do Sul. Três Lagoas - MS - BR</institution>
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				<institution content-type="orgname">Pontifícia Universidade Católica do Rio de
					Janeiro</institution>
				<email>eloibrandt@hotmail.com</email>
				<institution content-type="original">Mestre em Administração de Empresas pela
					Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Professor convidado em
					cursos de MBA da UNISINOS, IMED, UNIVATES, UCS, UNIJUI, UNIARP, SETREM, CESURG e
					UNOESC</institution>
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			<aff id="aff5">
				<institution content-type="orgname">Universidade Federal de São Carlos</institution>
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					<state>SP</state>
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				<email>nilton.carraro@ufscar.br</email>
				<institution content-type="original">Pós-Doutorando em Engenharia de Produção na
					UFSCAR. Professor Adjunto da Universidade Federal de São Carlos, Campus Lagoa do
					Sino. Buri - SP - BR</institution>
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			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>24</day>
				<month>03</month>
				<year>2025</year>
			</pub-date>
			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<year>2025</year>
			</pub-date>
			<volume>14</volume>
			<issue>1</issue>
			<fpage>155</fpage>
			<lpage>167</lpage>
			<history>
				<date date-type="received">
					<day>03</day>
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				<date date-type="accepted">
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					<year>2024</year>
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				<license license-type="open-access"
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					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
						licença Creative Commons Attribution, que permite uso, distribuição e
						reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original
						seja corretamente citado.</license-p>
				</license>
			</permissions>
			<abstract>
				<title>RESUMO</title>
				<p>Um dos atributos para que as empresas se mantenham competitivas no mercado global
					é a gestão de custos. Portanto, o estudo teve como objetivo descrever o cenário
					brasileiro da produção científica sobre práticas de gestão de custos nas
					empresas. Foi realizada pesquisa bibliométrica com 16 artigos científicos
					obtidos nas bases <italic>scielo, scopus</italic> e <italic>spell</italic>. Os
					resultados indicam que há baixo número de publicações, falta de continuidade nas
					pesquisas, poucos autores pesquisando o tema e ausência de abordagem teórica nos
					estudos. Vale ressaltar que todas as pesquisas foram publicadas em periódicos
					com boas avaliações, sendo 6 (seis) deles em periódicos avaliados com indicador
					“A” no Qualis-Capes.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>ABSTRACT</title>
				<p>One of the attributes for companies to remain competitive in the global market is
					cost management. Therefore, the study aimed to describe the Brazilian scenario
					of scientific production on cost management practices in companies. Bibliometric
					research was conducted on 16 scientific articles obtained from the Scielo,
					Scopus, and Spell databases. The results indicate a low number of publications,
					a lack of continuity in research, few authors researching the topic, and an
					absence of a theoretical approach in the studies. It is worth mentioning that
					all research was published in journals with good evaluations, 6 of them in
					journals evaluated with an “A” indicator in Qualis-Capes.</p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras-chave:</title>
				<kwd>gestão de custos</kwd>
				<kwd>competitividade</kwd>
				<kwd>controle</kwd>
				<kwd>revisão bibliométrica.</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<title>Keywords:</title>
				<kwd>cost management</kwd>
				<kwd>competitivity</kwd>
				<kwd>control</kwd>
				<kwd>bibliometric review.</kwd>
			</kwd-group>
		</article-meta>
	</front>
	<body>
		<sec sec-type="intro">
			<title>1 INTRODUÇÃO</title>
			<p>A contabilidade de custos auxilia os responsáveis pela gestão de custos a aprofundar
				conhecimentos e, consequentemente, otimizar os resultados (<xref ref-type="bibr"
					rid="B31">Veiga; Santos, 2017</xref>). <xref ref-type="bibr" rid="B9">Farias,
					Araújo e Fernandes (2016</xref>, p. 14) também mencionam que “as empresas estão
				buscando melhorar suas gestões de custos, o que coincide com o fato de desenvolverem
				diversas práticas que permitem uma otimização do gerenciamento, além de avaliá-las”.
				Assim, a gestão de custos é um atributo importante para todos os tipos e portes de
				empresas, sejam elas micro, pequenas, médias ou grandes empresas. Contudo, segundo
					<xref ref-type="bibr" rid="B13">Lima e Imoniana (2008)</xref>, os gestores
				desconhecem fatores específicos relacionados à gestão de custos.</p>
			<p>Quanto à aplicabilidade do tema, para <xref ref-type="bibr" rid="B8">Costa <italic>et
						al.</italic> (2019)</xref> as práticas de gestão de custos utilizadas pelas
				empresas de fruticultura ajudam a mensurar os diferentes custos envolvidos na
				atividade. <xref ref-type="bibr" rid="B7">Carraro <italic>et al.</italic>
					(2022)</xref> aplicaram diversos métodos de custeio no agronegócio e comprovaram
				que a metodologia de custeio Unidades por Esforço de Produção (UEP) pode gerar
				vantagem competitiva para seus usuários. Esse método gera indexadores que podem ser
				utilizados não só para reduzir custos monetários, mas também para reduzir o tempo de
				produção, proporcionando até duas safras e meia de grãos por ano, desde que não haja
				interferência de fatores climáticos. Além disso, <xref ref-type="bibr" rid="B21"
					>Ribeiro <italic>et al.</italic> (2023)</xref> investigaram o tema com
				microempreendedores individuais de um município de pequeno porte do interior de São
				Paulo e reuniram fatores de gestão de custos em quatro componentes.</p>
			<p>Quando se trata da gestão de custos em pequenas empresas, <xref ref-type="bibr"
					rid="B10">Heidhues e Kőszegi (2014)</xref> e <xref ref-type="bibr" rid="B33"
					>Zanin, Dal Magro e Mazzioni (2019)</xref> destacam que é uma ferramenta
				relevante, apesar de ser pouco utilizada. Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B29"
					>Terence e Escrivão Filho (2007</xref>, p. 38), “as organizações de pequeno
				porte possuem características específicas que exercem influência na sua atuação e
				demandam um processo diferenciado de gestão”. Dessa forma, estudos sobre
				determinados fatores associados à prática da gestão de custos podem contribuir para
				a tomada de decisão.</p>
			<p>Portanto, estudos sobre práticas de gestão de custos são relevantes por demonstrarem
				a importância e as contribuições dessas práticas para as empresas (<xref
					ref-type="bibr" rid="B19">Rebouças <italic>et al.</italic>, 2018</xref>). Assim,
				a questão que norteia esta pesquisa é: qual o cenário brasileiro da produção
				científica sobre as práticas de gestão de custos nas empresas? Para responder a essa
				questão, o objetivo da pesquisa é descrever o cenário brasileiro da produção
				científica sobre as práticas de gestão de custos nas empresas.</p>
			<p>Esta pesquisa é relevante porque sistematiza estudos publicados e destaca lacunas
				para a continuidade das investigações. Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B22"
					>Sampaio e Mancini (2007)</xref>, as revisões são úteis para integrar
				informações de um conjunto de estudos realizados, sobre uma determinada intervenção,
				que podem apresentar resultados conflitantes e/ou coincidentes, bem como identificar
				temas que necessitam de evidências e ajudar a orientar pesquisas futuras. Além
				disso, estudar os custos também está relacionado à sobrevivência, à competitividade
				e à lucratividade das empresas (<xref ref-type="bibr" rid="B23">Santos; Veiga,
					2014</xref>). Ao se referir às micro e pequenas empresas, elas estão aumentando
				sua participação na economia brasileira, respondendo por aproximadamente 30% do
				Produto Interno Bruto (PIB) (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Agência Brasil,
					2022</xref>). Portanto, para ter uma empresa estruturada é preciso gerenciar
				custos, inclusive para maximizar resultados.</p>
			<p>Ao promover a discussão sobre as produções acadêmicas, esta pesquisa destaca a
				reprodução de artefatos contábeis tradicionais, aplicáveis às grandes empresas, e
				levanta a necessidade de considerar as peculiaridades das pequenas empresas (<xref
					ref-type="bibr" rid="B3">Birk; Fedato; Pires, 2020</xref>). Assim, o
				aprofundamento da análise das práticas de gestão de custos como mecanismo de
				melhorias gerenciais e a compreensão do real contexto contribuem para o tema. Dessa
				forma, as pesquisas relacionadas ao tema têm ocorrido com maior frequência nos
				últimos anos e a coleta, análise e divulgação das principais considerações podem
				gerar <italic>insights</italic> para novas pesquisas.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>2 REVISÃO DA LITERATURA</title>
			<p>A gestão de custos corresponde às necessidades gerenciais de controlar os elementos
				que compõem seus produtos, avaliar resultados, analisar margens de contribuição,
				tomar decisões de mudanças nos processos produtivos, analisar os benefícios do uso
				de tecnologias avançadas de produção e dar suporte ao planejamento estratégico da
				organização (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Pompermayer, 1999</xref>). Segundo
					<xref ref-type="bibr" rid="B12">Jimenez-Franco e Gasparetto (2020)</xref>, uma
				das práticas de custos mais adotada no contexto atual é a resposta eficiente ao
				consumidor. Isso implica não apenas em atender às necessidades dos clientes de forma
				eficaz, mas também em entender suas expectativas e preferências.</p>
			<p>Quanto as práticas de gestão de custos, <xref ref-type="bibr" rid="B20">Reckziegel,
					Souza e Diehl (2007)</xref> destacam que a maioria das empresas utiliza o
				sistema de custeio por absorção e 13% utilizam uma combinação de sistemas de custeio
				por absorção e custeio variável. Similarmente, o estudo de <xref ref-type="bibr"
					rid="B6">Callado e Pinho (2014)</xref> destaca que as práticas de gestão de
				custos mais importantes praticadas pelas empresas do setor comercial são: cálculo da
				margem de lucro, análise financeira dos estoques e atenção ao fluxo de caixa e as
				práticas menos relevantes referem-se ao método adotado para alocar custos aos
				diversos produtos vendidos e analisar o preço de venda.</p>
			<p>Enquanto, para <xref ref-type="bibr" rid="B19">Rebouças <italic>et al.</italic>
					(2018)</xref> o sistema de custeio padrão apresentou o maior percentual de
				frequência de utilização nas empresas pesquisadas. Além disso, <xref ref-type="bibr"
					rid="B5">Callado, Callado e Almeida (2014)</xref> analisaram a presença de
				isomorfismo no aspecto de gestão de custos em empresas do setor farmacêutico.</p>
			<p>Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B29">Terence e Escrivão Filho (2007)</xref>, as
				especificidades, quando administradas, podem constituir uma vantagem competitiva, de
				forma que não se pode deixar de considerá-las no processo de gestão das pequenas
				empresas. Nesse sentido, <xref ref-type="bibr" rid="B34">Zonatto <italic>et
						al.</italic> (2014)</xref> investigaram a adoção de práticas conjuntas de
				gestão de custos em empresas de laticínios e constataram que tais práticas auxiliam
				na compreensão dos fatores contingencias, ou seja, colaboram para o entendimento da
				influência do ambiente interno e externo na gestão das empresas.</p>
			<p>Por outro lado, <xref ref-type="bibr" rid="B26">Souza, Weber e Campos (2015)</xref>
				analisaram os processos e práticas de gestão de custos logísticos internos em uma
				empresa moveleira e constataram que quanto mais pessoas e áreas envolvidas nos
				processos, maiores são as chances de gerar custos sem agregar valor ao produto. O
				processo de gestão de custos logísticos que mais gera custos é o transporte, devido
				à grande demanda de entregas para localidades distantes e à nova legislação que
				regulamenta a atuação dos condutores em viagens mais longas. Portanto, a utilização
				de um centro de distribuição e o auto abastecimento de parte da matéria-prima ajudam
				a reduzir os custos de transporte.</p>
			<p>Portanto, <xref ref-type="bibr" rid="B19">Rebouças <italic>et al.</italic>
					(2018)</xref> afirmam que pesquisas sobre esse tema auxiliam os gestores a
				aproveitar melhor os recursos e, consequentemente, produzir melhores resultados,
				favorecendo o desenvolvimento da região. Assim, as práticas de gestão de custos
				contribuem para as perspectivas das empresas, principalmente com aspectos econômicos
					(<xref ref-type="bibr" rid="B14">Nascimento; Braga; Callado, 2021</xref>).</p>
			<p>O <xref ref-type="table" rid="t1">Quadro 1</xref>, apresenta os estudos sobre
				práticas de gestão de custos nas empresas.</p>
			<table-wrap id="t1">
				<label>Quadro 1</label>
				<caption>
					<title>Síntese das pesquisas</title>
				</caption>
				<table>
					<thead>
						<tr>
							<th align="left" style="background-color:#d9d9d9" valign="top"
								>Autores</th>
							<th align="center" style="background-color:#d9d9d9">Objetivo</th>
							<th align="center" style="background-color:#d9d9d9">Síntese dos
								resultados</th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="left">
								<xref ref-type="bibr" rid="B27">Souza e Collaziol (2006)</xref>
							</td>
							<td align="center">Investigar as práticas de planejamento e controle dos
								custos da qualidade - em 53 empresas de médio e grande porte.</td>
							<td align="center">As empresas nacionais e internacionais não dão a
								devida importância aos custos da qualidade.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">
								<xref ref-type="bibr" rid="B2">Almeida, Machado e Panhoca
									(2012)</xref>
							</td>
							<td align="center">Investigar práticas de gestão de custos - em 54
								pequenas e médias empresas da construção civil.</td>
							<td align="center">As empresas que adotam a estratégia de diferenciação
								de custos têm maior relevância na utilização de práticas de gestão
								de custos.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">
								<xref ref-type="bibr" rid="B16">Oyadomari <italic>et al.</italic>
									(2015)</xref>
							</td>
							<td align="center">Investigar se os controles de planejamento, custos e
								indicadores de desempenho são suficientes para atingir um alto nível
								de desempenho organizacional - em 89 empresas de pequeno, médio e
								grande porte.</td>
							<td align="center">Mostrou menor importância dos controles de
								planejamento e maior importância do alinhamento de prioridades e
								indicadores para alcançar altos níveis de desempenho.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">
								<xref ref-type="bibr" rid="B11">Hespanhol e Fontana (2017)</xref>
							</td>
							<td align="center">Analisar a utilização das práticas de gestão
								estratégica de custos pelos gestores para tomada de decisão em uma
								empresa de grande porte.</td>
							<td align="center">A prática mais utilizada foi o custo-alvo, que
								auxilia no planejamento e controle das margens e preços dos
								produtos. As práticas de gestão são pouco utilizadas e têm pouca
								adesão.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">
								<xref ref-type="bibr" rid="B12">Jimenez-Franco e Gasparetto
									(2020)</xref>
							</td>
							<td align="center">Avaliar a aplicação de práticas de gestão de custos
								logísticos - em 64 industrias de grande porte.</td>
							<td align="center">A prática mais amplamente aplicada para a gestão de
								custos logísticos é a Resposta Eficiente ao Consumidor, seguida pelo
								Custeio Baseado em Atividades.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">
								<xref ref-type="bibr" rid="B20">Reckziegel, Souza e Diehl
									(2007)</xref>
							</td>
							<td align="center">Analisar a aderência às práticas de gestão de custos
								por 5 empresas de grande porte do setor de abrasivos e
								refratários.</td>
							<td align="center">Há preferência por práticas tradicionais de controle
								e gestão de custos e, consequentemente, baixa adoção de novas
								práticas.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">
								<xref ref-type="bibr" rid="B4">Callado e Callado (2011)</xref>
							</td>
							<td align="center">Identificar as relações entre o grau de sofisticação
								do sistema de custos e alguns dos principais aspectos da gestão de
								custos - em 30 empresas agroindustriais de pequeno porte.</td>
							<td align="center">Há relações entre o grau de sofisticação do sistema
								de custos (avaliação dos estoques, elaboração de orçamentos,
								valorização dos insumos utilizados, método de apropriação dos
								custos, atualização das informações de custos) e práticas de gestão
								de custos.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">
								<xref ref-type="bibr" rid="B25">Souza <italic>et al.</italic>
									(2013)</xref>
							</td>
							<td align="center">Identificar as práticas de gestão dos custos
								logísticos utilizadas por uma empresa do setor alimentício - grande
								porte</td>
							<td align="center">As práticas de gestão de custos identificadas são:
								cálculo da margem de ganho, identificação do resultado econômico por
								cliente, representante, mercado, unidade de negócio e produto.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">
								<xref ref-type="bibr" rid="B34">Zonatto <italic>et al.</italic>
									(2014)</xref>
							</td>
							<td align="center">Investigar a adoção de práticas de gestão de custos
								conjuntos - em 43 indústrias de laticínios de pequeno porte.</td>
							<td align="center">Apenas laticínios produtores de queijo e derivados
								gerenciam custos conjuntos, utilizando estas informações no processo
								de planejamento e controle.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">
								<xref ref-type="bibr" rid="B24">Souza, Rempel e Silva (2014)</xref>
							</td>
							<td align="center">Identificar as práticas de gestão de custos
								logísticos em uma empresa do setor de alimentos e bebidas - grande
								porte.</td>
							<td align="center">Evidenciam a adoção de práticas de gestão de custos
								logísticos em níveis superiores aos encontrados em estudos empíricos
								relacionados.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">
								<xref ref-type="bibr" rid="B6">Callado e Pinho (2014)</xref>
							</td>
							<td align="center">Investigar práticas de gestão de custos entre micro e
								pequenas empresas que atuam no setor comercial e prestação de
								serviços em busca de evidências de isomorfismo.</td>
							<td align="center">Os resultados obtidos apresentam evidências
								estatísticas significativas sobre semelhanças acerca das práticas
								referentes à gestão de custos indicando a presença de isomorfismo
								mimético entre elas.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">
								<xref ref-type="bibr" rid="B5">Callado, Callado e Almeida
									(2014)</xref>
							</td>
							<td align="center">Investigar a presença de isomorfismo dentre os
								principais aspectos da gestão de custos no âmbito de empresas do
								setor de informática - pequeno porte.</td>
							<td align="center">Os resultados indicam a presença de isomorfismo para
								a maioria das práticas gerenciais consideradas no âmbito das
								empresas pesquisadas.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">
								<xref ref-type="bibr" rid="B26">Souza <italic>et al.</italic>
									(2015)</xref>
							</td>
							<td align="center">Analisar os processos e práticas da gestão de custos
								logísticos internos de uma empresa moveleira de grande porte.</td>
							<td align="center">Dentre os processos de gestão logística interna, o
								que mais gera custos é o transporte, porém, quando o estoque do
								varejo é mal administrado, gera uma carga incremental de custos de
								oportunidade.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">
								<xref ref-type="bibr" rid="B19">Rebouças <italic>et al.</italic>
									(2018)</xref>
							</td>
							<td align="center">Identificar as práticas da gestão de custos
								utilizadas pelas indústrias salineiras no Estado do Rio Grande do
								Norte - Pesquisa aplicada a 22 empresas de pequeno, médio e grande
								porte.</td>
							<td align="center">Buscam aperfeiçoamento das práticas de gestão de
								custos através das escolhas, acompanhamento, planejamento e análise
								dos custos envolvidos nas operações, destacando-se a adoção do
								método de custeio padrão.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">
								<xref ref-type="bibr" rid="B14">Nascimento, Braga e Callado
									(2021)</xref>
							</td>
							<td align="center">Analisar as relações entre fatores contingenciais de
								empresas pertencentes ao setor de construção civil e o uso de
								práticas de gestão de custos ambientais - 21 empresas.</td>
							<td align="center">O nível de escolaridade dos gestores e o tamanho das
								empresas se relacionam de maneira significativa ao uso de práticas
								de gestão de custos ambientais relacionadas às atividades de
								prevenção e detecção e controle e ao uso de práticas de gestão de
								custos ambientais.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">
								<xref ref-type="bibr" rid="B7">Carraro <italic>et al.</italic>
									(2022)</xref>
							</td>
							<td align="center">Demonstrar a relevância dos métodos de custeio para a
								prática do agronegócio - propriedade de médio porte.</td>
							<td align="center">Resultados obtidos concluíram que esse método pode
								ser precursor na geração de utilização de métodos de custeio pelo
								agronegócio como forma de gerar vantagem competitiva pelos seus
								usuários.</td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib>Fonte: elaborados pelos autores desta pesquisa (2023).</attrib>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap>
			<p>Diante dessas pesquisas, percebe-se que, apesar da importância do tema para a gestão
				empresarial, são escassos os estudos publicados no cenário brasileiro que abordam
				práticas de gestão de custos. Entretanto reuni-los pode ajudar a motivar novos
				estudos e, consequentemente, novas publicações sobre o tema.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS</title>
			<p>O objetivo desta pesquisa foi descrever o cenário brasileiro da produção científica
				sobre as práticas de gestão de custos nas empresas. Para tanto, foram utilizados
				procedimentos de revisão bibliométrica, com abordagem quantitativa (<xref
					ref-type="bibr" rid="B30">Vanti, 2002</xref>), que possibilitou a análise da
				evolução e das características da produção científica. A bibliometria, como
				metodologia, surgiu com a finalidade de avaliar e compreender o desempenho das
				atividades de produção científica acadêmica, utilizando uma quantidade de dados,
				referentes ao período pesquisado, para extrair as informações necessárias (<xref
					ref-type="bibr" rid="B32">Wolfram, 2017</xref>). Destaca-se também a utilização
				de métodos estatísticos e matemáticos que tornam mais objetivo o processo de
				avaliação da produtividade científica</p>
			<p>Desta forma, utilizando os termos de busca “práticas de gestão de custos” ou
					“<italic>cost management practices</italic>”, nas bases de dados <italic>scielo,
					scopu</italic>s e <italic>spell,</italic> foram levantados 21 (vinte e um)
				artigos científicos, 16 (dezesseis) deles foram utilizados para a análise neste
				estudo e 5 (cinco) artigos foram excluídos por duplicidade ou falta de foco no tema
				de pesquisa. Assim, a pesquisa limitou-se à busca exclusiva de artigos científicos,
				excluindo monografias, dissertações e teses. Este levantamento foi realizado no mês
				de junho do 2023.</p>
			<p>A <italic>Scientific Electronic Library Online (Scielo)</italic> - <ext-link
					ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.scielo.br"
					>http://www.scielo.br</ext-link> - é uma biblioteca virtual de revistas
				científicas brasileiras em formato eletrônico. Essa metodologia prepara, armazena,
				dissemina e avalia publicações científicas em formato eletrônico (<xref
					ref-type="bibr" rid="B17">Packer, 1998</xref>). A <italic>Scopus</italic> é uma
				base de dados multidisciplinar, lançada pela <italic>Elsevier</italic> em 2004. A
				base <italic>Scopus</italic> abrange diversas áreas de conhecimento, tornando-se uma
				das principais bases de dados do mundo (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Oliveira;
					Gracio, 2011</xref>) e, a biblioteca eletrônica <italic>Scientific Periodicals
					Electronic Library (Spell®)</italic> - <ext-link ext-link-type="uri"
					xlink:href="http://www.spell.org.br">http://www.spell.org.br</ext-link> - é um
				repositório de artigos científicos que fornece acesso gratuito à informação
				técnico-científica (<xref ref-type="bibr" rid="B28">Spell, 2023</xref>).</p>
			<p>O <xref ref-type="table" rid="t2">Quadro 2</xref>, apresenta a quantidade de artigos
				por portal de busca sobre práticas de gestão de custos nas empresas brasileiras.</p>
			<table-wrap id="t2">
				<label>Quadro 2</label>
				<caption>
					<title>Quantidade de artigos por portal de busca</title>
				</caption>
				<table>
					<thead>
						<tr>
							<th align="left" colspan="4" style="background-color:#d9d9d9;"
								valign="top">Portais de busca</th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="left" rowspan="2" valign="top"
									><bold>Publicações/Autores</bold></td>
							<td align="center" valign="top"
								><bold><italic>Scielo</italic></bold></td>
							<td align="center" valign="top"
								><bold><italic>Scopus</italic></bold></td>
							<td align="center" valign="top"><bold><italic>Spell</italic></bold></td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">
								<xref ref-type="bibr" rid="B27">Souza e Collaziol (2006)</xref>.<break/>
								<break/>Almeida, Machado e Panhoca (2012).<break/>
								<break/>Oyadomari <italic>et al.</italic> (2015).</td>
							<td align="center">
								<xref ref-type="bibr" rid="B2">Almeida, Machado e Panhoca
									(2012)</xref>.<break/>
								<break/>Hespanhol e Fontana (2017).<break/>
								<break/>Jimenez-Franco e Gasparetto, (2020).</td>
							<td align="center">
								<xref ref-type="bibr" rid="B20">Reckziegel, Souza e Diehl
									(2007)</xref>.<break/>Callado e Callado (2011).<break/>Almeida,
								Machado e Panhoca (2012).<break/>Souza, Schnorr e Ferreira
								(2013).<break/>Zonatto <italic>et al.</italic> (2014).<break/>Souza,
								Rempel e Silva (2014).<break/>Callado e Pinho
								(2014).<break/>Callado, Callado e Almeida (2014).<break/>Souza,
								Weber e Campos (2015).<break/>Rebouças <italic>et al.</italic>
								(2018).<break/>Nascimento, Braga e Callado (2021).<break/>Carraro
									<italic>et al.</italic> (2022).</td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib>Fonte: elaborados pelos autores desta pesquisa (2023).</attrib>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap>
			<p>Foram selecionados artigos científicos do período de 2006 a 2022, considerando a
				busca por publicações existentes em todos os anos. O <xref ref-type="table" rid="t2"
					>Quadro 2</xref>, apresenta os artigos por portais de busca e vale ressaltar que
				a pesquisa de <xref ref-type="bibr" rid="B2">Almeida, Machado e Panhoca
					(2012)</xref> está disponível em todos portais.</p>
			<p>O <xref ref-type="table" rid="t3">Quadro 3</xref>, apresenta o processo de seleção
				dos artigos utilizados nesta pesquisa.</p>
			<table-wrap id="t3">
				<label>Quadro 3</label>
				<caption>
					<title>Quantidade de artigos selecionados e utilizados</title>
				</caption>
				<table>
					<thead>
						<tr>
							<th align="left" style="background-color:#d9d9d9" valign="top">Portais
								de busca</th>
							<th align="center" style="background-color:#d9d9d9" valign="top"
								>Selecionados</th>
							<th align="center" style="background-color:#d9d9d9" valign="top"
								>Critérios de exclusão</th>
							<th align="center" style="background-color:#d9d9d9" valign="top"
										>Utilizados<sup><xref ref-type="table-fn" rid="TFN1"
										>*</xref></sup></th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="left"><italic>Scielo</italic></td>
							<td align="center">5 artigos</td>
							<td align="center">Duplicidade: artigo de <xref ref-type="bibr"
									rid="B16">Oyadomari <italic>et al.</italic> (2015)</xref>
								publicado em língua portuguesa e em língua inglesa.<break/>Enfoque:
								artigo de Carvalho e Schiozer (2015) não enfoca práticas de gestão
								de custos.</td>
							<td align="center">03 artigos</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left"><italic>Scopus</italic></td>
							<td align="center">4 artigos</td>
							<td align="center">Duplicidade: artigo de <xref ref-type="bibr" rid="B2"
									>Almeida, Machado e Panhoca (2012)</xref> está duplicado na base
									<italic>Scopus</italic> e também está na base
									<italic>Scielo</italic>.</td>
							<td align="center">02 artigos</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left"><italic>Spell</italic></td>
							<td align="center">12 artigos</td>
							<td align="center">Duplicidade: artigo de <xref ref-type="bibr" rid="B2"
									>Almeida, Machado e Panhoca (2012)</xref> também está nas bases
									<italic>Scielo e Spell</italic>.</td>
							<td align="center">11 artigos</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" colspan="3"><bold>Total</bold></td>
							<td align="center"><bold>16 artigos</bold></td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib>Nota:</attrib>
					<fn id="TFN1">
						<label>*</label>
						<p>autores apresentados no <xref ref-type="table" rid="t1">Quadro
							1</xref>.</p>
					</fn>
					<attrib>Fonte: elaborados pelos autores desta pesquisa (2023).</attrib>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap>
			<p>Após a identificação dos artigos que compõem o escopo desta pesquisa, foram seguidas
				as recomendações de <xref ref-type="bibr" rid="B32">Wolfram (2017)</xref>, em
				relação à pesquisa bibliométrica, e definidos os índices para avaliar e compreender
				o desempenho da produção científica sobre o tema práticas de gestão de custos.
				Assim, ao utilizar a pesquisa bibliométrica, identificam-se os seguintes
				procedimentos apresentados no <xref ref-type="table" rid="t4">Quadro 4</xref>.</p>
			<table-wrap id="t4">
				<label>Quadro 4</label>
				<caption>
					<title>Procedimentos metodológicos utilizados</title>
				</caption>
				<table>
					<thead>
						<tr>
							<th align="left" style="background-color:#d9d9d9" valign="top"
								>Procedimentos</th>
							<th align="center" style="background-color:#d9d9d9" valign="top"
								>Indicadores</th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="left">Quantidades</td>
							<td align="center" valign="top">Quantidades de artigos por portais de
								busca.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Índices</td>
							<td align="center" valign="top">Número de publicações por
								ano.<break/>Número de autores por publicação.<break/>Origem das
								publicações/número de autores por universidade e onde foram
								publicados os artigos.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">Recomendações</td>
							<td align="center" valign="top">Perspectivas de estudos futuros.</td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib>Fonte: elaborados pelos autores desta pesquisa (2023).</attrib>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap>
			<table-wrap id="t5">
				<label>Quadro 5</label>
				<caption>
					<title>Artigos por ano de publicação</title>
				</caption>
				<table>
					<thead>
						<tr>
							<th align="left" style="background-color:#d9d9d9;" valign="top">Ano de
								publicação</th>
							<th align="center" style="background-color:#d9d9d9;" valign="top"
								>Quantidade de artigos publicados </th>
							<th align="center" style="background-color:#d9d9d9;" valign="top">%</th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">2006</td>
							<td align="center" valign="top">1</td>
							<td align="center">6,25</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">2007</td>
							<td align="center" valign="top">1</td>
							<td align="center">6,25</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">2011</td>
							<td align="center" valign="top">1</td>
							<td align="center">6,25</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">2012</td>
							<td align="center" valign="top">1</td>
							<td align="center">6,25</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">2013</td>
							<td align="center" valign="top">1</td>
							<td align="center">6,25</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">2014</td>
							<td align="center" valign="top">4</td>
							<td align="center">25,00</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">2015</td>
							<td align="center" valign="top">2</td>
							<td align="center">12,50</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">2017</td>
							<td align="center" valign="top">1</td>
							<td align="center">6,25</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">2018</td>
							<td align="center" valign="top">1</td>
							<td align="center">6,25</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">2020</td>
							<td align="center" valign="top">1</td>
							<td align="center">6,25</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">2021</td>
							<td align="center" valign="top">1</td>
							<td align="center">6,25</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">2022</td>
							<td align="center" valign="top">1</td>
							<td align="center">6,25</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top"><bold>Total</bold></td>
							<td align="center" valign="top"><bold>16</bold></td>
							<td align="center" valign="top"><bold>100</bold></td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib>Fonte: elaborados pelos autores desta pesquisa (2023).</attrib>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap>
			<p>Em seguida, depois da seleção dos artigos científicos e procedimentos de análise, a
				pesquisa prosseguiu com a apresentação dos indicadores bibliométricos, conforme pode
				ser visto na próxima seção.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS</title>
			<p>O primeiro índice levantado foi o número de artigos por ano e o percentual em relação
				ao total de artigos utilizados nesta pesquisa. Observa-se que a primeira publicação
				foi encontrada em 2006 e a última em 2022. Dessa forma, pode-se considerar que as
				publicações não seguem uma periodicidade ano a ano e são esparsas ao longo do
				período. Vale ressaltar que somente em 2014 foram selecionadas 4 (quatro)
				publicações, perfazendo 25% do total de publicações.</p>
			<p>No <xref ref-type="table" rid="t6">Quadro 6</xref> são apresentados o número de
				autores que colaboraram na produção de cada artigo e as quantidades por ano de
				publicação. Destaca-se que a maior parte da produção científica ocorreu entre 2
				(dois) ou 3 (três) autores, com 81% das publicações, o que representa 13 artigos.
				Portanto, a parceria é considerada a principal estratégia para a realização de
				pesquisas, tendo como uma das possíveis justificativas o custo do desenvolvimento da
				pesquisa no Brasil, que pode ser rateado entre os autores. Além disso, cabe
				ressaltar que não houve publicação individual ou com cinco autores.</p>
			<table-wrap id="t6">
				<label>Quadro 6</label>
				<caption>
					<title>Número de autores por trabalho publicado</title>
				</caption>
				<table>
					<thead>
						<tr>
							<th align="left" style="background-color:#d9d9d9;" valign="top">N°.</th>
							<th align="center" style="background-color:#d9d9d9;" valign="top"
								>2006</th>
							<th align="center" style="background-color:#d9d9d9;" valign="top"
								>2007</th>
							<th align="center" style="background-color:#d9d9d9;" valign="top"
								>2011</th>
							<th align="center" style="background-color:#d9d9d9;" valign="top"
								>2012</th>
							<th align="center" style="background-color:#d9d9d9;" valign="top"
								>2013</th>
							<th align="center" style="background-color:#d9d9d9;" valign="top"
								>2014</th>
							<th align="center" style="background-color:#d9d9d9;" valign="top"
								>2015</th>
							<th align="center" style="background-color:#d9d9d9;" valign="top"
								>2017</th>
							<th align="center" style="background-color:#d9d9d9;" valign="top"
								>2018</th>
							<th align="center" style="background-color:#d9d9d9;" valign="top"
								>2020</th>
							<th align="center" style="background-color:#d9d9d9;" valign="top"
								>2021</th>
							<th align="center" style="background-color:#d9d9d9;" valign="top"
								>2022</th>
							<th align="center" style="background-color:#d9d9d9;" valign="top">∑</th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="left" valign="top"><bold>01</bold></td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top"><bold>02</bold></td>
							<td align="center" valign="top">1</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">1</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">1</td>
							<td align="center" valign="top">1</td>
							<td align="center" valign="top">1</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">1</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">6</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top"><bold>03</bold></td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">1</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">1</td>
							<td align="center" valign="top">1</td>
							<td align="center" valign="top">2</td>
							<td align="center" valign="top">1</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">1</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">7</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top"><bold>04</bold></td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">1</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">1</td>
							<td align="center" valign="top">2</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top"><bold>05</bold></td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top"><bold>06</bold></td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">1</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">0</td>
							<td align="center" valign="top">1</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top"><bold>∑</bold></td>
							<td align="center" valign="top"><bold>1</bold></td>
							<td align="center" valign="top"><bold>1</bold></td>
							<td align="center" valign="top"><bold>1</bold></td>
							<td align="center" valign="top"><bold>1</bold></td>
							<td align="center" valign="top"><bold>1</bold></td>
							<td align="center" valign="top"><bold>4</bold></td>
							<td align="center" valign="top"><bold>2</bold></td>
							<td align="center" valign="top"><bold>1</bold></td>
							<td align="center" valign="top"><bold>1</bold></td>
							<td align="center" valign="top"><bold>1</bold></td>
							<td align="center" valign="top"><bold>1</bold></td>
							<td align="center" valign="top"><bold>1</bold></td>
							<td align="center" valign="top"><bold>16</bold></td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib>Fonte: elaborados pelos autores desta pesquisa (2023).</attrib>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap>
			<p>O <xref ref-type="table" rid="t7">Quadro 7</xref> apresenta os principais autores
				responsáveis pelas publicações dos artigos selecionados. Além disso, são destacadas
				as universidades onde atuam e a titulação dos autores.</p>
			<table-wrap id="t7">
				<label>Quadro 7</label>
				<caption>
					<title>Autores com maior número de publicações</title>
				</caption>
				<table>
					<thead>
						<tr>
							<th align="left" style="background-color:#d9d9d9" valign="top"
								>Autores</th>
							<th align="center" style="background-color:#d9d9d9" valign="top"
								>Universidades</th>
							<th align="center" style="background-color:#d9d9d9" valign="top"
								>Titulação máxima</th>
							<th align="center" style="background-color:#d9d9d9" valign="top"
								>Quantidade</th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="left">Marcos Antônio de Souza</td>
							<td align="center">Universidade Federal de Uberlândia</td>
							<td align="center">Doutor em Controladoria e Contabilidade</td>
							<td align="center">5</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Antônio André Cunha Callado</td>
							<td align="center">Universidade Federal Rural de Pernambuco</td>
							<td align="center">Doutor em Administração</td>
							<td align="center">4</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Aldo Leonardo Cunha Callado</td>
							<td align="center">Universidade Federal da Paraíba</td>
							<td align="center">Doutor em Agronegócios</td>
							<td align="center">2</td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib>Fonte: elaborados pelos autores desta pesquisa (2023).</attrib>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap>
			<p>Os 3 (três) principais pesquisadores, responsáveis pelas publicações sobre práticas
				de gestão de custos, atuam em universidades públicas e em cursos de pós-graduação,
				nível de mestrado e doutorado. Infere-se que as universidades públicas brasileiras
				são responsáveis pela maior parte das pesquisas realizadas. Além disso, verifica-se,
				no <xref ref-type="table" rid="t8">Quadro 8</xref>, que as pesquisas realizadas são
				de qualidade, pois todos os artigos foram publicados em periódicos com avaliação
				Qualis-Capes, sendo que 6 (seis) deles foram publicados em periódicos com extrato
				“A” no Qualis-Capes.</p>
			<table-wrap id="t8">
				<label>Quadro 8</label>
				<caption>
					<title>Periódicos e avaliação no Qualis-Capes</title>
				</caption>
				<table>
					<thead>
						<tr>
							<th align="left" style="background-color:#d9d9d9;" valign="top"
								>Autores</th>
							<th align="center" style="background-color:#d9d9d9;" valign="top"
								>Periódicos</th>
							<th align="center" style="background-color:#d9d9d9;" valign="top"
								>Qualis</th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">
								<xref ref-type="bibr" rid="B27">Souza e Collaziol (2006)</xref>
							</td>
							<td align="center" valign="top">Revista Contabilidade &amp; Finanças </td>
							<td align="center" valign="top">A2</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">
								<xref ref-type="bibr" rid="B20">Reckziegel, Souza e Diehl
									(2007)</xref>
							</td>
							<td align="center" valign="top">Revista Brasileira de Gestão de
								Negócios</td>
							<td align="center" valign="top">A2</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">
								<xref ref-type="bibr" rid="B4">Callado e Callado (2011)</xref>
							</td>
							<td align="center" valign="top">Contabilidade, Gestão e Governança</td>
							<td align="center" valign="top">B2</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">
								<xref ref-type="bibr" rid="B2">Almeida, Machado e Panhoca
									(2012)</xref>
							</td>
							<td align="center" valign="top">Revista Brasileira de Gestão de
								Negócios</td>
							<td align="center" valign="top">B1</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">
								<xref ref-type="bibr" rid="B25">Souza, Schnorr e Ferreira
									(2013)</xref>
							</td>
							<td align="center" valign="top">Revista Contemporâneo de Contabilidade </td>
							<td align="center" valign="top">B1</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">
								<xref ref-type="bibr" rid="B34">Zonatto <italic>et al.</italic>
									(2014)</xref>
							</td>
							<td align="center" valign="top">Revista Enfoque: Reflexão Contábil</td>
							<td align="center" valign="top">A3</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">
								<xref ref-type="bibr" rid="B24">Souza, Rempel e Silva (2014)</xref>
							</td>
							<td align="center" valign="top">Revista de contabilidade e
								organizações</td>
							<td align="center" valign="top">A3</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">
								<xref ref-type="bibr" rid="B6">Callado e Pinho (2014)</xref>
							</td>
							<td align="center" valign="top">Revista Contabilidade Vista &amp;
								Revista</td>
							<td align="center" valign="top">B1</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">
								<xref ref-type="bibr" rid="B5">Callado, Callado e Almeida
									(2014)</xref>
							</td>
							<td align="center" valign="top">Perspectivas em Gestão &amp;
								Conhecimento</td>
							<td align="center" valign="top">B3</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">
								<xref ref-type="bibr" rid="B26">Souza, Weber e Campos (2015)</xref>
							</td>
							<td align="center" valign="top">Revista Contemporâneo de
								Contabilidade</td>
							<td align="center" valign="top">B1</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">
								<xref ref-type="bibr" rid="B16">Oyadomari <italic>et al.</italic>
									(2015)</xref>
							</td>
							<td align="center" valign="top">Revista Contabilidade Financeira</td>
							<td align="center" valign="top">A2</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">
								<xref ref-type="bibr" rid="B11">Hespanhol e Fontana (2017)</xref>
							</td>
							<td align="center" valign="top">Revista Espacios (Caracas)</td>
							<td align="center" valign="top">B4</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">
								<xref ref-type="bibr" rid="B19">Rebouças <italic>et al.</italic>
									(2018)</xref>
							</td>
							<td align="center" valign="top">Caderno Profissional de
								Administração</td>
							<td align="center" valign="top">B1</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">
								<xref ref-type="bibr" rid="B12">Jimenez-Franco e Gasparetto
									(2020)</xref>
							</td>
							<td align="center" valign="top">Estudios Gerenciales</td>
							<td align="center" valign="top">A2</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">
								<xref ref-type="bibr" rid="B14">Nascimento, Braga e Callado
									(2021)</xref>
							</td>
							<td align="center" valign="top">Revista Mineira de Contabilidade</td>
							<td align="center" valign="top">B3</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">
								<xref ref-type="bibr" rid="B7">Carraro <italic>et al.</italic>
									(2022)</xref>.</td>
							<td align="center" valign="top">Custos e @gronegócio <italic>on
									line</italic></td>
							<td align="center" valign="top">A3</td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib>Fonte: elaborados pelos autores desta pesquisa (2023).</attrib>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap>
			<p>No entanto, apesar da qualidade demonstrada nas publicações, o número de artigos
				científicos sobre o tema ainda é incipiente. Dessa forma, os relatos de
				possibilidades de pesquisa são relevantes como mecanismo de contribuição ao tema,
				principalmente quando apresentados e discutidos em eventos da área. Vale ressaltar
				que o problema do baixo número de publicações não é o único na área, <xref
					ref-type="bibr" rid="B27">Souza e Collaziol (2006)</xref> mencionam que a baixa
				utilização de práticas de gestão de custos é mais acentuada em empresas
				nacionais.</p>
			<p>Assim, na próxima seção são apresentadas algumas sugestões para pesquisas futuras,
				como forma de contribuir com o tema.</p>
			<sec>
				<title>4.1 AGENDA DE PESQUISAS FUTURAS</title>
				<p>Segundo pesquisa realizada por <xref ref-type="bibr" rid="B20">Reckziegel, Souza
						e Diehl (2007)</xref>, constatou-se que as empresas não aderem às práticas
					de gestão de custos, e há pouca ênfase na literatura. Corroborando o
					pressuposto, <xref ref-type="bibr" rid="B4">Callado e Callado (2011)</xref>
					mencionam que existem evidências empíricas significativas de relações entre o
					grau de sofisticação do sistema de custos e algumas práticas de gestão de
					custos. Para os autores, uma das sugestões para a realização de novas pesquisas
					é a aplicação de abordagens qualitativas que possam ser capazes de captar
					valores e comportamentos gerenciais. Estudos mais abrangentes podem revelar
					detalhes mais específicos sobre essas relações.</p>
				<p>Para <xref ref-type="bibr" rid="B25">Souza, Schnorr e Ferreira (2013)</xref>, as
					práticas de gestão de custos ocorrem em um nível inferior ao definido pela
					literatura, mas há ações, por meio de investimentos em tecnologia e sistemas,
					para uso mais intensivo. Outra possibilidade de pesquisas futuras está
					relacionada ao estudo de <xref ref-type="bibr" rid="B2">Almeida, Machado e
						Panhoca (2012)</xref>, que realizou pesquisa quantitativa no setor de
					edificação, investigando a relação entre estratégia empresarial e gestão de
					custos. Os autores destacam a necessidade de ampliar a amostra do estudo.</p>
				<p>Outra perspectiva é identificar se as práticas de gestão de custos utilizadas por
					indústrias de laticínios, que atuam em outro ambiente, são semelhantes ou
					divergentes em relação aos achados do estudo de <xref ref-type="bibr" rid="B34"
						>Zonatto <italic>et al.</italic> (2014)</xref>. Enquanto, <xref
						ref-type="bibr" rid="B24">Souza, Rempel e Silva (2014)</xref> consideram
					importante investigar as causas da não utilização de práticas de gestão de
					custos. <xref ref-type="bibr" rid="B6">Callado e Pinho (2014)</xref> destacam a
					importância da investigação para confirmar a presença de isomorfismo mimético
					nas práticas de gestão de custos. Por fim, <xref ref-type="bibr" rid="B5"
						>Callado, Callado e Almeida (2014)</xref> recomendam investigar o tema a
					partir da teoria institucional.</p>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B26">Souza, Weber e Campos (2015)</xref>, <xref
						ref-type="bibr" rid="B11">Hespanhol e Fontana (2017)</xref>, <xref
						ref-type="bibr" rid="B7">Carraro <italic>et al.</italic> (2022)</xref> e
						<xref ref-type="bibr" rid="B19">Rebouças <italic>et al.</italic>
						(2018)</xref> recomendam ampliar os estudos sobre práticas de gestão de
					custos nas empresas. Além das recomendações de perspectivas metodológicas, <xref
						ref-type="bibr" rid="B12">Jimenez-Franco e Gasparetto (2020)</xref> destacam
					que é importante dar continuidade aos estudos sobre práticas de gestão de custos
					no contexto de aplicação em setores industriais, com ênfase nos custos
					logísticos. Enquanto, <xref ref-type="bibr" rid="B14">Nascimento, Braga e
						Callado (2021)</xref> sugerem ampliar as investigações no contexto
					empresarial e em diferentes espaços geográficos, ampliando sua confiabilidade e
					seu propósito de melhor compreensão e ampliação do conhecimento sobre fatores
					contingenciais e utilização de práticas de gestão de custos ambientais.</p>
				<p>Diante dos resultados desta pesquisa, a necessidade de “ampliação” destaca-se
					como o principal termo para a agenda de pesquisas futuras. Portanto, como
					mecanismo didático, apresenta-se o <xref ref-type="table" rid="t9">Quadro
						9</xref>.</p>
				<table-wrap id="t9">
					<label>Quadro 9</label>
					<caption>
						<title>Agenda de pesquisa futuras</title>
					</caption>
					<table>
						<thead>
							<tr>
								<th align="left" style="background-color:#d9d9d9" valign="top"
									>Pesquisas teórico-empíricas</th>
								<th align="center" style="background-color:#d9d9d9" valign="top"
									>Metodológicas</th>
							</tr>
						</thead>
						<tbody>
							<tr>
								<td align="left" valign="top">Ampliar as investigações no contexto
									empresarial sobre práticas de gestão de custos, em diferentes
									setores da economia, em diferentes espaços geográficos e
									segregados pelo porte da empresa.</td>
								<td align="center">Abordagem qualitativa para obter detalhes sobre
									práticas de gestão de custos.<break/>Abordagem quantitativa com
									ampliação de amostras.</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" valign="top">Pesquisas sobre as práticas de gestão
									de custos versus perspectivas estratégicas.</td>
								<td align="center">Maiores amostras.</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" valign="top">Investigar o tema a partir da teoria
									institucional.</td>
								<td align="center">Os critérios de validação e confiabilidade dos
									dados.</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" valign="top">Investigar os fatores determinantes
									que levam as empresas a não adotarem práticas de gestão de
									custos.</td>
								<td align="center">Abordagem quantitativa e/ou qualitativa.</td>
							</tr>
						</tbody>
					</table>
					<table-wrap-foot>
						<attrib>Fonte: elaborados pelos autores desta pesquisa (2023).</attrib>
					</table-wrap-foot>
				</table-wrap>
				<p>Por fim, observa-se que há possibilidades para novas pesquisas relacionadas às
					práticas de gestão de custos. Portanto, infere-se que além das sugestões
					apresentadas pelos autores, as pesquisas podem ser segregadas de acordo com o
					porte das empresas, evidenciando os desafios enfrentados por essas empresas na
					adoção de práticas de gestão de custos. Assim, após a apresentação dos
					resultados do estudo, a próxima seção apresenta as considerações finais.</p>
			</sec>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>5 CONSIDERAÇÕES FINAIS</title>
			<p>Esta pesquisa teve como objetivo descrever o cenário brasileiro da produção
				científica sobre as práticas de gestão de custos nas empresas. Para isso, foram
				utilizados procedimentos da revisão bibliométrica, utilizando os termos de busca
				“práticas de gestão de custos” ou “<italic>cost management practices</italic>” nas
				bases de dados <italic>scielo, scopu</italic>s e <italic>spell</italic>. Foram
				levantados 21 (vinte e um) artigos científicos e aproveitados 16 (dezesseis) para a
				análise neste estudo.</p>
			<p>O levantamento das produções científicas no cenário brasileiro, apesar de poucas
				pesquisas, permitiu descrever as lacunas teórico-empíricas sobre o tema, sinalizando
				perspectivas para pesquisas futuras. Os resultados, apresentam uma série de falhas
				decorrentes da escassez de publicações sobre práticas de gestão de custos, como:
				baixo número de publicações, falta de continuidade nas pesquisas, poucos autores
				pesquisando o tema e ausência de abordagem teórica nos estudos. Um ponto positivo
				encontrado na pesquisa refere-se à qualidade das publicações, visto que todos
				artigos são publicados em periódicos classificados no Qualis-Capes e 6 (seis) deles
				compõem o extrato “A”.</p>
			<p>Como agenda de investigação futura destacam-se perspectivas teórico-empíricas e
				metodológicas, nomeadamente:</p>
			<p>perspectiva teórico-empíricas: ampliar as investigações no contexto empresarial sobre
				práticas de gestão de custos, em diferentes setores da economia, em diferentes
				espaços geográficos e segregados pelo porte da empresa; realizar pesquisas sobre as
				práticas de gestão de custos versus perspectivas estratégicas; investigar o tema a
				partir da teoria institucional; investigar os fatores determinantes que levam as
				empresas a não adotarem práticas de gestão de custos.</p>
			<p>perspectiva metodológica: ampliar pesquisas com abordagem qualitativa para obter
				detalhes sobre práticas de gestão de custos e pesquisas com abordagem quantitativa
				com ampliação de amostras; ampliar os critérios de validação e confiabilidade dos
				dados.</p>
			<p>O estudo limita-se ao fato de ter sido realizado em apenas três plataformas de busca,
				minimizando a generalização dos resultados. Contudo, a pesquisa foi relevante ao
				mostrar quão carentes são as reflexões em torno da gestão de custos no bojo das
				empresas brasileiras e a resistência dos gestores em não implementar qualquer modelo
				de aferição de gastos. Desta forma, recomenda-se aplicar a pesquisa em outras
				plataformas de busca e congressos, ampliando os resultados obtidos, além de ajustar
				os procedimentos metodológicos aplicados para a análise dos achados deste estudo,
				como exemplo: delimitando a fronteira de estudo, inclusive identificando o porte e o
				segmento econômico das unidades empresariais pesquisadas.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
		<ref-list>
			<title>REFERÊNCIAS</title>
			<ref id="B1">
				<mixed-citation>AGÊNCIA BRASIL. <bold>Micro e pequenas empresas aumentam a
						participação na economia brasileira</bold>. 2022. Disponível em: <ext-link
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				<element-citation publication-type="webpage">
					<person-group person-group-type="author">
						<collab>AGÊNCIA BRASIL</collab>
					</person-group>
					<source>Micro e pequenas empresas aumentam a participação na economia
						brasileira</source>
					<year>2022</year>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
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					</comment>
					<date-in-citation>Acesso em: 20 maio 2023</date-in-citation>
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						estudo na indústria da construção do estado do Paraná</article-title>
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					<article-title>Relações entre o grau de sofisticação do Sistema de Custos e as
						Práticas de Gestão de Custos em empresas agroindustriais</article-title>
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						mecanismos utilizados para medir o registro da informação e a difusão do
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