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			<journal-title-group>
				<journal-title>Revista gestão em análise</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">R. Gest. Anál.</abbrev-journal-title>
			</journal-title-group>
			<issn pub-type="ppub">1984-7297</issn>
			<issn pub-type="epub">2359-618X</issn>
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				<publisher-name>Unichristus</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.12662/2359-618xregea.v14i1.p138-154.2025</article-id>
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					<subject>ARTIGOS</subject>
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			<title-group>
				<article-title>ESTILOS DE APRENDIZAGEM DE ESTUDANTES DOS CURSOS DE ADMINISTRAÇÃO E
					SECRETARIADO EXECUTIVO</article-title>
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					<trans-title>LEARNING STYLES OF ADMINISTRATION AND EXECUTIVE SECRETARIAL
						STUDENTS</trans-title>
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						<surname>Costa</surname>
						<given-names>Alan Carlos Franco</given-names>
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						<surname>Lima</surname>
						<given-names>Thales Batista de</given-names>
					</name>
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						<surname>Santiago</surname>
						<given-names>Cibelle da Silva</given-names>
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				<institution content-type="orgname">Universidade Federal da Paraíba</institution>
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					<city>João Pessoa</city>
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				<email>alancarlosrui2016@gmail.com</email>
				<institution content-type="original">Bacharel em Administração pela Universidade
					Federal da Paraíba (UFPB/Campus IV). João Pessoa - PB - BR</institution>
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				<institution content-type="orgname">PPGA/UFPB</institution>
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				<email>thalesufpb@gmail.com</email>
				<institution content-type="original">Doutor em Administração (PPGA/UFPB). Professor
					Associado I do DCSA/CCAE/UFPB. João Pessoa - PB - BR</institution>
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				<email>santiago.cibelle@gmail.com</email>
				<institution content-type="original">Doutora em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela
					UFPB. Docente DCSA/CCAE/UFPB. João Pessoa - PB - BR</institution>
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			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>24</day>
				<month>03</month>
				<year>2025</year>
			</pub-date>
			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<year>2025</year>
			</pub-date>
			<volume>14</volume>
			<issue>1</issue>
			<fpage>138</fpage>
			<lpage>154</lpage>
			<history>
				<date date-type="received">
					<day>25</day>
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				<date date-type="accepted">
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					<year>2024</year>
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				<license license-type="open-access"
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					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
						licença Creative Commons Attribution, que permite uso, distribuição e
						reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original
						seja corretamente citado.</license-p>
				</license>
			</permissions>
			<abstract>
				<title>RESUMO</title>
				<p>O objetivo da pesquisa é identificar os estilos de aprendizagem dos estudantes
					dos cursos de Administração e Secretariado Executivo Bilíngue da Universidade
					Federal da Paraíba (UFPB) balizado pelo inventário ancorado por <xref
						ref-type="bibr" rid="B20">Kolb (1984)</xref>. No tocante à metodologia,
					caracteriza-se como abordagem quantitativa e a análise dos dados por meio da
					estatística descritiva. Os sujeitos são os estudantes matriculados nos dois
					últimos períodos dos referidos cursos, em que o universo é de 49 respondentes, e
					a amostra foi de 34, sendo 20 de administração e 14 de secretariado executivo.
					Os resultados revelam que o estilo predominante nos estudantes da pesquisa foi o
					convergente, que é caracterizado pelo pragmatismo no aprendizado. Conclui-se que
					é importante conhecer os estilos dos estudantes para planejar melhor a ação
					docente bem como repensar o fomento mais diversificado dos estilos de
					aprendizagem em sala de aula.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>ABSTRACT</title>
				<p>The research objective is to identify the learning styles of students in the
					Administration and Bilingual Executive Secretariat courses at the Federal
					University of Paraíba (UFPB) guided by the inventory anchored by <xref
						ref-type="bibr" rid="B20">Kolb (1984)</xref>. The methodology is
					characterized as a quantitative approach and data analysis through descriptive
					statistics. The subjects are students enrolled in the last two periods of the
					courses, in which the universe is 49 respondents, and the sample was 34, 20 from
					the Administration and 14 from the Executive Secretariat. The results reveal
					that the predominant style in the research students was convergent, which is
					characterized by pragmatism in learning. It is concluded that it is important to
					know students' styles to better plan teaching action, as well as rethink the
					promotion of more diverse learning styles in the classroom.</p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras-chave:</title>
				<kwd>estilos de aprendizagem</kwd>
				<kwd>administração</kwd>
				<kwd>secretariado executivo.</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<title>Keywords:</title>
				<kwd>learning styles</kwd>
				<kwd>administration</kwd>
				<kwd>executive secretary.</kwd>
			</kwd-group>
		</article-meta>
	</front>
	<body>
		<sec sec-type="intro">
			<title>1 INTRODUÇÃO</title>
			<p>O processo de ensino e aprendizagem engloba vários aspectos que constituem a sua
				efetividade no âmbito acadêmico, dentre eles é possível enfatizar o uso de
				metodologias colaborativas. Essas metodologias procuram dar resposta à
				multiplicidade de fatores que interferem nos procedimentos da aprendizagem e à
				necessidade dos estudantes desenvolverem habilidades diversificadas (<xref
					ref-type="bibr" rid="B30">Mota; Rosa, 2018</xref>). Isso torna-se relevante até
				porque o mercado de trabalho exige uma maior capacidade crítica, reflexiva, dinâmica
				e de aplicação prática dos conhecimentos teóricos (<xref ref-type="bibr" rid="B26"
					>Medeiros; Moura; Araújo, 2017</xref>).</p>
			<p>Para a elaboração de estratégias de ensino mais consistentes, torna-se necessário
				considerar os diferentes estilos de aprendizagem dos discentes, os quais descrevem a
				forma como os sujeitos adquirem conhecimento (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Alver
						<italic>et al.</italic>, 2013</xref>), pois cada indivíduo possui uma
				maneira particular de aprender e de estabelecer associações novas de conhecimento a
				fim de utilizar essas informações na resolução de problemas (<xref ref-type="bibr"
					rid="B25">Madkur; Mrtvi; Lopes, 2008</xref>). Nessa temática, <xref
					ref-type="bibr" rid="B20">Kolb (1984)</xref> desenvolveu um modelo capaz de
				contribuir no detalhamento e identificação dos estilos de aprendizagem a partir do
				ciclo de aprendizagem experiencial, caracterizado pelas seguintes fases:</p>
			<list list-type="simple">
				<list-item>
					<p>a) experiência concreta: aprender experimentando; </p>
				</list-item>
				<list-item>
					<p>b) observação reflexiva: aprender observando, avaliando; </p>
				</list-item>
				<list-item>
					<p>c) conceituação abstrata: aprender pensando, projetando;</p>
				</list-item>
				<list-item>
					<p>d) experimentação ativa: aprender fazendo, executando (<xref ref-type="bibr"
							rid="B7">Bertelli <italic>et al.</italic>, 2020</xref>).</p>
				</list-item>
			</list>
			<p>Apesar da relevância do tema para o ambiente de aprendizagem acadêmico, nota-se a
				escassez de trabalhos que aprofundem os estilos de aprendizagem no processo
				formativo dos estudantes, sobretudo, na área de ciências sociais aplicadas (<xref
					ref-type="bibr" rid="B12">Costa; Lima; Santiago, 2023</xref>). Nesse sentido,
				realizar um estudo com esta temática se justifica pela carência de estudos
				específicos do tema no contexto pesquisado (<xref ref-type="bibr" rid="B36">Santos;
					Lima, 2021</xref>), bem como por auxiliar os docentes na aplicação de
				estratégias de ensino, levando em consideração tais estilos, essencialmente, os
				propostos por <xref ref-type="bibr" rid="B20">Kolb (1984)</xref>. Pois o inventário
				de Kolb exerce um papel de revelar os modos e preferências que os indivíduos têm a
				partir de suas características comportamentais.</p>
			<p>Sabe-se que o processo de ensino e aprendizagem se torna mais efetivo quando os
				estilos de aprendizagem dos estudantes são conhecidos pelos professores, propiciando
				uma melhor aproximação com a realidade contextual dos alunos por meio da propagação
				de metodologias de ensino que alcancem melhor os estilos detectados em sala de aula
					(<xref ref-type="bibr" rid="B11">Cordeiro; Silva, 2012</xref>; <xref
					ref-type="bibr" rid="B43">Trindade <italic>et al.,</italic> 2022</xref>).</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B35">Pimentel (2007)</xref> destaca a influência da
				perspectiva teórica da aprendizagem experiencial sobre a conceituação em torno dos
				estilos de aprendizagem, uma vez que essa aprendizagem parte da premissa que todo
				desenvolvimento profissional prospectivo decorre do aprendizado atual, na qual é
				preciso se apropriar dos saberes procedentes da experiência para que o aprendizado
				tenha sentido. E isso demanda processos contínuos de ação e reflexão. Assim, Ferlder
				e Brent (<xref ref-type="bibr" rid="B13">2005</xref>) já atentavam que os alunos têm
				diferentes níveis de motivação, diferentes atitudes sobre ensino e aprendizagem,
				além de diferentes respostas a ambientes de sala de aula e práticas de ensino. Por
				isso, quanto mais os docentes entenderem essas diferenças melhor a chance que eles
				têm de atender as necessidades de aprendizagem de seus alunos.</p>
			<p>Inclusive, a aprendizagem experiencial pode ser um catalisador de experiências que
				fomentem o desenvolvimento de competências voltadas para a sustentabilidade no
				ensino em administração (<xref ref-type="bibr" rid="B43">Trindade <italic>et
						al.,</italic> 2022</xref>) por meio da interdisciplinaridade no curso no
				sentido de sensibilizar os alunos sobre o conhecimento acerca do assunto. Doravante,
				vislumbra-se que os estudantes possuem diferentes formas e preferências para
				aprender determinado assunto, de modo que pesquisadores têm se disposto a
				desenvolver e aplicar modelos de estilos de aprendizagem.</p>
			<p>Na concepção de <xref ref-type="bibr" rid="B8">Carvalho <italic>et al.</italic>
					(2019)</xref>, o entendimento sobre os estilos de aprendizagem possibilita
				facilitar o ensino, com vistas a conduzir o estudante a obtenção de melhores
				resultados no âmbito acadêmico e profissional. Além disso, conforme destaca <xref
					ref-type="bibr" rid="B18">Gomes <italic>et al.</italic> (2018)</xref>, nas salas
				de aula é possível encontrar alunos com diferentes estilos de aprendizagem
				predominantes e, por isso, identificar esses estilos em uma turma facilita ao
				professor ajustar estratégias de ensino considerando as preferências dos alunos.</p>
			<p>Sobre isso, traz-se para esta pesquisa os estudos de <xref ref-type="bibr" rid="B20"
					>Kolb (1984)</xref>, que desenvolveu um inventário capaz de mensurar, por meio
				de pontuações atribuídas, estilos de aprendizagem. Dessa forma, o objetivo da
				pesquisa é identificar os estilos de aprendizagem dos estudantes dos cursos de
				Administração e Secretariado Executivo Bilíngue do Campus IV da Universidade Federal
				da Paraíba, balizado pelo inventário ancorado por <xref ref-type="bibr" rid="B20"
					>Kolb (1984)</xref>.</p>
			<p>Portanto, o presente estudo intenciona promover uma articulação entre as duas áreas
				de conhecimento: Administração e Secretariado Executivo Bilíngue com a temática dos
				estilos de aprendizagem, colaborando no planejamento educacional do corpo docente.
				Ademais, pretende-se contribuir com os cursos em tomarem conhecimento do olhar de
				seus alunos em como se encontram seus estilos para colaborar na condução dos
				docentes em aula no sentido de potencializar um aprendizado mais consistente e
				adequado com a atuação profissional dos administradores e secretários
				executivos.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>2 ESTILOS DE APRENDIZAGEM E A CONCEPÇÃO DO CICLO EXPERIENCIAL DE KOLB</title>
			<p>Os estilos de aprendizagem advém da perspectiva de aprendizagem experiencial, na qual
				oportuniza a criação de espaços no ambiente acadêmico para que os estudantes tenham
				maior conexão entre si e interação com o mercado, como é o caso do laboratório de
				gestão fomentado já em alguns cursos para contribuir na difusão e preparação ao
				empreendedorismo (que se aplica tanto na formação em Administração como em
				Secretariado Executivo Bilíngue) em um meio que permita vivências compartilhadas
					(<xref ref-type="bibr" rid="B33">Pedroso; Montenegro, 2023</xref>).</p>
			<p>Assim, os estilos de aprendizagem referem-se a forma como os indivíduos recebem,
				captam, processam e assimilam o conhecimento (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Araújo
						<italic>et al.</italic>, 2019</xref>). Os discentes possuem diferentes
				estilos, de maneira que alguns podem aprender melhor assistindo e ouvindo, ou lendo,
				refletindo e resolvendo problemas (<xref ref-type="bibr" rid="B40">Simões <italic>et
						al.</italic>, 2018</xref>). <xref ref-type="bibr" rid="B29">Miranda e Morais
					(2008)</xref> compreendem os estilos como comportamentos, preferências,
				predisposições, tendências, processos de tratamento de informação, representação de
				situações de aprendizagem ou, ainda, resultados da personalidade do sujeito.</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B11">Cordeiro e Silva (2012)</xref>, a partir dos estudos
				de Kolb sobre o Modelo de Aprendizagem Experiencial, comentam que tal teoria permite
				compreender, de maneira mais assertiva, os estilos de aprendizagem dos estudantes.
				Os autores discutem que o ponto chave do modelo é a descrição do ciclo de
				aprendizagem no qual a experiência se traduz em conceitos, os quais, por sua vez,
				são usados como guias de escolha de novas experiências. Esse ciclo de aprendizagem é
				composto por quatro estágios, segundo o qual os indivíduos possuem preferências
				entre essas fases mais do que outras. As etapas são descritas como Experiência
				Concreta (sentir), Observação Reflexiva (refletir), Conceitualização Abstrata
				(pensar) e Experimentação Ativa (fazer) (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Carvalho
						<italic>et al.</italic>, 2020</xref>).</p>
			<p>A Experiência Concreta diz respeito às vivências de contato direto com situações que
				propõem dilemas a resolver, bem como em ações baseadas nos conhecimentos e processos
				mentais já existentes, aprendidos anteriormente. Por meio de atitudes de
				experimentação, obtém-se a matéria-prima para a aprendizagem. Por sua vez, a
				Observação Reflexiva constitui um movimento voltado para o interior, para explorar
				os conteúdos a partir de atividades que exigem a reflexão. Esse estágio do ciclo é
				caracterizado por atitudes de pesquisa sobre a realidade como a identificação de
				elementos, a construção de associações, os agrupamentos entre os fatos perceptíveis
				da experiência, a determinação de características, as dificuldades ou possibilidades
				de escolha, e a partilha de opiniões sobre determinados assuntos (<xref
					ref-type="bibr" rid="B20">Kolb, 1984</xref>).</p>
			<p>De modo equivalente, <xref ref-type="bibr" rid="B20">Kolb (1984)</xref> aponta que a
				Conceitualização Abstrata se identifica com a formação de conceitos abstratos e
				generalizáveis sobre elementos e características da experiência. Constitui-se de
				ações baseadas em comparações com realidades semelhantes, bem como a generalização
				de ideias e princípios no intuito de estabelecer sínteses a partir da troca de
				opiniões. Já, a Experimentação Ativa contempla as aprendizagens em experiências
				inéditas, voltada para o externo da ação. Caracteriza-se por aplicação prática dos
				conhecimentos e processos tornados refletidos, explicados e generalizados. A ação
				está centrada em relações interpessoais, com destaque a colaboração e o trabalho em
				equipe.</p>
			<p>Sobre esse ciclo, <xref ref-type="bibr" rid="B9">Carvalho <italic>et al.</italic>
					(2020)</xref> analisam que, enquanto a Experimentação Concreta e a
				Conceitualização Abstrata medem como o indivíduo percebe ou aprende a informação que
				recebe, as dimensões Observação Reflexiva e Experimentação Ativa determinam a forma
				como os indivíduos processam ou interiorizam a informação.</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B37">Silva (2006)</xref> também corrobora para esse
				entendimento ao explanarem duas dimensões formadas pelas oposições Experiência
				Concreta <italic>versus</italic> Conceituação Abstrata e Experimentação Ativa
					<italic>versus</italic> Observação Reflexiva. Na primeira dimensão, constata-se
				que alguns indivíduos percebem melhor a informação por meio de experiências
				concretas (tocar, ouvir, observar), enquanto outros compreendem melhor a informação
				abstratamente mediante conceitos mentais ou visuais. Já, no funcionamento da segunda
				dimensão, é caracterizado pelas pessoas que processam melhor a informação fazendo
				alguma experimentação com ela e outras que processam melhor pela observação
				reflexiva (pensando sobre as coisas).</p>
			<p>O ciclo completa-se com a passagem pelos quatro estágios, necessários e
				complementares, porém reinicia-se para cada nova aprendizagem, conforme expõem <xref
					ref-type="bibr" rid="B41">Sonaglio, Godoi e Silva (2013)</xref>. <xref
					ref-type="bibr" rid="B3">Akella (2010)</xref> acrescenta que o ciclo pode ser
				inserido em qualquer estágio, todavia os estágios são seguidos em uma sequência. Os
				alunos passam pelo ciclo várias vezes, e, portanto, todo o processo pode ser
				caracterizado como um espiral de ciclos. Assim, o ciclo de aprendizagem fornece
					<italic>feedbacks</italic> que é a base para novas ações e avaliação do
				resultado.</p>
			<p>Nessa seara, <xref ref-type="bibr" rid="B20">Kolb (1984)</xref> enfatiza que a
				aprendizagem acontece quando o indivíduo desenvolve quatro habilidades derivadas do
				ciclo. Ou seja, cada indivíduo, ao privilegiar uma combinação das fases do ciclo,
				revela seu estilo de aprendizagem correspondente a forma preferida de perceber,
				organizar, processar e compreender o conhecimento. Sendo assim, os estilos são
				identificados como Divergente, Assimilador, Convergente e Acomodador, conforme
				discutido a seguir</p>
			<p>As pessoas com o estilo divergente, oriundo da identificação predominante na
				aprendizagem durante a Experiência Concreta e a Observação Reflexiva, tendem a ver
				situações de muitos pontos de vistas diferentes. Tais indivíduos possuem melhor
				desempenho em situações que exigem gerações de ideias, utilizando-se de técnicas
				como a do <italic>brainstorming,</italic> por exemplo. Aqui, destacam-se as
				inclinações voltadas à cultura e o apreço por coletar informações. Esses indivíduos
				também se apresentam como imaginativos e emocionais, preferindo trabalhar em grupo,
				ouvindo com a mente aberta e recebendo <italic>feedbacks</italic>
				personalizados.</p>
			<p>Por sua vez, os Assimiladores, cuja atração na aprendizagem destina-se a
				Conceitualização abstrata e a Observação Reflexiva, apresentam grande capacidade em
				compreender uma gama de informações e colocá-las de forma concisa e lógica. Esses
				sujeitos são menos focados em pessoas e mais interessados em conceitos abstratos.
				Também são denominados alunos teóricos, visto que possuem alta competência para
				criar modelos teóricos, sobressaindo-se por sua aptidão em raciocinar indutivamente.
				Por isso, são seduzidos por leituras, palestras, modelos analíticos e tempo para
				pensar as informações (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Kolb; Kolb, 2005a</xref>;
					<xref ref-type="bibr" rid="B41">Sonaglio, Godoi; Silva, 2013</xref>)</p>
			<p>Na perspectiva dos convergentes, concebidos pela Conceitualização Abstrata e
				Experimentação Ativa como as fases preferidas na aprendizagem, evidencia-se a
				aplicação prática da teoria por parte destas pessoas. <xref ref-type="bibr"
					rid="B21">Kolb e Kolb (2005a)</xref> defendem que são indivíduos com a
				capacidade de resolver e lidar com problemas técnicos em vez de abordarem questões
				sociais e interpessoais. Nas situações formais de aprendizagem, as pessoas com esse
				estilo tendem a optar por simulações e trabalhos de laboratório.</p>
			<p>Por último, manifestam-se os acomodadores, cuja habilidade dominante perpassa pela
				Experimentação Concreta e Experimentação Ativa. Os indivíduos com esse estilo têm a
				capacidade de aprender mediante experiências práticas. São pessoas que agem baseadas
				na intuição, e não, em análises lógicas. Tais sujeitos são propensos a imergirem em
				novas experiências na medida que gostam de executar planos e experimentos e, por
				isso, são mais arriscados que outros estilos, adaptando-se melhor as circunstâncias
				imediatas. Em sala de aula tendem a adotar uma postura mais ativa (<xref
					ref-type="bibr" rid="B21">Kolb; Kolb, 2005a</xref>; <xref ref-type="bibr"
					rid="B41">Sonaglio; Godoi; Silva, 2013</xref>).</p>
			<p>A <xref ref-type="fig" rid="f1">figura 1</xref>, ilustra o ciclo de aprendizagem
				experiencial preconizado por <xref ref-type="bibr" rid="B20">Kolb (1984)</xref>, bem
				como as combinações dessas etapas que resultam nas modalidades de aprendizagem
				predominante no indivíduo.</p>
			<p>
				<fig id="f1">
					<label>Figura 1</label>
					<caption>
						<title>Ciclo de aprendizagem experiencial de Kolb</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1984-7297-regea-14-01-0138-gf01.tif"
						xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink"/>
					<attrib>Fonte: (<xref ref-type="bibr" rid="B23">Krakauer; Santos; Almeida,
							2017</xref>).</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B35">Pimentel (2007)</xref> cita que os modelos em pares,
				como por exemplo, Experiência Concreta e Conceitualização Abstrata, materializam-se
				em novas dimensões, das quais representam duas posições dialéticas do aprendizado
				denominadas de preensão e transformação. Enquanto a preensão conjuga o concreto ao
				abstrato, a transformação conjuga a ação a reflexão.</p>
			<p>Para identificar a forma predominante dos estilos de aprendizagem, <xref
					ref-type="bibr" rid="B20">Kolb (1984)</xref> desenvolveu o Inventário dos
				estilos de aprendizagem, visando o desenvolvimento de estratégias de ensino mais
				adequadas às características dos estudantes. Esse modelo é composto por 12 questões,
				das quais os respondentes classificam sobre situações de aprendizagem em uma escala
				de 1 a 4. Cada uma das alternativas corresponde aos modos de aprendizagem do ciclo
					(<xref ref-type="bibr" rid="B22">Kolb; Kolb, 2005b</xref>).</p>
			<p>Sob o prisma de <xref ref-type="bibr" rid="B22">Kolb e Kolb (2005b)</xref>, os
				estilos de aprendizagem descrevem as diferenças individuais na aprendizagem com base
				na preferência do aluno em empregar diferentes fases do ciclo de aprendizagem. As
				influências das experiências de vida particulares e do ambiente pelo qual as pessoas
				estão inseridas, acabam culminando em uma maneira preferida de escolher entre os
				quatro modos de aprendizado.</p>
			<p>Sendo assim, ao considerar os estilos de aprendizagem dos alunos, torna-se possível
				auxiliar o professor nas escolhas das estratégias de ensino mais adequadas para
				serem elaboradas no ambiente de aprendizagem de acordo o estilo predominante dos
				alunos (<xref ref-type="bibr" rid="B38">Silva <italic>et al.</italic>, 2019</xref>).
				Esses esforços para combinar estratégias e estilos usados em cada disciplina,
				poderão ser uma forma de mitigar os resultados negativos e contribuir para
				repercussões positivas no processo de aprendizagem (<xref ref-type="bibr" rid="B9"
					>Carvalho <italic>et al.,</italic> 2020</xref>).</p>
			<p>Vale salientar que os estilos de aprendizagem são abordados por outros estudiosos
				como <xref ref-type="bibr" rid="B40">Simões <italic>et al.</italic> (2018)</xref>,
					<xref ref-type="bibr" rid="B1">Abbas e Lopes (2020)</xref>, <xref
					ref-type="bibr" rid="B11">Cordeiro e Silva (2012)</xref>, nos quais buscam
				também contribuir para elucidar a relação entre os estilos de aprendizagem de
				discente com os métodos de ensino aplicados pelos docentes, bem como seus impactos
				no desempenho acadêmico dos estudantes.</p>
			<p>Tais estudos são aprofundados a partir da validação de instrumentos que averiguem
				melhor a propensão dos indivíduos para determinadas características e comportamentos
				durante o processo de ensino-aprendizagem. Além do inventário de Kolb, é possível
				auferir a existência de outros modelos utilizados na literatura como as propostas
				desenvolvidas por <xref ref-type="bibr" rid="B14">Felder e Silverman (1988)</xref>,
				utilizada no trabalho de <xref ref-type="bibr" rid="B5">Araújo <italic>et
						al.</italic> (2019)</xref>, Myers-Briggs (1991), na pesquisa de <xref
					ref-type="bibr" rid="B44">Vargas (2008)</xref>.</p>
			<p>Apesar dessas alternativas, o Inventário de Kolb se apresenta como a ferramenta mais
				difundida devido aos seus resultados mais validados, principalmente por ter sido
				desenvolvido no ambiente universitário, em que a maior parte das pesquisas sobre a
				temática dos estilos de aprendizagem têm sido desenvolvidas nos últimos anos (<xref
					ref-type="bibr" rid="B8">Carvalho <italic>et al.</italic>, 2019</xref>). Pode-se
				examinar algumas publicações de trabalhos fundamentados na aplicação do instrumento
				de Kolb como <xref ref-type="bibr" rid="B42">Souza <italic>et al.</italic>
					(2013)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B38">Silva <italic>et al.</italic>
					(2019)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B34">Pena, Cavalcante e Mioni
					(2014)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B39">Silva e Galembeck (2014)</xref>,
					<xref ref-type="bibr" rid="B6">Arias (2014)</xref>, dentre outros. Por isso, a
				robustez do modelo de Kolb e seu alcance no ensino superior, em especial, em cursos
				das ciências sociais aplicadas, faz com que se torne interessante a identificação
				desses estilos de aprendizagem dos alunos para alinhar melhor as estratégias de
				ensino com o perfil da turma para resultar em um aprendizado mais significativo.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="methods">
			<title>3 METODOLOGIA</title>
			<p>A abordagem metodológica deste trabalho é de cunho quantitativo, sendo este método
				aplicado, na concepção de <xref ref-type="bibr" rid="B28">Mattar e Ramos
					(2021)</xref>, para explicar fenômenos mediante a relação entre variáveis. De
				acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B27">Marconi e Lakatos (2022)</xref>, as
				vantagens da pesquisa quantitativa residem, principalmente, na prevenção da
				inferência e subjetividade do pesquisador.</p>
			<p>O presente estudo é caracterizado como descritivo, uma vez que almeja a identificação
				dos estilos de aprendizagem dos estudantes dos cursos de Administração e
				Secretariado Executivo Bilíngue do Campus IV da Universidade Federal da Paraíba para
				analisá-los a partir de fatores existentes no ambiente de aprendizagem desses
				cursos. As pesquisas descritivas têm o intuito de descrever as características de
				determinada população ou fenômeno, além de identificar possíveis relações entre
				variáveis (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Gil, 2022</xref>).</p>
			<p>Este trabalho também pode ser tratado como um estudo de caso, em que <xref
					ref-type="bibr" rid="B17">Godoy, Mello e Silva (2006)</xref> alegam que tem o
				enfoque na compreensão de um caso particular, sendo uma descrição de um fenômeno bem
				delimitado, nesse caso, sobre os referidos cursos do Campus IV, da Universidade
				Federal da Paraíba.</p>
			<p>Para tanto, o instrumento empregado para a pesquisa de campo realizado em março/2023
				foi o Inventário dos Estilos de Aprendizagem - <italic>Learning Style
					Inventory</italic> (LSI), preconizado por <xref ref-type="bibr" rid="B20">Kolb
					(1984)</xref> e que foi aplicado aos estudantes concluintes dos cursos
				pesquisados, ou seja, discentes matriculados nos cursos de Administração e
				Secretariado Executivo pertencentes aos 6°/7° e 8°/9° períodos, respectivamente.</p>
			<p>Foi realizado pré teste para assegurar a validade da pesquisa, tendo a aplicação
				sempre sido conduzida via acompanhamento dos respondentes. Vale salientar que o
				curso de Administração é constituído por oito semestres, todavia, é o mais recente
				instituído no <italic>campus</italic> e, portanto, não possui uma turma concluinte.
				Já Secretariado Executivo é um dos mais antigos desde a fundação do
					<italic>campus</italic>, possuindo nove semestres.</p>
			<p>Esses períodos foram escolhidos a fim de traçar uma equivalência dos estudantes em
				fases finais destas graduações nas turmas, visto que eles teriam mais condições para
				responderem o inventário por já terem cursado a maior parte dos componentes
				curriculares, tendo contato com os diversos professores que costumam lecionar nos
				cursos. Além de serem estudantes que já experienciaram atividades acadêmicas e
				conhecem bem o ambiente universitário, bem como alguns apresentam vínculos
				empregatícios ou estágios, o que torna a sua percepção mais apurada.</p>
			<p>Desse modo, nesses períodos mencionados para o semestre vigente (2022.2), que ocorre
				de 08 de fevereiro a 16 de junho de 2023, tem-se o total de 49 alunos matriculados,
				no qual 34 responderam ao inventário dos estilos de aprendizagem, conforme descrição
				a seguir na <xref ref-type="table" rid="t1">tabela 1</xref>.</p>
			<table-wrap id="t1">
				<label>Tabela 1</label>
				<caption>
					<title>Universo e Amostra dos cursos investigados</title>
				</caption>
				<table>
					<thead>
						<tr>
							<th align="left" valign="top"><italic>Curso</italic></th>
							<th align="center" colspan="2" valign="top"
								><italic>Períodos</italic></th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="left" valign="top"><bold>Administração</bold></td>
							<td align="center" rowspan="2" style="background-color:#f2f2f2; "
								valign="top">6°</td>
							<td align="center" rowspan="2" style="background-color:#f2f2f2; "
								valign="top">7°</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top"/>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">Universo (n)</td>
							<td align="center" style="background-color:#f2f2f2;" valign="top">7</td>
							<td align="center" style="background-color:#f2f2f2;" valign="top"
								>13</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">Amostra (n)</td>
							<td align="center" valign="top">7</td>
							<td align="center" valign="top">13</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top"><bold>Secretariado Executivo
									Bilíngue</bold></td>
							<td align="center" style="background-color:#f2f2f2;" valign="top"
								>8°</td>
							<td align="center" style="background-color:#f2f2f2;" valign="top"
								>9°</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">Universo (n)</td>
							<td align="center" valign="top">13</td>
							<td align="center" valign="top">16</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">Amostra (n)</td>
							<td align="center" style="background-color:#f2f2f2;" valign="top">7</td>
							<td align="center" style="background-color:#f2f2f2;" valign="top">7</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">Total do Universo nos cursos</td>
							<td align="center" colspan="2" valign="top">49</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">Total da Amostra nos cursos</td>
							<td align="center" colspan="2" style="background-color:#f2f2f2;;"
								valign="top">34</td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib>Fonte: elaboração própria (2023).</attrib>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap>
			<p>Reforça-se que a coleta foi aplicada com a presença do pesquisador, pois teve a
				finalidade de esclarecer as dúvidas e evitar possíveis dificuldades nas respostas.
				Aplicou-se, primeiramente, nas turmas do 6° e 7° períodos de Administração e,
				posteriormente, no curso de Secretariado Executivo Bilíngue, na turma do 9° período
				e, em seguida, na turma do 8° período. O tempo médio de duração para a coleta em
				cada turma de ambos os cursos foi em torno de 30 minutos, tendo em vista a
				necessidade de reflexão nas suas respostas. Por isso, informava-se ao professor com
				antecedência para que cedesse o tempo inicial ou final das aulas.</p>
			<p>Por fim, o método de análise da pesquisa consistiu na estatística descritiva que,
				segundo <xref ref-type="bibr" rid="B15">Gerhardt e Silveira (2009)</xref>, implica
				no processamento de dados, através da geração, da apresentação dos dados e da
				interpretação. Tal técnica facilita a compreensão inicial dos dados, oportunizando
				que novos estudos possam aprofundar os resultados por meio de outras técnicas que
				avancem no aprofundamento da discussão. Entretanto, é bom frisar que este estudo
				priorizou uma discussão introdutória sobre os resultados na intenção de apresentar a
				relevância de utilizar instrumentos de estilos de aprendizagem que ofereçam
				subsídios para um melhor planejamento didático dos professores.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>4 ANÁLISE DOS DADOS</title>
			<p>A análise se divide em três seções, sendo a primeira destinada ao perfil dos alunos
				participantes, a segunda ao estilo dos alunos do curso de administração e, por
				última, a discussão do estilo dos discentes do curso de secretariado executivo.</p>
			<sec>
				<title>4.1 PERFIL DOS RESPONDENTES</title>
				<p>Apresenta-se, inicialmente, o perfil dos respondentes desta pesquisa. No curso de
					Administração, 60% dos respondentes são mulheres, enquanto em Secretariado
					Executivo, conta-se com 93%. Quanto à idade, em Administração constatou-se uma
					predominância de um público abaixo de 22 anos (55%), seguido por sujeitos entre
					23 e 25 anos (35%) e acima dos 25 anos (10%). Em Secretariado Executivo
					Bilíngue, a maioria encontra-se entre os 23 e 25 anos (57%), seguido por um
					equilíbrio entre os que estão na faixa abaixo dos 22 anos (21%) e acima dos 25
					anos (21%).</p>
				<p>Em administração, a maioria dos discentes fazem parte do 7° período, o qual
					representa o penúltimo período do curso. Observa-se que o percentual de alunos
					desblocados nas disciplinas é bastante decorrente ao cenário da pandemia da
					Covid-19, repercutindo no atraso do calendário acadêmico, levando a Universidade
					a aderir o formato de aulas remotas. E essa modalidade afetou nos estímulos dos
					estudantes em cursarem as disciplinas, bem como dificultou seu acesso devido às
					limitações tecnológicas, como mostram <xref ref-type="bibr" rid="B19">Gomes e
						Lima (2023)</xref>.</p>
				<p>Em relação à situação profissional, a maioria se encontra sem vínculo
					empregatício, talvez, justificado pelo fato de o curso de Administração ocorrer
					no período integral, dificultando a execução de ofícios alternativos aos
					horários das aulas. Além do mais são alunos bem jovens que, por vezes, ainda
					estão tendo os primeiros contatos com o mercado de trabalho.</p>
				<p>No curso de Secretariado Executivo, tem-se um equilíbrio entre a quantidade de
					alunos do 8° e 9° período, 07 estudantes em cada período, em uma situação de
					desblocagem nas disciplinas. Assim como em Administração, o contexto de pandemia
					da Covid-19 reverberou para esta quantidade nesse aspecto. No que concerne a
					situação profissional, verifica-se uma maior distribuição relativo à posição
					ocupacional dos envolvidos, motivado pela condição noturna do curso, facilitando
					o desenvolvimento de atividades a nível profissional. E a idade é mais variada,
					tendo estudantes que já se encontram há anos no mercado de trabalho.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>4.2 ESTILOS DE APRENDIZAGEM DOS ESTUDANTES DE ADMINISTRAÇÃO</title>
				<p>No tocante aos estilos de aprendizagem, a <xref ref-type="table" rid="t2">tabela
						2</xref> exibe os resultados do inventário de Kolb sobre os estilos de
					aprendizagem dos estudantes de Administração. Detectou-se que a maioria dos
					indivíduos neste curso, possuem a predominância do estilo de aprendizagem
					Convergente, seguido pelo Assimilador.</p>
				<table-wrap id="t2">
					<label>Tabela 2</label>
					<caption>
						<title>Estilos de aprendizagem dos alunos de Administração</title>
					</caption>
					<table>
						<thead>
							<tr>
								<th align="left" colspan="3">Estilos de Aprendizagem</th>
							</tr>
							<tr>
								<th align="left" colspan="3"><bold>Administração</bold></th>
							</tr>
							<tr>
								<th align="left" valign="bottom"/>
								<th align="center" valign="bottom"><bold>QTD</bold></th>
								<th align="center" valign="bottom"><bold>%</bold></th>
							</tr>
						</thead>
						<tbody>
							<tr>
								<td align="left" valign="bottom">Convergente</td>
								<td align="center" valign="bottom">10</td>
								<td align="center" valign="bottom">50,00%</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" valign="bottom">Assimilador</td>
								<td align="center" valign="bottom">7</td>
								<td align="center" valign="bottom">35,00%</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" valign="bottom">Acomodador</td>
								<td align="center" valign="bottom">2</td>
								<td align="center" valign="bottom">10,00%</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" valign="bottom">Divergente</td>
								<td align="center" valign="bottom">1</td>
								<td align="center" valign="bottom">5,00%</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" valign="bottom"><bold>TOTAL</bold></td>
								<td align="center" valign="bottom"><bold>20</bold></td>
								<td align="center" valign="bottom">100,00%</td>
							</tr>
						</tbody>
					</table>
					<table-wrap-foot>
						<attrib>Fonte: elaboração própria (2023).</attrib>
					</table-wrap-foot>
				</table-wrap>
				<p>Basicamente, o Acomodador e o Divergente não tiveram uma quantidade expressiva de
					respondentes, contendo somente 3 alunos apontados com esses estilos. Esse
					resultado alinha-se com a pesquisa de <xref ref-type="bibr" rid="B41">Sonaglio,
						Godoi e Silva (2013)</xref>, cujo dados também revelaram para uma dominância
					do estilo Convergente e Assimilador no contexto do curso de Administração de uma
					instituição pública e outra comunitária, localizadas nas regiões nordeste e sul,
					respectivamente. Os Convergentes são pessoas pragmáticas que utilizam a
					Conceitualização Abstrata e a Experimentação Ativa no modo como aprendem algo,
					ou seja, combinam o pensar com o experimentar e, por isso, buscam a aplicação
					prática das ideias em problemas específicos que, geralmente, possuem uma única
					resposta.</p>
				<p>De fato, esse perfil se alinha com a típica visão do administrador devido à
					exigência da capacidade de tomar decisões rápidas em um ambiente organizacional
					dinâmico que sofre influências constantemente dos agentes externos à organização
					(fornecedores, parceiros, concorrentes, governo, entre outros), implicando na
					demanda por profissionais resolutos e racionais, os quais consigam encontrar
					soluções vertiginosas para dilemas específicos que se apresentam nas diferentes
					áreas funcionais da administração.</p>
				<p>O segundo estilo mais representativo entre os alunos diz respeito ao Assimilador,
					sendo este evidenciado nos indivíduos por meio da aptidão teórica ou analítica
					em pensar (Conceitualização Abstrata) e observar (Observação Reflexiva)
					situações para sintetizar as ideias. Além disso, essas pessoas tendem a
					compreender informações de forma ampla e as organiza de forma lógica a partir de
					modelos abstratos. Nesse sentido, nota-se que tais características colaboram
					para competências que auxiliam ao administrador em suas funções básicas, as
					quais incluem planejar, organizar, liderar e controlar as atividades de uma
					organização, constituindo um profissional com alto nível de racionalidade nas
					suas ações.</p>
				<p>Na presente análise, questiona-se se esses estilos já são inatos dos indivíduos
					que ingressaram nessa graduação ou são potencializados pelos conteúdos vistos em
					sala de aula e pelos professores do curso durante o processo formativo mediante
					as metodologias de ensino utilizadas, pois à medida que os alunos são submetidos
					por atividades curriculares que exigem intensamente o pragmatismo e a capacidade
					analítica, isso tende a resultar em um maior desenvolvimento dos estilos
					Convergente e Assimilador em detrimento do Acomodador e Divergente.</p>
				<p>Nesse cenário, a baixa frequência da maioria das metodologias de ensino ativas
					que são aplicadas em sala de aula, detectados na análise dos dados extraídos dos
					alunos de Administração, se apresentam como barreiras para explorar e amplificar
					os demais estilos, visto a importância em suscitar outras características
					essenciais na formação do administrador. O desenvolvimento do estilo Acomodador
					pode contribuir para o crescimento da iniciativa do indivíduo em realizar
					determinadas tarefas, assim como facilita o ato de trabalhar em equipe. Enquanto
					a maneira Divergente ajuda a fomentar questões associadas a autonomia,
					criatividade e de uma visão holística e resiliente sobre os problemas.</p>
				<p>Assim, isso levar a refletir o quanto o uso de certas estratégias de ensino
					utilizadas, isto é, a maneira como os conteúdos são conduzidos pelos docentes
					influenciam na restrição desses estilos ou se eles apenas se adéquam aos estilos
					que enxergam imperar em seu alunado. Entretanto, mesmo que seja o estilo mais
					predominante dos estudantes do curso, por ser um curso inserido nas ciências
					sociais aplicadas, que interage fortemente com elementos das ciências exatas e
					humanas, constata-se a relevância de possibilitar uma formação do administrador
					com metodologias colaborativas que incentivam caraterísticas dos diferentes
					estilos, desafiando o estudante a não permanecer em sua zona de conforto quanto
					ao estilo que mais facilita o seu aprendizado.</p>
				<p>Pois a sua atuação profissional se encontra em um contexto organizacional
					complexo, multifacetado e com instabilidades e incertezas ambientais, requerendo
					do gestor uma capacidade reflexiva e criativa, características que se detectam
					justamente nos estilos com menor intensidade dos alunos respondentes desta
					pesquisa.</p>
				<p>É tanto que já há estudos que revelam uma frequência mais significativa dos
					outros estilos de aprendizagem em graduandos de administração, como é o caso do
					estudo de <xref ref-type="bibr" rid="B32">Oliveira e Bouzada (2018)</xref>
					realizado em duas instituições de ensino superior distintas, na qual verificou o
					estilo Divergente como preponderante na UCAM (Universidade Candido Mendes), ao
					mesmo tempo que o estilo Acomodador se sobrepõe em uma CEFET (Centro Federal de
					Educação Tecnológica). Contudo, a maioria das pesquisas acerca dos estilos de
					aprendizagem em Administração revelam a predominância dos estilos Convergente e
					Assimilador conforme os achados em <xref ref-type="bibr" rid="B41">Sonaglio,
						Godoi e Silva (2013)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B38">Silva
							<italic>et al.</italic> (2019)</xref> e <xref ref-type="bibr" rid="B2"
						>Abreu <italic>et al.</italic> (2020)</xref>.</p>
				<p>Por fim, é interessante investigar o estilo que predomina na turma para que se
					possa adequar melhor o uso de estratégias de ensino, no entanto, a questão
					discutida é a insuficiência de retroalimentar os estilos Convergentes e
					Assimilador no estudante de administração como sendo suficientes para uma
					formação mais qualificada.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>4.3 ESTILOS DE APRENDIZAGEM DOS ESTUDANTES DE SECRETARIADO EXECUTIVO
					BILÍNGUE</title>
				<p>Este estudo também identificou os estilos de aprendizagem entre os formandos do
					curso de Secretariado Executivo Bilíngue, a fim de discutir os resultados
					auferidos em uma área que se conecta com a Administração e refletir semelhanças
					e diferenças entre eles. A <xref ref-type="table" rid="t3">tabela 3</xref>,
					elucida a distribuição dos estilos entre os alunos do curso.</p>
				<table-wrap id="t3">
					<label>Tabela 3</label>
					<caption>
						<title>Estilos de aprendizagem dos alunos de Secretariado Executivo
							Bilíngue</title>
					</caption>
					<table>
						<thead>
							<tr>
								<th align="left" colspan="3" valign="bottom">Estilos de
									Aprendizagem</th>
							</tr>
							<tr>
								<th align="left" colspan="3" valign="bottom"><bold>Secretariado
										Executivo Bilíngue</bold></th>
							</tr>
							<tr>
								<th align="left" valign="bottom"/>
								<th align="center" valign="bottom"><bold>QTD</bold></th>
								<th align="center" valign="bottom"><bold>%</bold></th>
							</tr>
						</thead>
						<tbody>
							<tr>
								<td align="left" valign="bottom">Convergente</td>
								<td align="center" valign="bottom">8</td>
								<td align="center" valign="bottom">57,14%</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" valign="bottom">Assimilador</td>
								<td align="center" valign="bottom">3</td>
								<td align="center" valign="bottom">21,43%</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" valign="bottom">Acomodador</td>
								<td align="center" valign="bottom">2</td>
								<td align="center" valign="bottom">14,29%</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" valign="bottom">Divergente</td>
								<td align="center" valign="bottom">1</td>
								<td align="center" valign="bottom">7,14%</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" valign="bottom"><bold>TOTAL</bold></td>
								<td align="center" valign="bottom"><bold>14</bold></td>
								<td align="center" valign="bottom">100,00%</td>
							</tr>
						</tbody>
					</table>
					<table-wrap-foot>
						<attrib>Fonte: elaboração própria (2023).</attrib>
					</table-wrap-foot>
				</table-wrap>
				<p>Dessa forma, é possível contemplar a predominância do estilo Convergente entre os
					estudantes de Secretariado Executivo Bilíngue, em relação aos demais estilos.
					Isso significa que a maioria dos discentes nesse curso preferem fazer
					(Experimentação Ativa) e projetar (Conceitualização Abstrata), em vez de
					observar (Observação Reflexiva) e/ou experimentar (Experiência Concreta) durante
					o processo de aprendizagem exercitados nas atividades acadêmicas em sala de
					aula.</p>
				<p>Salienta-se que a atuação desses futuros profissionais no mercado de trabalho,
					exige competências relacionadas ao suporte das atividades administrativas de uma
					organização que englobam a execução de técnicas aplicadas nas tarefas de
					assessoramento prestadas aos gestores e no gerenciamento das informações. Com
					isso, enxerga-se para a compatibilidade das características do estilo
					Convergente com o perfil profissional requisitado no ambiente de trabalho
					secretarial, visto a necessidade de aplicação prática das técnicas secretariais,
					tecnologia da informação e redações empresariais no cotidiano das
					organizações.</p>
				<p>Ademais, reforça-se que uma das particularidades do curso investigado consiste na
					oferta de disciplinas referentes aos idiomas de inglês e espanhol, uma vez que o
					curso almeja formar profissionais bilíngues, visando possibilitar a atuação dos
					secretários em redigir, falar e traduzir os principais idiomas globais no âmbito
					das relações internacionais entre as organizações.</p>
				<p>Dessa forma, tais disciplinas tendem a extrair, de modo mais significativo nos
					discentes, o aspecto da Conceitualização Abstrata e Experimentação Ativa em
					consonância com o trabalho de <xref ref-type="bibr" rid="B24">Lourenço e
						Cantarotti (2011)</xref>, que discorrem sobre o papel do secretário atuar
					como tradutor. Esta aprendizagem é proporcionada pelo ensino teórico sobre
					tradução e suas técnicas, para alinhar com a prática efetiva das traduções de
					textos, as quais fazem parte do ambiente secretarial, reforçando a necessidade
					de um aprendizado por meio de atividades práticas e experimentais</p>
				<p>No entanto, discute-se se é a natureza da área de Secretariado Executivo Bilíngue
					que atrai estudantes com esse estilo ou se a proposta das estratégias de ensino
					implementadas nesse ambiente facilita o desenvolvimento do estilo Convergente em
					detrimento dos demais. Ou, então, a forma como os professores conduziram essas
					metodologias levou aos estudantes em pensarem acerca de uma determinada solução
					específica ao contexto trazido em sala de aula mediante a tais métodos. Em
					contrapartida, pode-se compreender que o estilo Convergente, por já ser inato
					desses alunos, apenas se manifestou na resolução dessas atividades abordadas no
					ambiente de aprendizagem, independente da maneira com que os docentes aplicaram
					essas estratégias colaborativas.</p>
				<p>De qualquer maneira, atenta-se para o caráter contributivo dos demais estilos
					para a profissão de Secretariado Executivo, uma vez que as competências dos
					profissionais envolvem a utilização do raciocínio lógico e analítico para
					estabelecer relações formais e causais entre fenômenos e situações
					organizacionais, sendo essas características exercitadas mais fortemente no
					estilo Assimilador.</p>
				<p>Outrossim, a capacidade de adaptação e iniciativa ressaltados na vertente do
					Acomodador se fazem fundamentais para o profissional atuar tanto na gestão como
					no assessoramento das atividades sob o enfoque da autonomia, comunicação
					interpessoal e intergrupal, inserido em um ambiente organizacional dinâmico,
					complexo e heterogêneo (<xref ref-type="bibr" rid="B38">Silva <italic>et
							al.,</italic> 2019</xref>). Nesse contexto secretarial, também é
					importante o saber trabalhar em equipe, assim como buscar enxergar de forma
					crítica e imaginativa diferentes pontos de vista acerca das situações que
					envolvem projetos e eventos presentes nesse âmbito sob a motivação emotiva de
					visualizar diferentes soluções (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Cordeiro; Silva,
						2012</xref>), o que se aproxima das características pertinentes ao estilo
					Divergente.</p>
				<p>Em suma, os respondentes de Secretariado Executivo Bilíngue se deparam com um
					mercado que exige uma gama de conhecimentos e competências técnicas e humanas,
					as quais incluem tanto a capacidade de desenvolver atividades secretariais e
					administrativas quanto atribuições ligadas à coordenação de equipes de trabalho,
					gestão de dados e informações, planejamento e definições logísticas e o domínio
					de línguas estrangeiras (<xref ref-type="bibr" rid="B31">Muller; Oliveira;
						Cegan, 2015</xref>), fazendo-se necessário um processo formativo que
					amplifique mais características propensas aos outros estilos, sem se restringir
					ao Convergente, já tão presente no alunado.</p>
				<p>Nesse sentido, é importante que os professores conheçam o estilo de aprendizagem
					predominante desses estudantes, visando desenvolver métodos que ajudem a
					explorar as características dos demais estilos. Para isso, as políticas
					institucionais das universidades precisam incentivar, alinhar e valorizar o
					fomento de metodologias de ensino mais diversificadas em busca de qualificar a
					formação desses profissionais sob o enfoque da multidisciplinaridade, tão
					fundamental no papel do secretário.</p>
				<p>Diante da análise dos estilos de aprendizagem identificados no curso de
					Secretariado Executivo Bilíngue, é interessante realizar um comparativo com os
					achados em Administração (<xref ref-type="table" rid="t4">tabela 4</xref>),
					visando discutir e sintetizar os resultados que se fazem presentes no contexto
					de ambos os cursos, inseridos nas ciências sociais aplicadas, em uma mesma
					instituição de ensino.</p>
				<table-wrap id="t4">
					<label>Tabela 4</label>
					<caption>
						<title>Comparação dos Estilos de aprendizagem dos alunos de Administração e
							Secretariado Executivo Bilíngue</title>
					</caption>
					<table>
						<thead>
							<tr>
								<th align="left" valign="bottom"/>
								<th align="center" colspan="2" valign="bottom">Administração</th>
								<th align="center" colspan="2" valign="bottom">Secretariado
									Executivo Bilíngue</th>
							</tr>
							<tr>
								<th align="left" valign="bottom"><bold>Estilos de
										Aprendizagem</bold></th>
								<th align="center" valign="bottom"><bold>QTD</bold></th>
								<th align="center" valign="bottom"><bold>%</bold></th>
								<th align="center" valign="bottom"><bold>QTD</bold></th>
								<th align="center" valign="bottom"><bold>%</bold></th>
							</tr>
						</thead>
						<tbody>
							<tr>
								<td align="left" valign="bottom">Convergente</td>
								<td align="center" valign="bottom">10</td>
								<td align="center" valign="bottom">50,00%</td>
								<td align="center" valign="bottom">8</td>
								<td align="center" valign="bottom">57,14%</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" valign="bottom">Assimilador</td>
								<td align="center" valign="bottom">7</td>
								<td align="center" valign="bottom">35,00%</td>
								<td align="center" valign="bottom">3</td>
								<td align="center" valign="bottom">21,43%</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" valign="bottom">Acomodador</td>
								<td align="center" valign="bottom">2</td>
								<td align="center" valign="bottom">10,00%</td>
								<td align="center" valign="bottom">2</td>
								<td align="center" valign="bottom">14,29%</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" valign="bottom">Divergente</td>
								<td align="center" valign="bottom">1</td>
								<td align="center" valign="bottom">5,00%</td>
								<td align="center" valign="bottom">1</td>
								<td align="center" valign="bottom">7,14%</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" valign="bottom"><bold>Total</bold></td>
								<td align="center" valign="bottom"><bold>20</bold></td>
								<td align="center" valign="bottom"><bold>100,00%</bold></td>
								<td align="center" valign="bottom"><bold>14</bold></td>
								<td align="center" valign="bottom">100,00%</td>
							</tr>
						</tbody>
					</table>
					<table-wrap-foot>
						<attrib>Fonte: elaboração própria (2023).</attrib>
					</table-wrap-foot>
				</table-wrap>
				<p>Dessa forma, aponta-se que o inventário dos estilos de aprendizagem de Kolb,
					aplicados no âmbito da presente pesquisa, revelou a existência dos quatro
					estilos, sendo evidenciados na mesma ordem sequencial em termos de quantidade e
					porcentagem tanto em Administração quanto em Secretariado Executivo Bilíngue,
					resultando na ordem Convergente, Assimilador, Acomodador e Divergente. Tais
					resultados evidenciam uma mudança nos últimos anos em relação ao perfil do
					alunado das Ciências Sociais Aplicadas, visto que confronta as informações da
					pesquisa de <xref ref-type="bibr" rid="B10">Cerqueira (2008)</xref>, a qual
					constatou na época que a maiorias dos estudantes dessa área se concentravam no
					estilo Assimilador.</p>
				<p>Na presente análise, destaca-se que o estilo Convergente apresentou resultados
					semelhantes em ambos os cursos, tendo Secretariado Executivo Bilíngue 57,14% e
					Administração pontuado 50,00%. Contudo, é possível refletir que o maior tempo
					desses estudantes no curso de Secretariado Executivo Bilíngue em face do alunado
					em Administração, seja uma das razões que contribuíram para essa estatística,
					visto que a amostra da pesquisa abrangeu os discentes do 8° e 9° períodos, ou
					seja, são alunos com maior experiência na respectiva graduação, tendo vivenciado
					a aplicação de metodologias por parte de diferentes professores que,
					provavelmente, exploraram fortemente o aspecto Convergente nesse público. Ou
					ainda, a própria área de atuação em Secretariado Executivo tende a atrair, de
					forma mais intensa, indivíduos com características ligadas ao estilo
					Convergente.</p>
				<p>Além disso, pode-se citar a questão do turno do curso, o qual acaba influenciando
					o tempo de aula dos professores, dado que para aplicar estratégias de ensino sob
					o enfoque de modos de aprendizagem distintos do Convergente, tal como a
					Experiência Concreta e, principalmente, a Observação Reflexiva, necessita-se de
					um tempo de aula apropriado. Entretanto, o curso de Secretariado Executivo
					Bilíngue se encontra no turno noturno, possuindo um horário de aula mais curto
					em comparação com o curso no período integral de Administração.</p>
				<p>Assim, os professores que ministram aulas a noite precisam conciliar os desafios
					de aplicarem metodologias em um curto espaço de tempo, e ainda, lidar com o fato
					de vários universitários pertencerem a cidades diferentes do
						<italic>campus</italic>, os quais dependem de transporte público para o
					deslocamento, impactando as horas de início e término da aula.</p>
				<p>Todos esses fatores repercutem para os docentes aplicarem estratégias de ensino
					mais tradicionais ou mais práticas, geralmente que exigem o pragmatismo nas
					situações de aprendizagem por serem métodos aplicáveis em pouco espaço de tempo
					na aula, o que se reflete em uma porcentagem de alunos convergentes mais
					acentuada em relação à Administração.</p>
				<p>Apesar desses fatores, nota-se que os dois cursos apresentam semelhanças quanto à
					necessidade de exercitar indivíduos voltados, principalmente, aos estilos
					Acomodador e Divergente, tendo em vista a contribuição das características
					associadas a esses estilos para o processo formativo dos alunos, beneficiando na
					sua preparação em enfrentar um mercado de trabalho que vai exigir diversas
					habilidades em diferentes momentos tanto na área secretarial como no contexto da
					gestão.</p>
				<p>Por isso, é relevante que os professores diversifiquem as metodologias de ensino,
					visando contemplar outros estilos nos alunos das Ciências Sociais Aplicadas,
					cujo perfil já se encontra restrito na vertente Convergente, dada a necessidade
					de aplicação prática das ideias no contexto de atuação profissional.</p>
				<p>Vale enfatizar que esta área de conhecimento mescla elementos oriundos das
					ciências exatas e humanas, tornando-a um campo de conhecimento complexo, o que
					leva a necessidade de indivíduos interdisciplinares, capazes de aprenderem
					eficazmente sob as quatro formas de aprendizagem: experimentando (Experiência
					Concreta); observando (Observação Reflexiva); projetando (Conceituação
					Abstrata); e fazendo (Experimentação Ativa) (<xref ref-type="bibr" rid="B7"
						>Bertelli <italic>et al.</italic>, 2020</xref>).</p>
			</sec>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>5 CONCLUSÃO</title>
			<p>Este trabalho identificou os estilos de aprendizagem dos estudantes de Administração
				e Secretariado Executivo Bilíngue, do campus IV, da Universidade Federal da Paraíba,
				sendo o estilo Convergente verificado como predominante em ambos os cursos, o que
				corresponde ao ambiente célere das organizações, cuja exigência é voltada para
				indivíduos pragmáticos na elaboração de soluções e execução das tarefas.</p>
			<p>Em seguida, tem-se o estilo Assimilador, e os outros dois praticamente inexistentes
				em ambos os cursos, o que leva a questionar-se se os alunos são induzidos aos
				estilos Convergente e Assimilador por serem afetados pela ação docente por meio de
				estratégias de ensino utilizadas, ou se os indivíduos interessados por estes cursos
				já são propensos a tais perfis e, apenas, sustentam tais estilos no decorrer da
				formação.</p>
			<p>Reflete-se, ainda, se os docentes estimulam a propagação desses estilos em virtude de
				visualizarem, de repente, características desses estilos sendo mais atrativas e
				exigidas pelo mercado de trabalho, requisitando profissionais que se comportem mais
				em consonância com os estilos Convergente e Assimilador. Entretanto, entende-se que,
				apesar da tendência predominante do estilo Convergente nessas áreas formativas,
				revelou-se a necessidade de os professores exercitarem metodologias de ensino
				diversificadas, procurando explorar as características dos demais estilos, os quais
				também se caracterizam como essenciais para o contexto de atuação profissional dos
				administradores e secretários executivos.</p>
			<p>Isso é facilitado pela capacidade multiforme dos indivíduos no processo de
				aprendizagem, vivenciada sob a ótica dos quatro estilos. Com isso, indaga-se sobre o
				quanto os docentes e as instituições de ensino compreendem a importância de conhecer
				os estilos de aprendizagem dos alunos para estruturar diretrizes que considerem o
				ciclo de aprendizagem proposto por Kolb, principalmente nas ciências sociais
				aplicadas.</p>
			<p>As limitações da pesquisa consistiram no quantitativo relativamente pequeno de alunos
				nos cursos, principalmente em Secretariado Executivo Bilíngue, já que se tratava dos
				períodos finais e a pandemia ocasionou a desblocagem e evasão de muitos estudantes
				no curso. Sugere-se que estudos futuros possam se debruçar em examinar os alunos
				desses cursos nos períodos iniciais da graduação, a fim de verificar se o perfil do
				alunado dessas áreas tendem a possuir um determinado estilo ou se os métodos de
				ensino utilizados pelos docentes ao longo do curso impactam na influência ou
				aquisição, predominante, do estilo Convergente.</p>
			<p>Portanto, este trabalho contribui para iniciar uma agenda de pesquisas que retratem
				possíveis relações entre os estilos pelos cursos da área de ciências sociais
				aplicadas, abrangendo outras formações como Economia e Contabilidade, por exemplo.
				Pode-se aprofundar estudos que promovam discussões do papel do professor e do aluno
				ao considerar seus estilos de aprendizagem, podendo ampliar para outros
					<italic>campi</italic> da Universidade estudada e contribuir com o processo de
				ensino e aprendizagem desses cursos.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
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			<title>REFERÊNCIAS</title>
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						Contemporânea: evidências a partir dos ingressantes no mercado de trabalho
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