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<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-meta>
            <journal-id journal-id-type="nlm-ta">R Gest Anál</journal-id>
            <journal-id journal-id-type="publisher-id">regea</journal-id>
            <journal-title-group>
                <journal-title>Revista Gestão em Análise</journal-title>
                <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">R. Gest. Anál.</abbrev-journal-title>
            </journal-title-group>
            <issn pub-type="ppub">1984-7297</issn>
            <issn pub-type="epub">2359-618X</issn>
            <publisher>
                <publisher-name>Unichristus</publisher-name>
            </publisher>
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        <article-meta>
            <article-id pub-id-type="doi">10.12662/2359-618xregea.v14i2.p187-209.2025</article-id>
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                <subj-group subj-group-type="heading">
                    <subject>ARTIGOS</subject>
                </subj-group>
            </article-categories>
            <title-group>
                <article-title>INVESTIMENTOS FINANCEIROS: UM ESTUDO COMPARATIVO ENTRE RENDA FIXA E
                    RENDA VARIÁVEL</article-title>
                <trans-title-group xml:lang="en">
                    <trans-title>FINANCIAL INVESTMENTS: A COMPARATIVE STUDY BETWEEN FIXED INCOME AND
                        VARIABLE INCOME</trans-title>
                </trans-title-group>
            </title-group>
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                <contrib contrib-type="author">
                    <name>
                        <surname>Papandrea</surname>
                        <given-names>Pedro Jose</given-names>
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                <contrib contrib-type="author">
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                        <surname>Hess</surname>
                        <given-names>Marcelo Henrique de Souza Abdala</given-names>
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                <institution content-type="orgname">Universidade Federal de Alfenas</institution>
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                    <city>Varginha</city>
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                <country country="BR">BR</country>
                <email>pedro.papandrea@unifal-mg.edu.br</email>
                <institution content-type="original">Pós-Doutorado PDJ CNPq. Doutorado em Engenharia
                    de Produção pela Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) e Universidade do
                    Tennessee (The University of Tennessee, Knoxville), EUA na modalidade PDSE CAPES
                    (2018). Professor do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas ICSA da
                    Universidade Federal de Alfenas, campus Varginha. Varginha – MG –
                    BR</institution>
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                <institution content-type="orgname">Universidade Federal de Alfenas</institution>
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                    <city>Alfenas</city>
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                </addr-line>
                <country country="BR">BR</country>
                <email>marcelo.hess@sou.unifal-mg.edu.br</email>
                <institution content-type="original">Mestrando do programa de pós-graduação em
                    Economia (UNIFAL-MG). Possui graduação em Ciências Econômicas pela Universidade
                    Federal de Alfenas (2024) e graduação em Interdisciplinar em Ciência e Economia
                    pela Universidade Federal de Alfenas (2023). Alfenas – MG – BR</institution>
            </aff>
            <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
                <day>05</day>
                <month>06</month>
                <year>2025</year>
            </pub-date>
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                <season>May-Aug</season>
                <year>2025</year>
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            <volume>14</volume>
            <issue>2</issue>
            <fpage>187</fpage>
            <lpage>209</lpage>
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                <license license-type="open-access"
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                    <license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
                        licença Creative Commons Attribution, que permite uso, distribuição e
                        reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original
                        seja corretamente citado.</license-p>
                </license>
            </permissions>
            <abstract>
                <title>RESUMO</title>
                <p>Este artigo objetiva caracterizar e comparar títulos de renda fixa e variável por
                    meio de revisão e, subsequentemente, analisar o comportamento do rendimento em
                    relação ao perfil do investidor, utilizando um estudo de caso prático
                    hipotético. Finalmente, tecem-se considerações acerca da pertinência da
                    diversificação de ativos. Entre os resultados, destacam-se a ampla variedade de
                    títulos de renda fixa e variável, que atendem a diversos objetivos, cujas
                    principais características englobam riscos, prazos, liquidez, rentabilidade,
                    valor mínimo, garantias, nomenclatura e emissão; a relação de trade-off entre
                    risco e retorno; a pequena disparidade entre produtos de renda fixa e variável,
                    influenciada pelas taxas de juros praticadas no país; o potencial da alavancagem
                    para gerar maiores retornos, embora isso comprometa a segurança dos recursos
                    aplicados, devido ao risco concentrado em poucos ativos; e a relevância da
                    diversificação de capital e do conhecimento do perfil do investidor. Os achados
                    reforçam o princípio fundamental dos investimentos: maior retorno está
                    intrinsecamente ligado a maior risco, expondo os investidores a maior
                    volatilidade na busca por rendimentos superiores. No caso analisado, a
                    disparidade de rentabilidade entre os ativos, com exceção de criptomoedas e
                    ouro, é atenuada pelas elevadas taxas de juros, que impulsionam os retornos da
                    renda fixa. Embora a renda variável usualmente apresente retornos superiores,
                    esse cenário pode se modificar conforme a política monetária vigente.</p>
            </abstract>
            <trans-abstract xml:lang="en">
                <title>ABSTRACT</title>
                <p>This article aims to characterize and compare fixed and variable income
                    securities by means of a review and, subsequently, to analyze the behavior of
                    the yield in relation to the investor profile using a hypothetical practical
                    case study. Finally, considerations are made about the relevance of asset
                    diversification. Among the results, we highlight the wide variety of fixed and
                    variable income securities, which meet different objectives, whose main
                    characteristics include risks, terms, liquidity, profitability, minimum value,
                    guarantees, nomenclature, and issuance; the trade-off relationship between risk
                    and return; the small disparity between fixed and variable income products,
                    influenced by the interest rates practiced in the country; the potential of
                    leverage to generate higher returns, although this compromises the security of
                    the invested resources, due to the risk concentrated in a few assets; and the
                    relevance of capital diversification and knowledge of the investor profile. The
                    findings reinforce the fundamental principle of investments: higher returns are
                    intrinsically linked to higher risk, exposing investors to greater volatility in
                    the search for higher yields. In the case analyzed, the disparity in
                    profitability between assets, with the exception of cryptocurrencies and gold,
                    is mitigated by high interest rates, which boost fixed-income returns. Although
                    variable income usually presents higher returns, this scenario may change
                    depending on current monetary policy.</p>
            </trans-abstract>
            <kwd-group xml:lang="pt">
                <title>Palavras-chave:</title>
                <kwd>economia</kwd>
                <kwd>aplicações financeiras</kwd>
                <kwd>renda fixa</kwd>
                <kwd>renda variável</kwd>
                <kwd>diversificação</kwd>
                <kwd>perfil de investidor</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="en">
                <title>Keywords:</title>
                <kwd>economy</kwd>
                <kwd>financial investments</kwd>
                <kwd>fixed income</kwd>
                <kwd>variable income</kwd>
                <kwd>diversification</kwd>
                <kwd>investor profile</kwd>
            </kwd-group>
        </article-meta>
    </front>
    <body>
        <sec sec-type="intro">
            <title>1 INTRODUÇÃO</title>
            <p>A alocação de recursos é um dos principais atributos das ciências econômicas, e esse
                conceito visa à eficiência das decisões dos agentes econômicos diante da quantidade
                limitada de capital e outros recursos. Nesse contexto, no que se refere ao capital
                financeiro, os valores poupados pelos agentes podem gerar retornos maiores ou
                menores de acordo com a rentabilidade dos títulos. Portanto, pode-se atingir a
                eficiência separando os melhores ativos financeiros, dado um grau de aversão ao
                risco. Dessa forma, é necessário conhecer as particularidades dos produtos
                financeiros, que fazem total diferença na hora da decisão das escolhas de
                investimentos (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Marcos, 2007, p. 27-30</xref>).</p>
            <p>Além disso, abordar os investimentos em renda fixa e variável, juntamente com a
                prática de diversificar a carteira de acordo com o perfil do investidor, revela-se
                essencial para harmonizar as aplicações com as metas financeiras e o nível de risco
                aceitável, buscando maximizar os lucros e salvaguardar o capital contra perdas
                significativas. A diversificação atua na redução dos riscos, ao passo que a opção
                por não diversificar com o intuito de alavancar pode impulsionar ganhos de forma
                expressiva, mas também ampliar as perdas na mesma proporção, tornando o capital mais
                suscetível a imprevistos. O benefício de não diversificar para alavancar reside na
                possibilidade de obter lucros rápidos e consideráveis ao acertar as tendências do
                mercado; no entanto, a principal desvantagem é a grande vulnerabilidade a
                acontecimentos negativos, que podem resultar na perda total ou considerável do
                montante investido, sobretudo em mercados instáveis ou de difícil previsão, o que
                torna essa abordagem desaconselhável para a maioria dos investidores que priorizam a
                segurança e a consistência financeira.</p>
            <p>O investidor financeiro, ao explorar a variedade de ativos de renda fixa e variável,
                inevitavelmente enfrenta um questionamento crucial: qual deles se alinha às suas
                expectativas individuais, ou seja, onde direcionar os recursos para obter um
                rendimento que corresponda aos seus objetivos atuais? A resposta a essa indagação
                reside em uma análise prévia e cuidadosa do perfil do investidor e do cenário
                econômico vigente, o que impede uma avaliação simplista ou imediata.</p>
            <p>Dessa forma, o presente trabalho propõe, emlinhasgerais,umarevisãoconcisadomercado
                financeiro e suas características intrínsecas, abordando, também, os conceitos de
                risco e retorno, a importância da diversificação e os diferentes perfis de
                investidor. Adicionalmente, examinar-se-ão as particularidades de um conjunto de
                produtos de renda fixa e de renda variável para, subsequentemente, construir-se uma
                carteira diversificada, aderente aos perfis de investidor conservador, moderado e
                arrojado. Em seguida, realizar-se-á uma análise comparativa dos resultados obtidos,
                relacionando-os com pressupostos econômicos e financeiros relevantes. Por fim, serão
                analisados casos que se desviam da estratégia de diversificação, com o objetivo de
                ilustrar o conceito de alavancagem, explicitando as vantagens e desvantagens da
                diversificação de ativos financeiros.</p>
            <p>Portanto, para tal propósito, este trabalho está organizado em cinco seções. Depois
                desta introdução, há mais quatro seções que procuram, respectivamente: introduzir a
                ideia de investimento financeiro, o mercado financeiro e os dois tipos de renda; na
                terceira seção, apresenta-se a metodologia utilizada na pesquisa; na quarta,
                caracterizam-se os principais produtos de renda fixa e variável quanto às suas
                particularidades, calculam-se os resultados e analisam-se por meio de algumas
                observações; na última seção, encontram-se as considerações finais.</p>
        </sec>
        <sec>
            <title>2 REVISÃO DE LITERATURA</title>
            <sec>
                <title>2.1 INVESTIMENTOS</title>
                <p>O investimento é um compromisso presente de capital ou outros meios, objetivando
                    ganhos futuros (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Bodie; Kane; Marcus, 2015, p.
                        1</xref>). Além disso, para Assaf Neto, o investimento significa um aumento
                    de capital e geração de riqueza na economia (<xref ref-type="bibr" rid="B3"
                        >Assaf Neto, 2014, p. 33</xref>).</p>
                <p>Nesse contexto, a capacidade produtiva de uma sociedade determina sua riqueza
                    material, isto é, os produtos e serviços criados pelos integrantes da sociedade.
                    Assim, denominam-se ativos reais da economia: os imóveis, as máquinas, as terras
                    e a ciência que são usados na produção de bens e serviços. Por outro lado, os
                    ativos financeiros (ações, títulos da dívida) auxiliam indiretamente na produção
                    (produtividade) da economia. Em economias desenvolvidas, seus membros adquirem
                    direito sobre os ativos reais por meio dos ativos financeiros. Enquanto os
                    ativos reais têm como retorno uma renda líquida que advém da capacidade
                    produtiva dos indivíduos, os ativos financeiros determinam a distribuição da
                    renda (riqueza) entre os aplicadores. Diante disso, o indivíduo se depara com a
                    decisão de consumir sua renda no presente ou poupá-la para o futuro (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B5">Bodie; Kane; Marcus 2015, p. 2</xref>).</p>
                <p>Essa disposição no final do parágrafo anterior nos ajuda a entender a ideia de
                    mercado primário e secundário. No primeiro, as companhias ofertam ações para
                    adquirir capital para suas atividades. Contudo, no mercado secundário, os
                    investidores que compraram as ações agora as ofertam a outros investidores,
                    estabelecendo um mercado de compra e venda de títulos. Portanto, o mercado
                    primário diferencia-se do secundário pelo fato de os recursos daquele irem
                    diretamente para as empresas investirem em produção, enquanto os recursos deste
                    representam um simples processo de transação entre compradores e vendedores dos
                    títulos, o que não resulta em mudança financeira nas empresas (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B26">Pinheiro, 2019, p. 189</xref>).</p>
                <p>Finalmente, as atividades de intermediação financeira auxiliam na convergência de
                    interesses dos agentes econômicos, por meio do equilíbrio de prazos, de valores
                    e riscos. Essa intermediação satisfaz: no que se refere aos prazos, por meio da
                    interação entre superavitários e deficitários de capitais financeiros, suprindo
                    a carência temporal de fundos de todos os agentes do mercado, promovendo uma
                    maior oferta de crédito; no que se refere aos valores, quando auxilia na
                    conciliação das diferentes somas de dinheiro aplicadas por investidores e
                    requeridas pelos demandantes, colaborando para uma melhor alocação dos recursos
                    na economia; no que se refere aos riscos, quando ocorre uma diluição devido à
                    atividade de diversificação de carteiras e, portanto, reduz os riscos dos
                    investidores (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Assaf Neto, 2018, p.
                    12</xref>).</p>
            </sec>
            <sec>
                <title>2.2 MERCADO FINANCEIRO</title>
                <p>O Mercado Financeiro é o nome dado ao meio no qual ocorrem as mais variadas
                    operações com ativos financeiros. Além disso, é de extrema importância para a
                    economia de um país, pois é esse universo de compra e venda que permite a
                    canalização de recursos dos agentes superavitários (pessoas) para os agentes
                    deficitários (empresas), com uma promessa de retorno para os investidores (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B26">Pinheiro, 2019, p. 188</xref>).</p>
                <p>Ademais, na economia, existem os intermediários financeiros que recolhem a
                    poupança diretamente do público, sob a responsabilidade da própria instituição,
                    e emprestam (financiam) os recursos para as empresas, como exemplo os bancos
                    comerciais, de investimento, de desenvolvimento, a Caixa Econômica Federal
                    (CEF), as sociedades de crédito, o financiamento e investimento e os bancos
                    múltiplos. Por outro lado, as instituições auxiliares colocam poupadores e
                    investidores em interação, por exemplo, as bolsas de valores, cujo objetivo é
                    propiciar liquidez aos títulos emitidos pelas empresas (ações), por meio do
                    estabelecimento de um mercado secundário para negociação dos títulos (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B15">Fortuna, 2015, p. 17</xref>).</p>
                <p>Conforme <xref ref-type="bibr" rid="B2">Assaf Neto (2021)</xref>, o Mercado
                    Financeiro se divide em quatro subcategorias, os mercados: monetário, de
                    crédito, de capitais e o cambial. Essa repartição considera a atuação e o prazo
                    para realização das operações. Primeiramente, o mercado monetário se caracteriza
                    por operações nos curto e curtíssimo prazos, possibilitando uma supervisão
                    célere da liquidez da economia e dos juros básicos almejados pela política
                    econômica. Em segundo lugar, o mercado de crédito abrange as operações de
                    financiamentos e empréstimos nos curto e médio prazos, nas quais há um credor e
                    um devedor. O devedor encaminha os recursos para aquisição de ativos não
                    circulantes e para o capital de giro. Nesse mercado, atuam as sociedades
                    financeiras e os bancos comerciais.</p>
                <p>Em terceiro lugar, o mercado de capitais opera no médio, longo e indeterminado
                    prazo, e é constituído de títulos e valores mobiliários, como ações de
                    companhias, <italic>commercial papers</italic> e debêntures. Por fim, o mercado
                    cambial se caracteriza pela troca de moeda nacional por estrangeira ou
                    vice-versa, vinculada às relações de importação e exportação. As instituições
                    financeiras responsáveis pelas operações desse mercado são as sociedades
                    distribuidoras, as caixas econômicas, agências de turismo, corretoras, entre
                    outras (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Assaf Neto, 2021, p. 65-103</xref>).</p>
            </sec>
            <sec>
                <title>2.3 RENDA FIXA</title>
                <p>A renda fixa é a modalidade de investimento para investidores mais conservadores,
                    com maior aversão ao risco, pois tem como características serem mais estáveis e
                    seguras. Além disso, a denominação “renda fixa” está ligada ao fato de os
                    títulos possuírem uma rentabilidade previsível, que pode ser fixada em um
                    percentual mensal ou seguir algum índice. Ademais, a taxa de rendimento e o
                    prazo de vencimento são definidos no momento da aplicação. Nesse sentido, os
                    investimentos em renda fixa funcionam como um empréstimo para o emissor. O
                    investidor adquire uma taxa fixa de rentabilidade, acordada na aquisição da
                    aplicação, ou aguarda uma taxa variável baseada em algum indexador. Por fim, os
                    títulos de renda fixa podem colaborar para o crescimento da economia de uma
                    maneira geral (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Lima; Assaf Neto, 2016, p.
                        67</xref>).</p>
                <p>Ainda, a base para o mercado de renda fixa são os títulos da dívida pública, que
                    atuam como um referencial para o mercado de papéis privados. Dessa forma, a
                    atuação de um mercado que negocia as dívidas públicas cria a infraestrutura para
                    a oferta e demanda de títulos e organiza o <italic>benchmark</italic><xref
                        ref-type="fn" rid="fn1">1</xref> para a negociação dos títulos privados.
                    Além disso, a taxa de juros regula o interesse das empresas em se financiar.
                    Quando a taxa de juros oferecida pelos títulos públicos sobe, as empresas
                    reduzem o interesse, isto é, não lançam títulos no mercado financeiro. Assim, a
                    mecânica da dívida pública constitui o objeto central da perspectiva dos
                    investimentos em renda fixa. Consequentemente, se o risco é maior, o retorno
                    desejado para financiar o governo aumenta, o que leva a uma maior taxa de juros.
                    Para que tal mecânica funcione, necessita-se de dois fatores: das alterações em
                    seu estoque e do déficit fiscal (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Fortuna, 2015,
                        p. 80</xref>).</p>
                <p>Há três formas de se classificar os investimentos em renda fixa: pré-fixado,
                    pós-fixado e misto. O primeiro possui uma taxa de juros definida e fixada,
                    enquanto o segundo possui uma taxa fixa (ou variável) acrescida de uma taxa
                    variável que determina o rendimento do período. O terceiro mescla o primeiro e o
                    segundo. Outro detalhe importante é que alguns instrumentos financeiros de renda
                    fixa são cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Observe o <xref
                        ref-type="table" rid="T1">quadro 1</xref>.</p>
                <table-wrap id="T1">
                    <label>Quadro 1</label>
                    <caption>
                        <title>Instrumentos financeiros cobertos pelo FGC</title>
                    </caption>
                    <table frame="box" rules="all">
                        <tbody>
                            <tr>
                                <td>
                                    <p>- Depósitos à vista ou sacáveis mediante aviso prévio;</p>
                                    <p>- Depósitos de poupança;</p>
                                    <p>- Letras de câmbio (LC);</p>
                                    <p>- Letras hipotecárias (LH);</p>
                                    <p>- Letras de crédito imobiliário (LCI);</p>
                                    <p>- Letras de crédito do agronegócio (LCA);</p>
                                    <p>- Depósitos a prazo, com ou sem emissão de certificado RDB e
                                        CDB;</p>
                                    <p>- Depósitos mantidos em contas não movimentáveis por cheques
                                        destinadas ao registro e ao controle do fluxo de recursos
                                        referentes à prestação de serviços de pagamento de salários,
                                        vencimentos, aposentadorias, pensões e similares;</p>
                                    <p>- Operações compromissadas que têm como objeto títulos
                                        emitidos após 8 de março de 2012 por empresa ligada.</p>
                                </td>
                            </tr>
                        </tbody>
                    </table>
                    <table-wrap-foot>
                        <fn id="TFN1">
                            <p>Fonte: elaboração própria (2024).</p>
                        </fn>
                    </table-wrap-foot>
                </table-wrap>
                <p>De acordo com as normas do FGC, pelas regras em vigência, do CMN, acordado em
                    12/2017, os limites de garantia do FGC possuem um teto geral de R$ 1 milhão para
                    cada investidor, durante um período de 4 anos, permanece o limite de até R$ 250
                    mil por instituição e, mesmo que o investidor possua R$ 250 mil investido por
                    conta em 10 instituições financeiras, totalizando R$ 2,5 milhões, terá um limite
                    de cobertura máximo de R$ 1 milhão (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Assaf Neto,
                        2021, p. 102</xref>). Ademais, os impostos e as taxas incidentes em cada
                    produto podem ser visualizados no <xref ref-type="table" rid="T2">quadro
                        2</xref>. A alíquota<xref ref-type="fn" rid="fn2">2</xref> incidente de
                    Imposto de Renda para cada intervalo de tempo, pode ser consultada na <xref
                        ref-type="table" rid="T3">tabela 1</xref>.</p>
                <table-wrap id="T2">
                    <label>Quadro 2</label>
                    <caption>
                        <title>Impostos e taxas incidentes sobre produtos de renda fixa</title>
                    </caption>
                    <table frame="box" rules="all">
                        <thead style="background-color:#cbcccc">
                            <tr>
                                <th align="center" valign="middle">Título</th>
                                <th align="center" valign="middle">Impostos incidentes</th>
                                <th align="center" valign="middle">Características da
                                    tributação</th>
                            </tr>
                        </thead>
                        <tbody>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle">Caderneta de Poupança</td>
                                <td align="left" valign="middle">Isento</td>
                                <td align="left" valign="middle">Não há.</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle">LCI</td>
                                <td align="left" valign="middle">Isenta de IR e IOF</td>
                                <td align="left" valign="middle">As pessoas físicas (PF) são isentas
                                    de Imposto de Renda (IR) e IOF. As pessoas jurídicas (PJ) são
                                    orientadas pela tabela regressiva de IR, que incide sobre o
                                    ganho em relação ao prazo de permanência.</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle">LCA</td>
                                <td align="left" valign="middle">Isento de IR e IOF</td>
                                <td align="left" valign="middle">Isento de IR e IOF (independente do
                                    prazo de resgate) para pessoas físicas.</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle">CRI</td>
                                <td align="left" valign="middle">Isento de IR e IOF</td>
                                <td align="left" valign="middle">As pessoas físicas são isentas de
                                    IR sobre sua remuneração. O IOF não incide sobre PF e PJ.</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle">CRA</td>
                                <td align="left" valign="middle">Isento de IR e IOF</td>
                                <td align="left" valign="middle">Pessoas jurídicas (PJ): tributação
                                    conforme a tabela regressiva de IR. PJ isento de IOF. As PFs são
                                    isentas de ambas as tributações.</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle">LC</td>
                                <td align="left" valign="middle">Imposto de Renda (IR)</td>
                                <td align="left" valign="middle">Têm os mesmos tratamentos do
                                    CDB.</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle">LH</td>
                                <td align="left" valign="middle">Isento de IR e IOF</td>
                                <td align="left" valign="middle">As PFs são isentas de Imposto de
                                    Renda e IOF (se o resgate ocorrer após 30 dias da
                                    aplicação)</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle">CDB</td>
                                <td align="left" valign="middle">IR e o IOF</td>
                                <td align="left" valign="middle">Cálculo com base na tabela
                                    regressiva do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Operações
                                    Financeiras (IOF).</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle">RDB</td>
                                <td align="left" valign="middle">IR e o IOF</td>
                                <td align="left" valign="middle">Este produto é livre de taxas
                                    administrativas. O Imposto de Renda (IR) incide sobre os
                                    rendimentos. O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) pode
                                    ser cobrado caso o resgate aconteça antes dos 30 primeiros dias
                                    do início do investimento.</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle">Debêntures</td>
                                <td align="left" valign="middle">Imposto de Renda</td>
                                <td align="left" valign="middle">As debêntures incentivadas são
                                    isentas de Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas (CPFs). No
                                    entanto, as debêntures comuns são tributadas pela tabela
                                    regressiva do IR, com alíquotas que variam de 22,5% a 15%.</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle">LF</td>
                                <td align="left" valign="middle">Imposto de Renda e IOF</td>
                                <td align="left" valign="middle">IR com alíquota de acordo com a
                                    tabela 1 e IOF cobrado para prazos inferiores a 30 dias.</td>
                            </tr>
                        </tbody>
                    </table>
                    <table-wrap-foot>
                        <fn id="TFN2">
                            <p>Fonte: elaboração própria (2024).</p>
                        </fn>
                    </table-wrap-foot>
                </table-wrap>
                <table-wrap id="T3">
                    <label>Tabela 3</label>
                    <caption>
                        <title>Percentual do IR de acordo com o prazo</title>
                    </caption>
                    <table frame="hsides" rules="groups">
                        <thead style="background-color:#cbcccc">
                            <tr>
                                <th align="center" valign="middle">Prazo da aplicação</th>
                                <th align="center" valign="middle">Alíquota</th>
                            </tr>
                        </thead>
                        <tbody>
                            <tr>
                                <td align="center" valign="middle">Até 180 dias</td>
                                <td align="center" valign="middle">22,50%</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="center" valign="middle">De 181 e 360 dias</td>
                                <td align="center" valign="middle">20,00%</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="center" valign="middle">De 361 e 720 dias</td>
                                <td align="center" valign="middle">17,50%</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="center" valign="middle">Acima de 720 dias</td>
                                <td align="center" valign="middle">15,00%</td>
                            </tr>
                        </tbody>
                    </table>
                    <table-wrap-foot>
                        <fn id="TFN3">
                            <p>Fonte: (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Brasil, 2024</xref>).</p>
                        </fn>
                    </table-wrap-foot>
                </table-wrap>
            </sec>
            <sec>
                <title>2.4 RENDA VARIÁVEL</title>
                <p>A renda variável caracteriza-se por ser composta de títulos que não apresentam
                    certeza sobre seus rendimentos. As forças de mercado, oferta e demanda definem o
                    retorno ao aplicador financeiro. Ademais, não possui cobertura do FGC, mas, com
                    o intuito de proteger os investidores, o Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos
                    (MRP) garante até R$ 120.000,00 de ressarcimento em caso de prejuízos provocados
                    por distribuidoras, corretoras e agentes autônomos, dentro do que for cabível.
                    Um exemplo de cobertura seria a quebra de uma corretora. Os dois principais
                    órgãos atuantes na renda variável são a Bolsa de Valores, que age como
                    intermediadora das transações, e a CVM, que fiscaliza, julga e pune as
                    irregularidades cometidas nesse âmbito (B3, 2024). O retorno dos ativos nessa
                    modalidade é alto, quando comparado à renda fixa (em situações normais), porém o
                    risco também é elevado, confirmando o <italic>trade-off</italic> entre risco e
                    retorno. As oscilações bruscas do mercado são um fator-chave para grandes
                    ganhos, mas também para grandes perdas.</p>
            </sec>
            <sec>
                <title>2.5 RISCO E RETORNO</title>
                <p>O processo de seleção de uma carteira pode ser dividido em duas etapas. A
                    primeira delas inicia-se com a observação e a experiência, culminando nas
                    crenças sobre o desempenho futuro dos títulos existentes (<xref ref-type="bibr"
                        rid="B21">Markowitz, 1952</xref>).</p>
                <p>Um trecho do livro de <xref ref-type="bibr" rid="B28">Taleb (2018, p.
                        130-131)</xref> traz a seguinte reflexão: “O que importa não é o que uma
                    pessoa tem ou não tem; é o que ela tem medo de perder”. A ideia central é que
                    não tememos ganhar dinheiro, mas sim perdê-lo. Portanto, o investidor se depara
                    com um risco ao buscar um ganho almejado, configurando um trade-off entre risco
                    e retorno: quanto maior o retorno, maior o risco associado ao investimento.</p>
                <p>Na literatura, o risco é compreendido como uma parcela mensurável, em termos
                    financeiros, da incerteza. Assim, no mercado, existem ativos com alta
                    probabilidade de perda, denominados de alto risco. A noção de risco pode ser
                    vinculada a dois pontos de análise: a variabilidade e a volatilidade do ativo
                        (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Pereira, 2014, p. 97-111</xref>).</p>
                <p>Nesse contexto, o risco total é composto por duas partes: o risco sistemático,
                    não diversificável, caracterizado por eventos incomuns, porém possíveis, e não
                    mensuráveis (controláveis) devido à sua imprevisibilidade, como questões
                    políticas e sociais e desastres naturais; e o risco não sistemático,
                    diversificável, que o investidor pode mitigar por meio da diversificação dos
                    ativos, não exigindo um prêmio pelo risco (<xref ref-type="bibr" rid="B24"
                        >Nunes; Compagnone; Sales, 2020, p. 10-11</xref>).</p>
                <p><xref ref-type="bibr" rid="B31">Westerfield <italic>et al</italic>. (2015)</xref>
                    observam que riscos como o de crédito, liquidez, mercado, fiscal e jurídico
                    podem ser reduzidos ou eliminados com uma política de diversificação de
                    investimentos financeiros adequada. Dessa forma, é possível otimizar o retorno,
                    dado o menor nível de risco possível.</p>
                <p>O retorno médio ou esperado de uma distribuição de probabilidade de retorno é um
                    indicador da lucratividade esperada. A variância de uma distribuição indica a
                    gama de resultados possíveis em torno da média, ou seja, quanto maior a
                    variância, mais incerto será o resultado. Portanto, a variância de uma
                    distribuição é uma representação visual do risco envolvido.</p>
                <sec>
                    <title>2.5.1 Risco em renda fixa</title>
                    <p>A inadimplência do emitente do papel e as flutuações nas taxas de inflação e
                        nas taxas de juros de mercado representam riscos consideráveis para os
                        títulos de renda fixa. O risco da inflação é mais acentuado nos títulos
                        pré-fixados, uma vez que são remunerados a uma taxa fixa. Nos títulos
                        pós-fixados, esse risco é mitigado se o indexador selecionado acompanhar a
                        taxa de inflação real da economia. O rendimento real depende da inflação no
                        período das variações nas taxas de juros. Para reduzir o risco de variação
                        nas taxas de juros em prazos longos, os títulos são emitidos com cláusula de
                        repactuação dos juros; ou seja, nos intervalos acordados entre as partes,
                        ocorre um ajuste na taxa de juros para o próximo período, de acordo com o
                        andamento dos juros de mercado (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Lima; Assaf
                            Neto, 2016, p. 81</xref>).</p>
                    <p>Adicionalmente, os títulos de renda fixa podem estar sujeitos a diversos
                        outros tipos de riscos. Entre eles, destacam-se: o risco de crédito,
                        exemplificado pela possibilidade de não recebimento do principal e dos juros
                        atualizados em casos como a poupança, ou pela inadimplência do emissor em
                        honrar os pagamentos de juros e principal em créditos diretos ao consumidor
                        ou debêntures; o risco de mercado, como o descasamento que pode ocorrer em
                        CDBs devido à aplicação de recursos em produtos com prazos, taxas ou moedas
                        diferentes do título; e o risco operacional, que abrange erros na
                        formalização da transação, falhas humanas no controle da custódia, erros de
                        transação nos sistemas internos de decisão e sistema contábil, precificação
                        incorreta e falhas de comunicação formal (<xref ref-type="bibr" rid="B9"
                            >Brito, 2019, p. 107-121</xref>).</p>
                    <p>A Taxa Média Selic (TMS), utilizada como referência, é baseada principalmente
                        nos títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, considerados de risco nulo.
                        Nesse caso, o governo é um devedor que honra suas dívidas, pagando os juros
                        e o principal aos seus investidores (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Lima;
                            Assaf Neto, 2016, p. 91</xref>). A TMS é, portanto, uma taxa livre de
                        risco da economia, que incorpora uma parcela do risco conjuntural,
                        protegendo o aplicador desse risco (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Assaf
                            Neto, 2021, p. 152</xref>).</p>
                </sec>
            </sec>
        </sec>
        <sec sec-type="methods">
            <title>3 METODOLOGIA</title>
            <p>Este artigo objetiva caracterizar e comparar os títulos de renda fixa e variável por
                meio de uma revisão e, em seguida, de um caso prático hipotético. Para tanto,
                utiliza-se a pesquisa bibliográfica, construída por meio de material formalmente
                divulgado em periódicos, livros, teses e outros (<xref ref-type="bibr" rid="B16"
                    >Gil, 2019, p. 90</xref>), e a pesquisa documental, que, segundo Lakatos e <xref
                    ref-type="bibr" rid="B18">Marconi (2017, p. 191)</xref>, utiliza fontes
                primárias, ou seja, informações e dados brutos, sem qualquer tratamento científico.
                Embora a pesquisa documental possua especificidades em sua utilização, ela
                complementa, de forma eficaz, a pesquisa bibliográfica. Entre as ferramentas de
                pesquisa utilizadas, destacam-se o Google Acadêmico, o <italic>Scientific Electronic
                    Library Online</italic> (SciELO), livrarias online e jornais científicos. A fim
                de mensurar os resultados quantitativos, os parágrafos a seguir descrevem o passo a
                passo.</p>
            <p>Na seção 4.3, mensura-se o retorno de cada título isolado, considerando que o
                investidor aplicaria todo o capital em um único título. Os resultados obtidos são
                apresentados na <xref ref-type="table" rid="T9">tabela 2</xref>, que demonstra o
                retorno de cada ativo para auxiliar na escolha e construção da <xref
                    ref-type="table" rid="T10">tabela 3</xref>. Para o cálculo da <xref
                    ref-type="table" rid="T9">tabela 2</xref>, foram utilizadas as equações (1) e
                (2). A equação (1) retorna o rendimento bruto da aplicação financeira, enquanto a
                equação (2) calcula o lucro líquido, já descontados os impostos (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B10">Bruni, 2016, p. 183-263</xref>).</p>
            <table-wrap id="T9">
                <label>Tabela 2</label>
                <caption>
                    <title>Rentabilidade das aplicações financeiras</title>
                </caption>
                <table frame="hsides" rules="groups">
                    <thead style="background-color:#cbcccc">
                        <tr>
                            <th align="center" valign="middle">Títulos</th>
                            <th align="center" valign="middle">Juros (%)</th>
                            <th align="center" valign="middle">Impostos (%)</th>
                            <th align="center" valign="middle">Rendimento (R$)</th>
                        </tr>
                    </thead>
                    <tbody>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">Caderneta de poupança</td>
                            <td align="left" valign="middle">7,52</td>
                            <td align="left" valign="middle">0</td>
                            <td align="left" valign="middle">3.760,00</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">LCI</td>
                            <td align="left" valign="middle">10,20</td>
                            <td align="left" valign="middle">0</td>
                            <td align="left" valign="middle">5.100,00</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">LCA</td>
                            <td align="left" valign="middle">9,98</td>
                            <td align="left" valign="middle">0</td>
                            <td align="left" valign="middle">4.920,00</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">CRI</td>
                            <td align="left" valign="middle">11,85</td>
                            <td align="left" valign="middle">0</td>
                            <td align="left" valign="middle">5.925,00</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">CRA</td>
                            <td align="left" valign="middle">12,70</td>
                            <td align="left" valign="middle">0</td>
                            <td align="left" valign="middle">6.350,00</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">LC</td>
                            <td align="left" valign="middle">10,40</td>
                            <td align="left" valign="middle">17,5</td>
                            <td align="left" valign="middle">4.290,00</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">LH</td>
                            <td align="left" valign="middle">9,36</td>
                            <td align="left" valign="middle">0</td>
                            <td align="left" valign="middle">4.680,00</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">LF</td>
                            <td align="left" valign="middle">11,13</td>
                            <td align="left" valign="middle">17,5</td>
                            <td align="left" valign="middle">4.591,13</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">CDB<xref ref-type="fn" rid="fn6"
                                    >6</xref></td>
                            <td align="left" valign="middle">10,92</td>
                            <td align="left" valign="middle">17,5</td>
                            <td align="left" valign="middle">4.504,50</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">RDB</td>
                            <td align="left" valign="middle">10,40</td>
                            <td align="left" valign="middle">17,5</td>
                            <td align="left" valign="middle">4.290,00</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">Debêntures (incentivadas)</td>
                            <td align="left" valign="middle">13,09</td>
                            <td align="left" valign="middle">0</td>
                            <td align="left" valign="middle">6.545,00</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">Tesouro Selic</td>
                            <td align="left" valign="middle">10,50</td>
                            <td align="left" valign="middle">17,5</td>
                            <td align="left" valign="middle">4.331,25</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">Tesouro pré-fixado</td>
                            <td align="left" valign="middle">11,09</td>
                            <td align="left" valign="middle">17,5</td>
                            <td align="left" valign="middle">4.574,63</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">Tesouro IPCA (semestral)</td>
                            <td align="left" valign="middle">9,77</td>
                            <td align="left" valign="middle">17,5</td>
                            <td align="left" valign="middle">4.030,13</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">Tesouro pré (semestral)</td>
                            <td align="left" valign="middle">11,73</td>
                            <td align="left" valign="middle">17,5</td>
                            <td align="left" valign="middle">4.838,63</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">Ações</td>
                            <td align="left" valign="middle">16,43</td>
                            <td align="left" valign="middle">15</td>
                            <td align="left" valign="middle">6.982,75</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">FI – Imobiliário</td>
                            <td align="left" valign="middle">19,65</td>
                            <td align="left" valign="middle">20</td>
                            <td align="left" valign="middle">7.663,50</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">FI – Agronegócio</td>
                            <td align="left" valign="middle">17,00</td>
                            <td align="left" valign="middle">20</td>
                            <td align="left" valign="middle">6.630,00</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">Ouro</td>
                            <td align="left" valign="middle">22,29</td>
                            <td align="left" valign="middle">15</td>
                            <td align="left" valign="middle">9.473,25</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">Criptomoedas (Bitcoin)<xref
                                    ref-type="fn" rid="fn7">7</xref></td>
                            <td align="left" valign="middle">55,20</td>
                            <td align="left" valign="middle">15</td>
                            <td align="left" valign="middle">23.460,00</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">Câmbio (US$)</td>
                            <td align="left" valign="middle">3,68</td>
                            <td align="left" valign="middle">15</td>
                            <td align="left" valign="middle">1.812,40</td>
                        </tr>
                    </tbody>
                </table>
                <table-wrap-foot>
                    <fn id="TFN4">
                        <p>Fonte: elaboração própria (2024).</p>
                    </fn>
                </table-wrap-foot>
            </table-wrap>
            <table-wrap id="T10">
                <label>Tabela 3</label>
                <caption>
                    <title>Rentabilidade de acordo com o perfil do investidor financeiro</title>
                </caption>
                <table frame="hsides" rules="all">
                    <thead style="background-color:#cbcccc">
                        <tr>
                            <th align="center" valign="middle">Perfil</th>
                            <th align="center" valign="middle">Proporção</th>
                            <th align="center" valign="middle">Títulos RF</th>
                            <th align="center" valign="middle">Rent. (R$)</th>
                            <th align="center" valign="middle">Títulos RV</th>
                            <th align="center" valign="middle">Rent. (R$)</th>
                            <th align="center" valign="middle">Rent. (R$)</th>
                        </tr>
                    </thead>
                    <tbody>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle"/>
                            <td align="left" valign="middle"/>
                            <td align="left" valign="middle">CDB</td>
                            <td align="left" valign="middle">810,81</td>
                            <td align="left" valign="middle">Dólar</td>
                            <td align="left" valign="middle">36,80</td>
                            <td align="left" valign="middle"/>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle"/>
                            <td align="left" valign="middle">Renda fixa</td>
                            <td align="left" valign="middle">LCI</td>
                            <td align="left" valign="middle">918,00</td>
                            <td align="left" valign="middle">Ações</td>
                            <td align="left" valign="middle">164,30</td>
                            <td align="left" valign="middle"/>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">Conservador</td>
                            <td align="left" valign="middle">90%</td>
                            <td align="left" valign="middle">CRI</td>
                            <td align="left" valign="middle">1.066,50</td>
                            <td align="left" valign="middle">FIA</td>
                            <td align="left" valign="middle">136,00</td>
                            <td align="left" valign="middle">6.112,18</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle"/>
                            <td align="left" valign="middle">Renda variável</td>
                            <td align="left" valign="middle">CRA</td>
                            <td align="left" valign="middle">1.143,00</td>
                            <td align="left" valign="middle">Ouro</td>
                            <td align="left" valign="middle">189,47</td>
                            <td align="left" valign="middle"/>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle"/>
                            <td align="left" valign="middle">10%</td>
                            <td align="left" valign="middle">Debêntures</td>
                            <td align="left" valign="middle">1.178,10</td>
                            <td align="left" valign="middle">Bitcoin</td>
                            <td align="left" valign="middle">469,20</td>
                            <td align="left" valign="middle"/>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle"/>
                            <td align="left" valign="middle"/>
                            <td align="left" valign="middle">CDB</td>
                            <td align="left" valign="middle">630,63</td>
                            <td align="left" valign="middle">Ações</td>
                            <td align="left" valign="middle">492,90</td>
                            <td align="left" valign="middle"/>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle"/>
                            <td align="left" valign="middle">Renda fixa</td>
                            <td align="left" valign="middle">LCI</td>
                            <td align="left" valign="middle">714,00</td>
                            <td align="left" valign="middle">FIA</td>
                            <td align="left" valign="middle">408,00</td>
                            <td align="left" valign="middle"/>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">Moderado</td>
                            <td align="left" valign="middle">70%</td>
                            <td align="left" valign="middle">CRI</td>
                            <td align="left" valign="middle">829,50</td>
                            <td align="left" valign="middle">FII</td>
                            <td align="left" valign="middle">471,60</td>
                            <td align="left" valign="middle">7.342,93</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle"/>
                            <td align="left" valign="middle">Renda variável</td>
                            <td align="left" valign="middle">CRA</td>
                            <td align="left" valign="middle">889,00</td>
                            <td align="left" valign="middle">Ouro</td>
                            <td align="left" valign="middle">583,40</td>
                            <td align="left" valign="middle"/>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle"/>
                            <td align="left" valign="middle">30%</td>
                            <td align="left" valign="middle">Debêntures</td>
                            <td align="left" valign="middle">916,30</td>
                            <td align="left" valign="middle">Bitcoin</td>
                            <td align="left" valign="middle">1.407,60</td>
                            <td align="left" valign="middle"/>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle"/>
                            <td align="left" valign="middle"/>
                            <td align="left" valign="middle">CDB</td>
                            <td align="left" valign="middle">225,23</td>
                            <td align="left" valign="middle">Ações</td>
                            <td align="left" valign="middle">1.232,25</td>
                            <td align="left" valign="middle"/>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle"/>
                            <td align="left" valign="middle">Renda fixa</td>
                            <td align="left" valign="middle">LCI</td>
                            <td align="left" valign="middle">255,00</td>
                            <td align="left" valign="middle">FIA</td>
                            <td align="left" valign="middle">1.020,00</td>
                            <td align="left" valign="middle"/>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">Arrojado</td>
                            <td align="left" valign="middle">25%</td>
                            <td align="left" valign="middle">CRI</td>
                            <td align="left" valign="middle">296,25</td>
                            <td align="left" valign="middle">FII</td>
                            <td align="left" valign="middle">1.179,00</td>
                            <td align="left" valign="middle">9.792,46</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle"/>
                            <td align="left" valign="middle">Renda variável</td>
                            <td align="left" valign="middle">CRA</td>
                            <td align="left" valign="middle">317,50</td>
                            <td align="left" valign="middle">Ouro</td>
                            <td align="left" valign="middle">1.420,99</td>
                            <td align="left" valign="middle"/>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle"/>
                            <td align="left" valign="middle">75%</td>
                            <td align="left" valign="middle">Debêntures</td>
                            <td align="left" valign="middle">327,25</td>
                            <td align="left" valign="middle">Bitcoin</td>
                            <td align="left" valign="middle">3.519,00</td>
                            <td align="left" valign="middle"/>
                        </tr>
                    </tbody>
                </table>
                <table-wrap-foot>
                    <fn id="TFN5">
                        <p>Fonte: elaboração própria (2024).</p>
                    </fn>
                </table-wrap-foot>
            </table-wrap>
            <p>Em que:</p>
            <disp-quote>
                <p><italic>LCB</italic> : lucro bruto;</p>
                <p><italic>LCL</italic> : lucro líquido;</p>
                <p><italic>CAP</italic> : capital investido;</p>
                <p><italic>tr</italic> : taxa de retorno (taxa nominal);</p>
                <p><italic>al</italic> : taxa do imposto de renda (quando não incide
                        <italic>al</italic> = 0);</p>
                <p><italic>t</italic> : período (no caso 1 ano).</p>
            </disp-quote>
            <p>No cálculo da tabela 3, foi necessária uma modificação no <italic>CAP</italic>, que,
                nesse caso, passou a representar a proporção do valor investido em cada ativo. Por
                exemplo, em vez de R$ 50.000,00, o CAP representa a fração desse valor que será
                aplicada em cada título. Para mais detalhes, consulte a seção 4.3.</p>
            <p>Para o cálculo das tabelas 2 e 3, alguns ativos financeiros foram ajustados: 1) FIA e
                FII: descontou-se 2% da taxa administrativa na taxa de retorno; 2) Cripto Ativos e
                ouro: considerou-se o período de janeiro a junho de 2024 para o cálculo da taxa de
                retorno, correspondente ao início do investimento hipotético; 3) Ações: calculou-se
                a média do retorno da tabela de valorização e desvalorização do Ibovespa no 1º
                trimestre de 2024, ponderada pelo valor de mercado e setor de atuação; e 4) Demais
                ativos financeiros: seguiram-se as taxas e os períodos específicos, conforme
                detalhado nas seções 2.3, 2.4, 4.1 e 4.2.</p>
            <p>As taxas TMS e CDI, as alíquotas de imposto de renda, a divisão do capital em cada
                título e o período de investimento serão explicitados nas seções 4.3 e 4.4, que
                explicam as tabelas 2 e 3 e o <xref ref-type="fig" rid="F2">gráfico 2</xref>.</p>
            <p><fig id="F1">
                    <label>Gráfico 1</label>
                    <caption>
                        <title>Perfil de investidor e proporção do capital aplicado em cada tipo de
                            renda</title>
                    </caption>
                    <graphic xlink:href="1984-7297-regea-14-02-0187-gf01.tif"/>
                    <attrib>Fonte: elaborado com base em <xref ref-type="bibr" rid="B32">Barros,
                            Araujo e Santos (2022, p. 14)</xref>.</attrib>
                </fig></p>
            <p><fig id="F2">
                    <label>Gráfico 2</label>
                    <caption>
                        <title>Títulos e suas rentabilidades por categoria (renda fixa e
                            variável)</title>
                    </caption>
                    <graphic xlink:href="1984-7297-regea-14-02-0187-gf02.tif"/>
                    <attrib>Fonte: elaborado com base na Tabela 2.</attrib>
                </fig></p>
            <p>Em conclusão, a tabela 3 foi elaborada com base nas proporções de cada perfil de
                investidor (<xref ref-type="fig" rid="F1">gráfico 1</xref>), combinadas com a
                seleção de 5 títulos de renda fixa e 5 títulos de renda variável, nos quais o
                capital total investido será distribuído. É importante ressaltar que os cálculos têm
                caráter comparativo e podem variar de acordo com as escolhas individuais do
                investidor, não constituindo, portanto, recomendações de compra ou venda.</p>
            <p>O modelo de carteira diversificada de investimentos consiste em um conjunto de ativos
                financeiros variados e de diferentes segmentos. Inicialmente, é fundamental conhecer
                o perfil do investidor, que está diretamente relacionado à sua aversão ao risco.
                Nesse contexto, identificamos três tipos de perfis: conservador, moderado e
                agressivo. Além disso, é preciso considerar os prazos (curto, médio e longo) e os
                objetivos (casa própria, aposentadoria, férias, etc.) envolvidos no processo.</p>
            <p>As composições de renda fixa e variável recomendadas em uma carteira diversificada
                variam significativamente entre as instituições financeiras. Elas também levam em
                consideração os cenários econômicos aos quais os investidores podem estar expostos.
                O modelo escolhido neste estudo segue os critérios mencionados e foi formulado a
                partir de um questionário de perfil de investimento baseado no livro “Investimentos”
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Bodie; Kane; Marcus, 2015, p. 152-153</xref>),
                com o objetivo de criar uma carteira diversificada voltada para a aposentadoria,
                conforme apresentado no <xref ref-type="fig" rid="F1">gráfico 1</xref>. Os dados do
                artigo original, no qual o <xref ref-type="fig" rid="F1">gráfico 1</xref> foi
                baseado, foram ajustados com arredondamento para valores inteiros.</p>
        </sec>
        <sec>
            <title>4 ESTRUTURANDO E APLICANDO OS CONCEITOS</title>
            <sec>
                <title>4.1 OS PRINCIPAIS PRODUTOS DE RENDA FIXA<xref ref-type="fn" rid="fn3"
                        >3</xref></title>
                <sec>
                    <title>4.1.1 Caderneta de poupança</title>
                    <p>De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B14">Dias (2016, p. 70)</xref>, a
                        poupança é um investimento de baixo risco e liquidez imediata, muito popular
                        entre investidores de faixas de renda mais baixas. O ato de poupar significa
                        guardar capital para eventualidades futuras. A rentabilidade da poupança é
                        definida pelo Banco Central (Bacen), o que garante que não haja diferença
                        entre os bancos no que diz respeito ao rendimento.</p>
                    <p>Mensalmente, o dinheiro depositado na poupança completa um “aniversário”, e
                        cada aplicação feita ao longo do mês terá uma data de aniversário
                        específica. A regra de remuneração da poupança é a seguinte: quando a taxa
                        Selic é superior a 8,5% ao ano, o rendimento é de 0,5% ao mês mais a Taxa
                        Referencial (TR). Caso a Selic seja igual ou inferior a 8,5% ao ano, o
                        rendimento será equivalente a 70% da Selic.</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>4.1.2 Produtos: LCI, LCA<xref ref-type="fn" rid="fn4">4</xref>, CRI,
                        CRA</title>
                    <p>Letra de Crédito Imobiliário (LCI), Letra de Crédito do Agronegócio (LCA),
                        Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Certificados de Recebíveis do
                        Agronegócio (CRA) são títulos de renda fixa que financiam os setores
                        imobiliário e do agronegócio, oferecendo diferentes características e níveis
                        de risco. LCI e LCA são emitidos por instituições financeiras, contam com a
                        garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e possuem isenção de Imposto
                        de Renda para pessoas físicas. CRI e CRA são emitidos por companhias
                        securitizadoras, não possuem a garantia do FGC e podem oferecer
                        rentabilidades mais elevadas, mas também apresentam maior risco. A escolha
                        entre esses títulos depende do perfil do investidor, seus objetivos e
                        tolerância ao risco. O <xref ref-type="table" rid="T4">quadro 3</xref> traz
                        as principais características desses produtos.</p>
                    <table-wrap id="T4">
                        <label>Quadro 3</label>
                        <caption>
                            <title>Produtos financeiros de renda fixa e suas características: LCI,
                                LCA, CRI e CRA</title>
                        </caption>
                        <table frame="hsides" rules="all">
                            <thead style="background-color:#cbcccc">
                                <tr>
                                    <th align="center" valign="middle">Produto</th>
                                    <th align="center" valign="middle">Características</th>
                                </tr>
                            </thead>
                            <tbody>
                                <tr>
                                    <td align="left" valign="middle">LCI</td>
                                    <td align="left" valign="middle">Criada pela Lei 10.931/04, foi
                                        desenvolvida com o objetivo de ser um novo instrumento
                                        financeiro para captação de recursos destinados aos
                                        financiamentos imobiliários. A garantia é feita por meio da
                                        alienação do imóvel ou hipoteca. Esses títulos se
                                        diferenciam das Letras Hipotecárias (LH), que são
                                        distribuídas, vinculadas, exclusivamente, a uma hipoteca. A
                                        LCI, por outro lado, pode ser lastreada por meio de créditos
                                        imobiliários conectados ao instituto jurídico da hipoteca ou
                                        da alienação fiduciária de um imóvel. Isso confere aos
                                        tomadores dos recursos o direito de crédito pelo valor
                                        nominal e taxa de juros fixa ou flutuante (em TR, TJLP,
                                        TBF), além de, quando aplicável, uma atualização monetária
                                        indexada a um índice de preço setorial ou geral, de acordo
                                        com as cláusulas do investimento. O prazo mínimo é de 12
                                        meses. Vale salientar que esses títulos não estão sujeitos
                                        ao recolhimento do depósito compulsório (<xref
                                            ref-type="bibr" rid="B15">Fortuna, 2015, p.
                                            218-219</xref>).</td>
                                </tr>
                                <tr>
                                    <td align="left" valign="middle">LCA</td>
                                    <td align="left" valign="middle">É um título nominativo emitido
                                        por instituições públicas ou privadas, lastreado em direitos
                                        creditórios de empréstimos e financiamentos ligados ao setor
                                        do agronegócio. O rendimento desse título pode ser
                                        pós-fixado, indexado a um percentual do CDI, pré-fixado ou
                                        atrelado à inflação. A garantia da LCA provém da instituição
                                        financeira emissora e oferece uma garantia adicional por
                                        meio do lastro da operação de crédito à qual está vinculada.
                                        No entanto, a baixa liquidez é uma desvantagem desse
                                        investimento, pois não há possibilidade de resgate antes do
                                        prazo mínimo de vencimento, que é de 9 meses (Neto, 2018, p.
                                        142).</td>
                                </tr>
                                <tr>
                                    <td align="left" valign="middle">CRI</td>
                                    <td align="left" valign="middle">É um título de crédito
                                        nominativo escritural, emitido, exclusivamente, por
                                        Companhias Securitizadoras de Créditos Imobiliários (CSCI).
                                        Este título é lastreado em créditos imobiliários vinculados
                                        a financiamentos e aluguéis de imóveis, cujo pagamento é
                                        efetuado em espécie. O CRI foi desenvolvido com um
                                        percentual de garantia destinado a assegurar o investidor em
                                        casos de inadimplência e desvinculação de índice. A outra
                                        parte do título é direcionada para a criação de rendimento.
                                        Além disso, o mecanismo de alienação fiduciária, aplicado
                                        aos créditos, reduz o período de inadimplência de 7 anos
                                        para menos de 1 ano. A taxa de juros atrelada ao CRI pode
                                        ser fixa ou flutuante, com a possibilidade de correção
                                        monetária por meio de um índice de preços periodicamente
                                        calculado e acessível. No entanto, o prazo e o tempo de
                                        reajustes devem ser de, no mínimo, 1 ano, e a indexação só
                                        pode ocorrer em moeda nacional. O retorno do montante
                                        investido é efetuado por meio de amortizações mensais,
                                        embora outras periodicidades sejam possíveis, como um único
                                        pagamento no vencimento. A remuneração do CRI pode ser
                                        atrelada a uma taxa pré-fixada, variável, à Taxa de Juros de
                                        Longo Prazo (TJLP), à Taxa Referencial (TR) ou a um índice
                                        de preços (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Securato, 2019,
                                            p. 146-147</xref>).</td>
                                </tr>
                                <tr>
                                    <td align="left" valign="middle">CRA</td>
                                    <td align="left" valign="middle">Financiam atividades ligadas ao
                                        setor agropecuário. São títulos nominativos, escriturais e
                                        de livre negociação, emitidos por Sociedades de Propósito
                                        Específico (SPEs). Para sua validade, devem ser registrados
                                        no Sistema de Registro e de Liquidação Financeira de Ativos,
                                        vinculado ao Banco Central do Brasil (Bacen), visto que são
                                        lastreados em direitos creditórios do agronegócio, como o
                                        Certificado de Depósito Agropecuário (CDCA) e a Cédula de
                                        Produto Rural (CPR). A capitalização desses títulos ocorre
                                        por meio de uma taxa de juros fixa ou flutuante, corrigida
                                        por um índice de preços com série histórica calculada e
                                        disponível para consulta pública. Os CRAs possuem prazo e
                                        periodicidade de correção de, no mínimo, um ano e não podem
                                        ser indexados em moeda estrangeira. O pagamento dos juros
                                        pode ser realizado por meio de amortizações periódicas
                                        mensais ou outras formas, incluindo o pagamento único no
                                        vencimento (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Fortuna, 2015,
                                            p. 317</xref>).</td>
                                </tr>
                            </tbody>
                        </table>
                        <table-wrap-foot>
                            <fn id="TFN6">
                                <p>Fonte: elaborado com base nas referências citadas dentro do
                                    quadro 3.</p>
                            </fn>
                        </table-wrap-foot>
                    </table-wrap>
                </sec>
                <sec>
                    <title>4.1.3 Produtos: LC, LH, LF, CDB e RDB</title>
                    <p>A Letra de Câmbio (LC), a Letra Hipotecária (LH), a Letra Financeira (LF), o
                        Certificado de Depósito Bancário (CDB) e o Recibo de Depósito Bancário (RDB)
                        são produtos de renda fixa que oferecem diferentes características e níveis
                        de risco. LC e LH são títulos de crédito privado, emitidos por instituições
                        financeiras, com o objetivo de financiar operações de crédito e
                        imobiliárias, respectivamente. LF é um título de renda fixa, emitido por
                        instituições financeiras, com o objetivo de captar recursos para financiar
                        suas atividades. CDB e RDB são títulos de depósito bancário, emitidos por
                        bancos, com o objetivo de captar recursos para suas atividades. A escolha
                        entre esses títulos depende do perfil do investidor, seus objetivos e
                        tolerância ao risco. O <xref ref-type="table" rid="T5">quadro 4</xref>
                        apresenta suas principais características.</p>
                    <table-wrap id="T5">
                        <label>Quadro 4</label>
                        <caption>
                            <title>LC, LH, LF, CDB e RDB</title>
                        </caption>
                        <table frame="hsides" rules="all">
                            <thead style="background-color:#cbcccc">
                                <tr>
                                    <th align="center" valign="middle">Produtos</th>
                                    <th align="center" valign="middle">Características</th>
                                </tr>
                            </thead>
                            <tbody>
                                <tr>
                                    <td align="left" valign="middle">LC</td>
                                    <td align="left" valign="middle">A Letra de Câmbio (LC) é um
                                        instrumento de captação próprio das sociedades de
                                        financiamento, crédito e investimento, frequentemente
                                        baseado em uma transação comercial. Trata-se de um título de
                                        crédito. No ato do empréstimo, a financeira libera o valor
                                        ao devedor, que emite a LC por meio de uma procuração. A
                                        financeira, por sua vez, aceita a LC e a lança no mercado,
                                        captando os valores por meio de um investidor. Dessa forma,
                                        a financeira, que atua como securitizadora de crédito,
                                        compromete-se a aceitar a LC do investidor. A taxa de juros
                                        deste título pode ser pré-fixada, pós-fixada ou flutuante,
                                        calculada por TR, TBF ou TJLP, com prazo mínimo de 60 dias
                                        (2 meses) e máximo de 180 dias (6 meses) (<xref
                                            ref-type="bibr" rid="B15">Fortuna, 2015, p.
                                            216-217</xref>).</td>
                                </tr>
                                <tr>
                                    <td align="left" valign="middle">LH</td>
                                    <td align="left" valign="middle">A Letra Hipotecária é um título
                                        utilizado para fornecer crédito ao setor imobiliário. Ela
                                        complementa a captação realizada pela conta poupança. O
                                        rendimento da Letra Hipotecária tende a ser maior que o da
                                        caderneta de poupança, contudo, exige um tempo de
                                        investimento mais longo, com um mínimo de 6 meses. Para o
                                        investidor, o retorno é mais vantajoso, pois a taxa de juros
                                        pode ser somada à Taxa Referencial (TR), vinculada ao
                                        Certificado de Depósito Interbancário (CDI) ou pré-fixada
                                            (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Assaf Neto, 2018, p.
                                            142</xref>).</td>
                                </tr>
                                <tr>
                                    <td align="left" valign="middle">LF</td>
                                    <td align="left" valign="middle">Letras Financeiras são títulos
                                        disponibilizados ao público por bancos múltiplos, comerciais
                                        e de investimento, sociedades de crédito, financiamento e
                                        investimento, Caixa Econômica Federal (CEF), sociedades de
                                        crédito imobiliário, companhias hipotecárias e Banco
                                        Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Seu
                                        objetivo é adquirir recursos de longo prazo no mercado. As
                                        Letras Financeiras possuem como característica um prazo
                                        mínimo de vencimento de 24 meses, sem cláusula de
                                        subordinação, ou 60 meses com cláusula, não sendo permitido
                                        o resgate antes do término desses prazos. Além disso, não
                                        podem ser emitidas com valor nominal unitário inferior a R$
                                        50.000,00, sem cláusula, ou R$ 300.000,00, com cláusula. Sua
                                        remuneração está atrelada a um parâmetro pré-fixado, misto
                                        ou pós-fixado (Certificado de Depósito Interbancário – CDI),
                                        podendo ser conjugada com juros flutuantes ou índices de
                                        preço (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA)
                                            (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Securato, 2019, p.
                                            138</xref>).</td>
                                </tr>
                                <tr>
                                    <td align="left" valign="middle">CDB</td>
                                    <td align="left" valign="middle">O Certificado de Depósito
                                        Bancário (CDB) é um título de crédito privado resultante de
                                        um acordo de depósito entre o cliente e o banco. O valor
                                        arrecadado é investido, com o prazo e a remuneração
                                        definidos por uma taxa previamente estabelecida entre a
                                        instituição financeira e o depositante. Diferentemente do
                                        Recibo de Depósito Bancário (RDB), o CDB é um título
                                        transferível mediante endosso nominativo a outra pessoa,
                                        sujeito ao regime de moratória. Em relação aos juros, estes
                                        podem ser pré-fixados, pós-fixados ou indexados a uma taxa
                                        variável. A forma de remuneração influencia o cálculo dos
                                        juros: a) CDB pré-fixado: a taxa de juros é definida no
                                        momento da aplicação, e o investidor conhece o valor exato
                                        que receberá no vencimento; b) CDB pós-fixado: a
                                        rentabilidade é atrelada a um indicador, como a Taxa
                                        Referencial (TR), a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) ou a
                                        Taxa Básica Financeira (TBF), e varia ao longo do tempo; c)
                                        CDB pré-fixado progressivo: as taxas de remuneração aumentam
                                        gradualmente ao longo do tempo de aplicação, conforme
                                        definido no início da aplicação. O CDB pode ser renovado
                                        junto à instituição financeira emissora (<xref
                                            ref-type="bibr" rid="B9">Brito, 2019, p.
                                        106-107</xref>).</td>
                                </tr>
                                <tr>
                                    <td align="left" valign="middle">RDB</td>
                                    <td align="left" valign="middle">O Recibo de Depósito Bancário
                                        (RDB) é um instrumento de captação de recursos por parte dos
                                        bancos, com prazos e vencimentos previamente definidos. Sua
                                        remuneração advém das seguintes condições de juros:
                                        pré-fixado, quando há uma taxa fixa anual; pós-fixado,
                                        indexado por uma taxa que representa a movimentação dos
                                        juros (normalmente o DI); ou híbrido, composto por uma parte
                                        fixada e outra por um índice do mercado (geralmente o IPCA).
                                        Possui menor disponibilidade e menor liquidez em relação ao
                                        CDB (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Securato, 2019, p.
                                            128</xref>).</td>
                                </tr>
                            </tbody>
                        </table>
                        <table-wrap-foot>
                            <fn id="TFN7">
                                <p>Fonte: elaborado com base nas referências citadas no quadro
                                    4.</p>
                            </fn>
                        </table-wrap-foot>
                    </table-wrap>
                </sec>
                <sec>
                    <title>4.1.4 Debêntures</title>
                    <p>A debênture é um título de crédito de valor mobiliário emitido por uma
                        sociedade anônima (SA). Por ser um instrumento de captação de recursos no
                        mercado de capitais, possibilita uma relação direta entre a companhia e o
                        investidor. A companhia tem a vantagem de obter recursos com juros menores
                        do que os praticados em empréstimos por instituições bancárias, além da
                        possibilidade de adequar suas obrigações (passivos) aos prazos operacionais,
                        que normalmente são de longo prazo. A remuneração da debênture pode incluir
                        valores acrescidos, como o pagamento de prêmios e o direito à participação
                        nos lucros. Quanto à remuneração, podem ocorrer as seguintes situações em
                        relação à incidência dos juros: I) Pré-fixados: os juros são definidos no
                        momento da emissão da debênture, podendo ser ajustados pela Taxa Referencial
                        (TR), Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) ou Taxa Básica Financeira (TBF),
                        considerando um prazo mínimo de 1 mês ou um período de reajuste; II)
                        Pós-fixados (flutuantes): os juros são vinculados a operações contratadas a
                        taxas pré-fixadas, como a taxa da Associação Nacional dos Bancos de
                        Investimento (ANBID), o Depósito Interbancário (DI) e a taxa do Sistema
                        Especial de Liquidação e de Custódia (Selic); III) Híbridos: o valor nominal
                        da debênture é corrigido monetariamente de acordo com alguns índices, como o
                        Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), o Índice Nacional de Preços ao
                        Consumidor Amplo (IPCA) e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC),1
                        além de outra parte ser calculada por meio de uma taxa fixa, como o
                        Certificado de Depósito Interbancário (CDI) e a Selic (<xref ref-type="bibr"
                            rid="B7">Borges <italic>et al.</italic>, 2010, p. 40-42</xref>).</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>4.1.5 Títulos Públicos (Tesouro Direto)</title>
                    <p>Os títulos públicos constituem um meio de financiar os gastos do Governo. Os
                        investidores compram títulos da dívida do governo com a promessa de uma
                        retorno futuro (juros) (<xref ref-type="bibr" rid="B22">Miranda
                                <italic>apud</italic> Silva, Garrido <italic>et al.</italic>, 2018,
                            p. 39</xref>). Veja o <xref ref-type="table" rid="T6">quadro
                        5</xref>.</p>
                    <table-wrap id="T6">
                        <label>Quadro 5</label>
                        <caption>
                            <title>Tipos e características dos títulos públicos</title>
                        </caption>
                        <table frame="hsides" rules="all">
                            <thead style="background-color:#cbcccc">
                                <tr>
                                    <th align="center" valign="middle">Nome do Título</th>
                                    <th align="center" valign="middle">Características</th>
                                    <th align="center" valign="middle">Nomenclatura antiga</th>
                                </tr>
                            </thead>
                            <tbody>
                                <tr>
                                    <td align="left" valign="middle">Tesouro Selic</td>
                                    <td align="left" valign="middle">Trata-se de um título
                                        pós-fixado cujo rendimento é calculado com base na variação
                                        da taxa Selic. Além disso, possui liquidez diária,
                                        permitindo o resgate a qualquer momento, o que o torna uma
                                        opção adequada para reserva de emergência.</td>
                                    <td align="left" valign="middle">LFT – Letra Financeira do
                                        Tesouro</td>
                                </tr>
                                <tr>
                                    <td align="left" valign="middle">Tesouro Pré-fixado</td>
                                    <td align="left" valign="middle">Este é um investimento com
                                        rentabilidade fixada anualmente no momento da contratação.
                                        Dessa forma, durante o resgate, o título renderá de acordo
                                        com o que foi acordado.</td>
                                    <td align="left" valign="middle">LTN – Letra do Tesouro
                                        Nacional</td>
                                </tr>
                                <tr>
                                    <td align="left" valign="middle">Tesouro IPCA (juros
                                        periódicos)</td>
                                    <td align="left" valign="middle">Título pós-fixado indexado ao
                                        IPCA com juros semestrais: Esse tipo de título pode ser
                                        tanto pós-fixado, indexado ao IPCA e com juros semestrais,
                                        quanto híbrido, combinando uma parte pré e outra pós-fixada.
                                        Além disso, existe a possibilidade de ter um rendimento
                                        fixo, no qual ocorre um rendimento pré-fixado e outro
                                        atrelado à inflação do período.</td>
                                    <td align="left" valign="middle">NTN-B - Notas do Tesouro
                                        Nacional Série B</td>
                                </tr>
                                <tr>
                                    <td align="left" valign="middle">Tesouro Prefixado (Juros
                                        Periódicos) (semestral)</td>
                                    <td align="left" valign="middle">A característica principal é
                                        uma taxa pré-fixada de juros, acrescida de cupons
                                        semestrais. Esses cupons geram retornos periódicos ao
                                        investidor.</td>
                                    <td align="left" valign="middle">NTN-F – Notas do Tesouro
                                        Nacional Série F</td>
                                </tr>
                            </tbody>
                        </table>
                        <table-wrap-foot>
                            <fn id="TFN8">
                                <p>Fonte: elaborado com base em <xref ref-type="bibr" rid="B2">Assaf
                                        Neto (2021, p. 186-190)</xref>.</p>
                            </fn>
                        </table-wrap-foot>
                    </table-wrap>
                </sec>
            </sec>
            <sec>
                <title>4.2 PRODUTOS DE RENDA VARIÁVEL<xref ref-type="fn" rid="fn5">5</xref></title>
                <sec>
                    <title>4.2.1 Ações</title>
                    <p>Uma ação confere ao seu detentor, o acionista, a propriedade de uma fração do
                        capital social de uma empresa, garantindo-lhe os mesmos direitos dos demais
                        proprietários. Diferentemente de outros investimentos, ações não possuem
                        vencimento nem retorno assegurado. Os rendimentos de uma ação podem incluir
                        a valorização do papel, as bonificações, os dividendos e juros sobre o
                        capital próprio (JCP), todos dependentes dos resultados da empresa. A
                        valorização do papel é influenciada pela oferta e demanda no mercado.
                        Bonificações representam a distribuição gratuita de novas ações aos
                        acionistas. Dividendos correspondem a uma parcela do lucro da empresa,
                        distribuída proporcionalmente à quantidade de ações possuídas. Os JCPs são
                        provenientes de lucros retidos de exercícios anteriores, repassados aos
                        acionistas com dedução de impostos (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Carrete;
                            Tavares, 2019, p. 220-223</xref>).</p>
                    <p>A Lei nº 6.404 de 1976 classifica as ações em duas categorias principais:
                        ordinárias (ON) e preferenciais (PN). As ações ON concedem ao acionista o
                        direito de voto nas decisões da assembleia. As ações PN, por sua vez,
                        garantem prioridade no recebimento de dividendos e no reembolso do capital
                        investido em caso de dissolução da empresa. Além disso, se o pagamento de
                        dividendos for suspenso por três exercícios consecutivos, os detentores de
                        ações PN adquirem direito a voto na assembleia. As ações também podem ser
                        classificadas em classes (A, B, C, etc.), cujas características são
                        definidas pelas empresas emissoras e não possuem significado geral. A
                        negociação de ações ocorre no mercado integral, em lotes-padrão predefinidos
                        pela bolsa (como 100 ou 1000 ações), ou no mercado fracionário, em lotes
                        menores e variáveis (como 32 ou 99 ações). A liquidez das ações é outro
                        fator relevante, dividindo- as em ações de primeira linha (blue chips), com
                        alta liquidez, e ações de segunda linha, com baixa liquidez. O grau de
                        capitalização de mercado também é considerado, classificando as ações em
                            “<italic>large caps</italic>” (alta capitalização), “<italic>mid
                            caps”</italic> (média capitalização) e “<italic>small caps”</italic>
                        (baixa capitalização) (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Carrete; Tavares,
                            2019, p. 224-225</xref>).</p>
                    <p>Além das ações negociadas na bolsa nacional, existem certificados que
                        representam ações de empresas estrangeiras: os ADRs (<italic>American
                            Depositary Receipts</italic>), negociados em bolsas estrangeiras, e os
                        BDRs (<italic>Brazilian Depositary Receipts</italic>), negociados na bolsa
                        brasileira. Ambos os tipos de certificados seguem as mesmas características
                        de rentabilidade e risco das ações. Por fim, as <italic>Units</italic> são
                        ativos compostos por um conjunto de valores mobiliários, como ações ON, PN e
                        bônus de subscrição, negociados como um único título.</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>4.2.2 Fundos Investimentos (FIs) e Fundo de Índice (ETF-Exchange-Traded
                        Fund)</title>
                    <p>O Fundo de Investimento (FI) é um produto financeiro comum em instituições
                        financeiras varejistas. Ele consiste na agregação do capital de um grupo de
                        indivíduos para a realização de aplicações financeiras em determinados
                        títulos, como os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs), que estão
                        ligados ao mercado imobiliário (Letras de Crédito Imobiliário – LCI e
                        Certificados de Recebíveis Imobiliários – CRI). As operações realizadas
                        podem ser tanto em renda fixa quanto em renda variável. Os clientes passam a
                        possuir uma cota correspondente ao capital investido, e a soma de todos os
                        recursos forma o patrimônio líquido (PL). Os recursos captados são
                        destinados, em parte, para aplicação em ativos, e a outra parte para
                        despesas com a manutenção do fundo e o PL do fundo. O prazo varia de acordo
                        com o contrato, no entanto, e m sua maioria, não existe um prazo de duração
                        determinado. Devido a problemas de liquidez, é necessário um controle dos
                        prazos, considerando sempre a possibilidade de resgate dos cotistas. No que
                        se refere ao risco, podemos ter o risco de crédito, que pode ocorrer em caso
                        de calote ou atraso no recebimento dos valores aplicados pelo fundo, e o
                        risco de mercado, que pode estar relacionado à moeda, à taxa e ao prazo. Por
                        fim, o risco operacional pode ocorrer com a precificação incorreta de
                        posições ou desajuste nas transações (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Brito,
                            2019, p. 126-127</xref>).</p>
                    <p>Os Fundos de Investimento não são exclusividade do mercado imobiliário.
                        Existem fundos como o Fundo de Investimento em Participações (FIP), o Fundo
                        de Investimentos em Ações (FIA), os Fundos Setoriais, o Fundo de
                        Investimento Multimercado (FIM) e o Fundo de Investimento em Cadeias
                        Agroindustriais do Agronegócio (Fiagro). Cada um desses fundos foca em
                        captar recursos para suas áreas de atuação, assim como os FIIs (B3, 2024). O
                            <xref ref-type="table" rid="T7">quadro 6</xref>, a seguir, apresenta as
                        principais características dos fundos citados acima.</p>
                    <table-wrap id="T7">
                        <label>Quadro 6</label>
                        <caption>
                            <title>Nomenclatura e características dos FI’s</title>
                        </caption>
                        <table frame="hsides" rules="all">
                            <thead style="background-color:#cbcccc">
                                <tr>
                                    <th align="center" valign="middle">Tipo de Fundos</th>
                                    <th align="center" valign="middle">Características</th>
                                    <th align="center" valign="middle">Detalhes</th>
                                </tr>
                            </thead>
                            <tbody>
                                <tr>
                                    <td align="left" valign="middle"><bold>FII, FIA; FIM-RV e
                                            Fiagro</bold></td>
                                    <td align="left" valign="middle">Código de negociação</td>
                                    <td align="left" valign="middle">
                                        <p>XXXX11B</p>
                                        <p>XXXX = 04 letras maiúsculas que representam o nome do
                                            fundo</p>
                                        <p>11 = número que representa, entre outros ativos, cotas de
                                            fundo</p>
                                        <p>B = indicativo de negociação em mercado de balcão
                                            organizado (quando aplicável)</p>
                                    </td>
                                </tr>
                                <tr>
                                    <td align="left" valign="middle"/>
                                    <td align="left" valign="middle">Cotação</td>
                                    <td align="left" valign="middle">Reais por cota, com 02 casas
                                        decimais</td>
                                </tr>
                                <tr>
                                    <td align="left" valign="middle"/>
                                    <td align="left" valign="middle">Liquidação</td>
                                    <td align="left" valign="middle">Física e Financeira</td>
                                </tr>
                                <tr>
                                    <td align="left" valign="middle"/>
                                    <td align="left" valign="middle">Prazo de liquidação</td>
                                    <td align="left" valign="middle">D + 2, a partir da data de
                                        negociação Mercado À vista</td>
                                </tr>
                                <tr>
                                    <td align="left" valign="middle"/>
                                    <td align="left" valign="middle">Lote padrão</td>
                                    <td align="left" valign="middle">01 cota</td>
                                </tr>
                                <tr>
                                    <td align="left" valign="middle"><bold>Fundos
                                        Setoriais</bold></td>
                                    <td align="left" valign="middle">Lote padrão</td>
                                    <td align="left" valign="middle">1000 cotas. No mercado
                                        fracionário, é possível negociar quantidades inferiores ao
                                        lote padrão.</td>
                                </tr>
                                <tr>
                                    <td align="left" valign="middle"/>
                                    <td align="left" valign="middle">Financeiro</td>
                                    <td align="left" valign="middle">O cálculo do valor financeiro é
                                        atribuído a cada operação realizada e não ao somatório da
                                        quantidade negociada do ativo no dia.</td>
                                </tr>
                            </tbody>
                        </table>
                        <table-wrap-foot>
                            <fn id="TFN9">
                                <p>Fonte: (B3, 2024).</p>
                            </fn>
                        </table-wrap-foot>
                    </table-wrap>
                    <p>O ETF <italic>(Exchange Traded Fund</italic>) é um fundo de investimento que
                        pode ser referenciado por um índice de ações ou de títulos. Sua composição
                        diversificada abrange diversos tipos de ativos, como ações, títulos e barras
                        de ouro. Devido a essa estrutura variável, as características dos ETFs podem
                        diferir entre os países. Os investidores podem comprar e vender suas
                        participações, tendo direito a uma parcela dos lucros (juros ou dividendos)
                        e ao valor residual em caso de liquidação do fundo (<xref ref-type="bibr"
                            rid="B13">Deville, 2008, p. 2-5</xref>).</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>4.2.3 Derivativos</title>
                    <p>Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B30">Webb e Brahma (2015, p.
                        189)</xref>,</p>
                    <disp-quote>
                        <p>derivativo é um instrumento financeiro que deriva seu valor de algum
                            outro ativo subjacente. O ativo subjacente em um contrato de derivativos
                            pode ser de dois tipos: títulos financeiros, como taxa de juros, ações,
                            moedas e índices; ou títulos não financeiros, por exemplo, commodities e
                            derivativos de energia e clima.</p>
                    </disp-quote>
                    <p>Existem quatro tipos principais de contratos de derivativos, os quais são
                        apresentados no <xref ref-type="table" rid="T8">quadro 7</xref>.</p>
                    <table-wrap id="T8">
                        <label>Quadro 7</label>
                        <caption>
                            <title>Tipos de contratos de derivativos</title>
                        </caption>
                        <table frame="hsides" rules="all">
                            <thead style="background-color:#cbcccc">
                                <tr>
                                    <th align="center" valign="middle">Tipos</th>
                                    <th align="center" valign="middle">Características</th>
                                </tr>
                            </thead>
                            <tbody>
                                <tr>
                                    <td align="left" valign="middle"><bold>A termo</bold></td>
                                    <td align="left" valign="middle">O contrato futuro representa um
                                        compromisso entre agentes para comprar ou vender, em uma
                                        data futura, uma quantidade determinada de mercadoria ou
                                        ativo financeiro, a um preço fixado no contrato. A
                                        liquidação ocorre somente na data de vencimento, e a
                                        negociação pode ser realizada tanto por meio da bolsa de
                                        valores quanto no mercado de balcão.</td>
                                </tr>
                                <tr>
                                    <td align="left" valign="middle"><bold>Futuros</bold></td>
                                    <td align="left" valign="middle">A compra e venda de um ativo a
                                        um preço acordado, com liquidação em uma data futura,
                                        caracteriza este tipo de derivativo. Neste tipo de contrato,
                                        ocorrem ajustes diários no valor do ativo, baseados nas
                                        expectativas do mercado, funcionando como uma forma de
                                        garantia. Além disso, sua negociação é restrita às bolsas de
                                        valores.</td>
                                </tr>
                                <tr>
                                    <td align="left" valign="middle"><bold>De opção</bold></td>
                                    <td align="left" valign="middle">Neste contrato, existe o
                                        direito, mas não a obrigação, de comprar ou vender um ativo
                                        na data de vencimento da opção, pelo valor previamente
                                        acordado (<italic>strike</italic>). Para adquirir esse
                                        direito, o comprador precisa pagar um prêmio ao vendedor. O
                                        detentor de uma opção de compra (<italic>call
                                            option</italic>) ou de venda (<italic>put
                                            option</italic>) não é obrigado a exercer seu direito de
                                        compra ou venda. Existem dois tipos principais de opções: as
                                        americanas, que podem ser exercidas a qualquer momento antes
                                        ou até a data de vencimento, e as europeias, que só podem
                                        ser exercidas na data de vencimento. Caso o direito não seja
                                        exercido, o comprador perde o prêmio pago.</td>
                                </tr>
                                <tr>
                                    <td align="left" valign="middle"><bold>Swaps</bold></td>
                                    <td align="left" valign="middle">O contrato de
                                            <italic>swap</italic> define um fluxo de pagamentos
                                        entre compradores e vendedores em diversas datas futuras.
                                        Nesse tipo de contrato, negocia-se a troca do índice de
                                        rentabilidade entre dois ativos, o que introduz um risco
                                        particular: variações nos indexadores das dívidas durante o
                                        período do contrato podem resultar em prejuízo para uma das
                                        partes envolvidas. A liquidação do <italic>swap</italic>
                                        ocorre integralmente na data de vencimento.</td>
                                </tr>
                            </tbody>
                        </table>
                        <table-wrap-foot>
                            <fn id="TFN10">
                                <p>Fonte: elaborado com base em <xref ref-type="bibr" rid="B23"
                                        >Molero e Mello (2021)</xref>.</p>
                            </fn>
                        </table-wrap-foot>
                    </table-wrap>
                </sec>
                <sec>
                    <title>4.2.4 Criptomoedas e Câmbio</title>
                    <p>Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B29">Ulrich (2014, p. 18)</xref>,
                        criptomoeda é uma moeda digital de ponto a ponto, de código aberto, que
                        independe de intermediários financeiros como bancos centrais. A tecnologia
                        por trás da criptomoeda, denominada blockchain, é que possibilita as
                        transações. Conforme Martins (2016, p. 142 <italic>apud</italic>
                        <xref ref-type="bibr" rid="B12">Costa 2023, p. 21</xref>), essa tecnologia
                        funciona da seguinte maneira: “o <italic>blockchain</italic> é um
                        ‘caderno-registro’ que demonstra, publicamente, o histórico de todas as
                        transações feitas por chaves públicas; é um processo de validação feito por
                        meio da aglutinação das transações em blocos encadeados, cuja decodificação
                        se dá em função dos blocos adjacentes”. Em outras palavras, o blockchain
                        funciona como um sistema contábil, no qual as transações são armazenadas em
                        um livro-caixa e, uma vez registradas, não podem ser alteradas ou apagadas.
                        Assim, as criptomoedas operam de forma semelhante ao dólar, podendo ser
                        compradas e vendidas de acordo com os movimentos de oferta e procura, com o
                        ganho derivado das diferenças entre os momentos de compra e venda.</p>
                    <p>O câmbio, por sua vez, refere-se à compra e à venda de moeda estrangeira,
                        sendo uma operação de conversão da moeda nacional por moeda estrangeira
                        (moeda forte) quando esta estiver barata, e vice-versa. As moedas mais
                        comuns nesse mercado são o dólar (USD), o euro (EUR), a libra esterlina
                        (GBP) e o iene (JPY), denominadas moedas conversíveis por serem aceitas sem
                        restrições em transações internacionais (<xref ref-type="bibr" rid="B6"
                            >Borges, 2018, p. 24-86</xref>).</p>
                </sec>
            </sec>
            <sec>
                <title>4.3 CÁLCULO DO RETORNO POR TÍTULO SEM DIVERSIFICAÇÃO</title>
                <p>Nesta primeira análise, será feita uma demonstração isolada de cada produto. Os
                    resultados a seguir são meramente ilustrativos, isto é, podem ser escolhidos
                    outros ativos de acordo com a preferência e o conhecimento de cada
                    aplicador.</p>
                <p>Os resultados (<xref ref-type="table" rid="T9">tabela 2</xref>) serão utilizados
                    para comparar os títulos e montar a carteira de acordo com o perfil do
                    investidor (<xref ref-type="table" rid="T10">tabela 3</xref>, na próxima
                    seção).</p>
                <p>Para os cálculos da <xref ref-type="table" rid="T9">tabela 2</xref>,
                    consideram-se as seguintes situações: 1) valor da aplicação de R$ 50.000,00; 2)
                    Taxa Média Selic (TMS) de 10,50% ao ano; 3) taxa do Depósito Interbancário
                    (DI/CDI) de 10,40% ao ano; 4) período de 1 ano, ou o mínimo ou máximo, conforme
                    o vencimento do título; 5) período de resgate (distinto da liquidez) de 361 dias
                    ou mais; alíquota de Imposto de Renda de 17,5% ao ano, ou 20% ao ano para casos
                    especiais. Embora a TMS e a taxa DI sejam referentes a maio de 2024, simulou-se
                    a rentabilidade de alguns ativos a partir de janeiro de 2024, utilizando as
                    mesmas taxas. A seleção incluiu 10 ações: EBRA3, RRRP3, VALE3, CMIG4, SBSP3,
                    PETZ3, CIEL3, SUSB3, BRFS3 e BRKM5. A escolha dessas ações baseou-se no critério
                    de valorização de mercado, no índice Bovespa, e na seleção por diferentes
                    setores de atuação.</p>
                <p>O <xref ref-type="fig" rid="F2">gráfico 2</xref>, apresentado a seguir, compara
                    os títulos, classificando-os por natureza de renda (fixa ou variável) e
                    rendimento, com base nos dados da <xref ref-type="table" rid="T9">tabela
                        2</xref>.</p>
                <p>É importante ressaltar que o Bitcoin é um instrumento financeiro extremamente
                    volátil e sem sustentação no mercado, não possuindo um lastro confiável.
                    Criticado por diversos autores da literatura econômica, foi considerado apenas
                    para efeito contextual deste trabalho, e sua aquisição não é recomendável.</p>
            </sec>
            <sec>
                <title>4.4 CÁLCULO DA DIVERSIFICAÇÃO EM CARTEIRA DE PRODUTOS FINANCEIROS</title>
                <p>A <xref ref-type="table" rid="T10">tabela 3</xref> apresenta os resultados da
                    distribuição do capital, segmentada por perfil de investidor. Algumas
                    observações são pertinentes: (1) a carteira é homogênea, ou seja, cada produto
                    financeiro participa com a mesma parcela de capital dentro de sua categoria de
                    renda. No perfil conservador, os títulos de renda fixa representam 20% de 90% do
                    capital (R$ 9.000,00 de R$ 45.000,00, distribuídos em 5 títulos), enquanto os de
                    renda variável correspondem a 20% de 10% do capital (R$ 1.000,00 de R$
                    5.000,00). No perfil moderado, os títulos de renda fixa representam 20% de 70%
                    do capital (R$ 7.000,00 de R$ 35.000,00), e os de renda variável, 20% de 30% do
                    capital (R$ 3.000,00 de R$ 15.000,00). No perfil arrojado, os títulos de renda
                    fixa representam 20% de 25% do capital (R$ 2.500,00 de R$ 12.500,00), e os de
                    renda variável, 20% de 75% do capital (R$ 7.500,00 de R$ 37.500,00); (2) foram
                    selecionados os investimentos mais rentáveis, conforme indicado no gráfico 4,
                    respeitando-se, no entanto, a aversão ao risco de cada perfil de investidor.</p>
                <p>A análise dos resultados exige algumas observações e conclusões importantes.
                    Inicialmente, é pertinente explorar um desvio do modelo tradicional de
                    diversificação, além de alguns detalhes sobre horizonte de tempo, liquidez e
                    proteção com derivativos, para então retornar a ele, detalhando suas vantagens e
                    desvantagens. Por fim, uma visão geral sobre as informações apresentadas na
                        <xref ref-type="table" rid="T10">tabela 3</xref> se faz necessária para
                    consolidar o entendimento do resultado.</p>
                <p>A primeira questão é que, dependendo da estratégia do investidor e
                    independentemente do perfil, sua tendência é maximizar suas aplicações
                    financeiras, buscando os investimentos em ativos com os melhores desempenhos
                    (retornos). Por exemplo, um investidor conservador, conforme ilustrado na <xref
                        ref-type="table" rid="T10">tabela 3</xref>, pode optar por alocar capital em
                    CRIs, CRAs e debêntures incentivadas. Embora essa escolha implique a perda da
                    garantia do FGC, no caso da CRI e CRA, eles oferecem outras garantias, como
                    lastro em ativos reais, separação patrimonial e garantia real, além da isenção
                    de impostos (IR e IOF). Essa abordagem resulta em uma distribuição não
                    homogênea, focada nos melhores resultados de cada instrumento financeiro.
                    Contudo, embora aumente o risco e diminua alguns efeitos protetivos do modelo de
                    diversificação, é comum que investidores, independentemente de sua aversão ao
                    risco, mantenham, em suas carteiras, apenas CRAs,</p>
                <p>CRIs e debêntures ou combinações similares, atraídos pela previsibilidade e pelo
                    risco reduzido, especialmente em títulos prefixados de renda fixa.</p>
                <p>Nesse contexto, a busca por ativos de bom desempenho leva a uma tendência natural
                    de proporções heterogêneas, excluindo produtos como os títulos de renda
                    variável, LCA e CDB, que podem não se alinhar com essa estratégia. Essa
                    extrapolação visa ilustrar que, embora existam padrões, cada investidor pode,
                    sob sua própria responsabilidade, adotar abordagens distintas, priorizando o
                    maior desempenho e menores custos dos ativos financeiros.</p>
                <p>Além disso, o horizonte de tempo também apresenta um ponto situacional para os
                    investidores. Qual o horizonte de tempo o investidor busca? <italic>Day Trade,
                        Swing Trade</italic> e <italic>Position Trade</italic>. As estratégias mais
                    rápidas são executadas com títulos de renda variável, pois eles têm tendência a
                    ter retornos maiores e, em contrapartida, riscos também maiores. Nesse caso, os
                    arrojados se tornam heterogêneos e usam os mais rentáveis da renda variável para
                    compor a carteira.</p>
                <p>Outrossim, a liquidez é outra questão crucial. A facilidade de resgatar seu
                    capital é um elemento importante na realidade de muitos investidores. Se for
                    possível resgatar mais rápido e ter uma rentabilidade boa, dependendo do
                    objetivo, isso é muito relevante. Os investidores financeiros que operam no
                    curto prazo, como <italic>day traders</italic> e <italic>swing traders</italic>,
                    dependem da capacidade de converter ativos em dinheiro rapidamente para
                    aproveitar as oscilações do mercado. Investidores mais conservadores priorizam a
                    segurança e a facilidade de acesso ao capital, buscando investimentos que possam
                    ser resgatados prontamente em caso de necessidade. Quem tem objetivos
                    financeiros de curto prazo, como viagens ou compras específicas, também precisa
                    de investimentos com alta liquidez para acessar os recursos no momento certo.
                    Além disso, a liquidez é crucial para investidores que mantêm uma reserva de
                    emergência, garantindo a disponibilidade de fundos para imprevistos. Por fim,
                    investidores que buscam oportunidades de mercado podem precisar converter seus
                    ativos em dinheiro rapidamente para aproveitar momentos de instabilidade e
                    realizar novos investimentos.</p>
                <p>Conforme observado na revisão da seção 4.2.3, os derivativos desempenham um papel
                    crucial na proteção de operações financeiras no mercado de renda variável. Esses
                    instrumentos financeiros, notavelmente versáteis, têm como principal função a
                    proteção contra riscos, conhecida como “<italic>hedge</italic>”. Por meio de
                    contratos futuros, é possível estabelecer preços fixos para transações em datas
                    futuras, resguardando os investidores contra as oscilações do mercado. As
                    opções, por sua vez, concedem o direito, mas não a obrigação, de comprar ou
                    vender ativos a preços predefinidos, permitindo limitar perdas potenciais ou
                    gerar renda adicional. Os swaps possibilitam a troca de fluxos de caixa futuros,
                    protegendo contra riscos relacionados a taxas de juros e câmbio.</p>
                <p>Ademais, a eficácia da proteção oferecida pelos derivativos se manifesta nos
                    cenários da renda fixa e variável. Por exemplo, no mercado de renda fixa,
                    investidores podem utilizar contratos futuros de taxa de juros para se proteger
                    contra o aumento dessas taxas, que poderia impactar negativamente o valor de
                    seus títulos. Na renda variável, as opções de venda (<italic>puts</italic>) são
                    utilizadas para limitar perdas decorrentes da queda dos preços das ações.</p>
                <p>Como já explicado, a diversificação de carteira é uma estratégia que busca
                    otimizar a relação entre risco e retorno, distribuindo os investimentos em
                    diferentes classes de ativos e setores. Essa abordagem visa, primordialmente,
                    diminuir a vulnerabilidade a riscos específicos, impulsionar o potencial de
                    ganhos e conferir maior estabilidade à carteira. Adicionalmente, a
                    diversificação proporciona acesso a uma gama variada de oportunidades de
                    investimento em diversos mercados e setores, incluindo mercados emergentes e
                    ativos alternativos com potencial de crescimento.</p>
                <p>No entanto, é importante reconhecer que a diversificação também apresenta
                    desvantagens que merecem atenção. Em cenários de mercado em alta, a
                    diversificação pode resultar em retornos inferiores aos de carteiras
                    concentradas em ativos de alto desempenho. Além disso, a diversificação pode
                    acarretar custos adicionais, como taxas de corretagem e administração, e
                    demandar mais tempo e conhecimento do investidor para uma gestão eficaz da
                    carteira. O excesso de diversificação também pode diluir os retornos (conforme é
                    observado na <xref ref-type="table" rid="T10">tabela 3</xref>), sendo importante
                    encontrar um equilíbrio entre diversificação e concentração.</p>
                <p>Assim, de forma geral, os resultados confirmam o <italic>trade-off</italic> entre
                    risco e retorno, um conceito já bem estabelecido na literatura financeira. Além
                    disso, no caso demonstrado, com exceção do Bitcoin e do ouro, a disparidade de
                    rentabilidade, embora existente, não é tão alta. Normalmente, no mercado, a
                    renda fixa apresenta uma rentabilidade significativamente menor que a renda
                    variável. Um dos fatores que contribuem para esse resultado são as taxas de
                    juros elevadas no Brasil, especialmente a Selic, que incentivam o investimento
                    em títulos de renda fixa.</p>
                <p>Adicionalmente, pode-se concluir que o impacto de uma perda pode ser minimizado
                    pela escolha do perfil adequado, por meio de ativos pré-selecionados de acordo
                    com o risco inerente a cada um e suas características observadas na revisão de
                    literatura.</p>
            </sec>
        </sec>
        <sec sec-type="conclusions">
            <title>5 CONSIDERAÇÕES FINAIS</title>
            <p>Neste artigo, introduziu-se a ideia de mercado financeiro, risco e retorno, de risco
                diversificável e não diversificável, e a importância da diversificação bem como os
                perfis de investidor em relação à aversão ao risco. Em seguida, caracterizaram-se e
                compararam-se títulos de renda fixa e variável por meio de revisão, abrangendo suas
                características principais, como emissores, prazos de aplicação, limites de capital,
                incidência tributária (IR e IOF) e cobertura de perdas (garantias), bem como
                características particulares, a exemplo de nomenclatura, riscos e retornos
                associados a cada tipo de título. Posteriormente, analisou-se o comportamento do
                rendimento em função do perfil do investidor, utilizando um estudo de caso prático
                hipotético que consistiu em construir uma análise que separou os investimentos
                financeiros com base em critérios de rentabilidade e natureza (renda fixa ou
                variável) e, montou-se uma carteira fundamentada em percentuais extraídos do modelo
                de portfólio para a aposentadoria, resultando em ganhos distintos para cada perfil
                de aplicador (conservador, moderado e arrojado). Ademais, para entender questões
                relacionadas às vantagens e desvantagens da diversificação, fizeram-se algumas
                observações que estão fora do modelo.</p>
            <p>Consequentemente, os resultados apresentados confirmam o <italic>trade-off</italic>
                fundamental entre risco e retorno no mercado financeiro: a busca por maiores
                rendimentos invariavelmente implica a aceitação de riscos mais elevados, enquanto a
                preferência por menor risco geralmente acarreta retornos mais modestos. No estudo em
                questão, observou-se que, com exceção do mercado de cripto ativos e do ouro, a
                disparidade de rentabilidade entre renda fixa e variável não foi tão expressiva
                quanto o usual. Esse fenômeno pode ser atribuído ao cenário de elevadas taxas de
                juros praticadas no país, que tornam os títulos de renda fixa mais atrativos em
                termos de retorno.</p>
            <p>Além disso, a análise demonstra que o impacto de potenciais perdas pode ser
                significativamente minimizado por meio da adequação do perfil do investidor a
                escolhas de ativos predeterminadas. Por exemplo, um perfil conservador, ao priorizar
                a proteção contra variações abruptas, naturalmente optará por investimentos de menor
                risco, ainda que com rendimentos proporcionalmente menores. Em suma, embora o
                princípio do risco-retorno seja central, a busca por maior rentabilidade pode, em
                certos contextos, influenciar as decisões de investimento de forma a se desviar das
                estratégias clássicas de diversificação. A escolha de ativos alinhados ao perfil
                individual, juntamente com a consideração de fatores como horizonte de tempo,
                liquidez e o uso de derivativos para proteção, molda a composição das carteiras de
                investimento.</p>
            <p>Contudo,emborapartedocomportamento dos investidores seja captada pela pesquisa de
                perfil do investidor e sua carteira diversificada de ativos financeiros, não foram
                apresentados alguns importantes pontos sobre psicologia financeira (comportamento
                dos agentes), fatores macroeconômicos, microeconômicos e geopolíticos, da mesma
                forma que fatores socioeconômicos que afetam a capacidade de poupar do cidadão.
                Portanto, este artigo trata de uma pequena parcela dos conhecimentos sobre o tema
                investimentos financeiros, já que este é vasto e complexo. Assim, outros pontos
                podem ser estudados, como: o comportamento dos perfis em diferentes regiões do país;
                os perigos das criptomoedas no mercado financeiro brasileiro; qual seria o melhor
                valor (ou valor mínimo) para começar a investir e; os benefícios e malefícios dos
                títulos de renda fixa e variável para a economia como um todo.</p>
        </sec>
    </body>
    <back>
        <fn-group>
            <fn fn-type="other" id="fn1">
                <label>1</label>
                <p>Índice de referência para avaliar o desempenho de um investimento no mercado
                    financeiro, exemplo: CDI</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn2">
                <label>2</label>
                <p>Ela também pode ser diferenciada pelo curto e longo prazo.</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn3">
                <label>3</label>
                <p>Este artigo trabalha com alguns títulos de renda fixa, os “mais populares”, no
                    entanto, existem muitos outros que não foram mencionados, portanto para tornar o
                    co-nhecimento mais amplo é fortemente recomendada a pesquisa dos outros
                    tipos.</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn4">
                <label>4</label>
                <p>Um novo tipo de título foi proposto e já foi aprovado na Câmara dos Deputados
                    Federais, as Letras de Crédito do Desenvolvimento (LCD), cuja finalidade é
                    angariar recur-sos para o investimento em desenvolvimento. Para saber mais:
                        <ext-link ext-link-type="uri"
                        xlink:href="https://www.camara.leg.br/noticias/1062021-ca-mara-analisa-projeto-do-governo-que-cria-a-letra-de-credito-do-desenvolvimento-acompanhe"
                        >https://www.camara.leg.br/noticias/1062021-ca-mara-analisa-projeto-do-governo-que-cria-a-letra-de-credito-do-desenvolvimento-acompanhe</ext-link>.</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn5">
                <label>5</label>
                <p>Este trabalho cita alguns títulos de renda variável mais populares e
                    transacionados, ficando a critério do leitor ampliar o conhecimento acerca dos
                    outros títulos não mencionados aqui.</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn6">
                <label>6</label>
                <p>CDB com liquidez diária geralmente usado como reserva de emergência.</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn7">
                <label>7</label>
                <p>Ativo financeiro de extremo risco, usado apenas para efeito contextual, não é uma
                    recomendação de compra.</p>
            </fn>
        </fn-group>
        <ref-list>
            <title>REFERÊNCIAS</title>
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